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LEILÕES CANCELADOS

Vai faltar gasolina? Sindicato com Vibra e Raízen alerta governo sobre risco e cobra Petrobras; entenda

“O cenário global atravessa um dos choques mais severos da história recente, elevando preços e intensificando a disputa internacional por suprimentos”, disse o Sindicom em nota

Petrobras Gasolina
Imagem: Pexels

Em meio à alta do preço do petróleo, as distribuidoras de combustível enfrentam agora um problema de abastecimento. O Sindicom, sindicato que representa as principais empresas do setor no Brasil, enviou ofício ao governo federal apontando riscos ao abastecimento nacional de combustível e pedindo que sejam tomadas providências para que a Petrobras (PETR4) retome os leilões de diesel e gasolina, que foram cancelados nesta semana.

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No documento, datado da véspera (18) e visto pela Reuters nesta quinta-feira (19), o Sindicom afirmou que as suas distribuidoras têm observado um aumento relevante da demanda por produtos, porém relatam cortes nas cotas de fornecimento e negativa de pedidos adicionais nos meses de março e abril por parte da Petrobras.

A situação “estressa o fluxo regular de produtos”, segundo o sindicato, que representa empresas como Vibra, Ipiranga e Raízen.

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“O cenário global atravessa um dos choques mais severos da história recente, elevando preços e intensificando a disputa internacional por suprimentos”, disse o Sindicom em nota.

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“No plano doméstico, a ausência de diretrizes claras na política de preços e a incerteza no atendimento integral dos pedidos pela Petrobras, somadas à instabilidade no calendário de leilões e ao cancelamento intempestivo de certames, comprometem severamente a previsibilidade operacional e o planejamento estratégico dos agentes de distribuição”, afirmou no documento.

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Greve de caminhoneiros contra alta do diesel

Com o petróleo em alta e a pressão sobre os combustíveis voltando ao radar, o governo federal abriu uma nova frente para tentar conter o avanço do diesel no Brasil — desta vez, mirando o ICMS cobrado pelos estados.

O objetivo é segurar o preço dos combustíveis. Na semana passada, o governo já havia zerado tributos federais sobre a importação e a comercialização do diesel, além de instituir uma subvenção para produtores e importadores — um pacote com custo estimado em R$ 30 bilhões neste ano.

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Depois de aumentar o preço do diesel depois de mais de um ano, a Petrobras (PETR4) informou, na noite de terça-feira (17), que segue “comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente”. A estatal afirmou que tem como “pilar fundamental não repassar automaticamente a volatilidade dos preços internacionais” ao mercado doméstico.

O ajuste era amplamente esperado. De um lado, crescia a pressão para a Petrobras não absorver todas as perdas. Do outro, um combustível mais caro afeta a inflação e até a popularidade do governo.

A defasagem também prejudicava as importadoras de diesel. o Brasil depende fortemente do diesel importado. Entre 20% e 30% do consumo nacional vem do exterior, segundo a Abicom.

Com Money Times

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