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“Emergência Radioativa” resgata acidente com césio-137 em 1987 e mostra como a contaminação se espalhou rapidamente

A Netflix estreou nesta quarta-feira (18) a minissérie “Emergência Radioativa”, produção nacional inspirada no acidente com o césio-137 em Goiânia, no ano de 1987, que marcou o Brasil.
Criada por Gustavo Lipsztein e dirigida por Fernando Coimbra, a série aposta em uma narrativa que combina reconstrução histórica e ficção. Além disso, o protagonismo fica por conta de Johnny Massaro, conhecido por seus trabalhos na TV e no cinema.
A produção da Netflix mostra como uma decisão aparentemente simples — abrir um equipamento de radioterapia abandonado — desencadeia uma catástrofe. A partir daí, o césio-137 se espalha pela cidade, dando início a uma corrida contra o tempo para conter a contaminação e salvar vidas.
Assista ao trailer:
O acidente com o césio-137 começou em setembro de 1987, quando um aparelho de radioterapia foi deixado em uma clínica desativada em Goiânia.
Sem qualquer proteção ou sinalização adequada, o equipamento acabou nas mãos de catadores, que o levaram a um ferro-velho.
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Durante a desmontagem, foi liberado um pó azul brilhante — e altamente radioativo — que rapidamente despertou curiosidade e foi manuseado e compartilhado por moradores, sem que soubessem dos riscos.
A contaminação se espalhou antes da identificação do problema pelas autoridades.
O saldo foi devastador: quatro mortes diretas, centenas de pessoas contaminadas e uma crise sanitária de grandes proporções. No entanto, o impacto pode ter sido ainda maior.
Segundo a Associação de Vítimas do Césio-137, outras 60 mortes estariam relacionadas à exposição ao material, além de pelo menos 1,6 mil pessoas afetadas de alguma forma pela radiação.
Entre os sintomas registrados estavam queimaduras severas, vômitos, queda de cabelo e outras complicações associadas à exposição à radiação.
Além disso, a operação de limpeza gerou toneladas de resíduos radioativos, que precisaram ser isolados em estruturas de segurança. O episódio levou a mudanças importantes nos protocolos de controle e fiscalização de materiais radioativos no Brasil.
Em termos simples, o césio-137 é um material radioativo produzido em reações nucleares. Ele emite radiação gama, que, por sua vez, possui alta capacidade de penetrar no corpo humano.
Por isso, a exposição ao césio-137 sem controle pode provocar danos graves às células e aos tecidos. Em muitos casos, esses efeitos comprometem o funcionamento do organismo e aumentam o risco de doenças ao longo do tempo.
Por outro lado, profissionais utilizam o césio-137 em aplicações importantes. Médicos, por exemplo, usam o material em tratamentos de radioterapia. Além disso, indústrias empregam a substância na esterilização de equipamentos e em medições técnicas.
Nessas situações, entretanto, o manuseio segue protocolos rígidos de segurança.
*Com informações da Exame e do O Globo
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