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A principal mudança será a migração completa do sistema de validação de proof-of work (PoW, ou “prova de trabalho”) para o proof-of-stake (PoS ou “prova de participação”)
A segunda maior criptomoeda do mundo deve passar pela segunda atualização em menos de um ano. Depois do London Fork, o The Merge deve ser a maior e mais importante atualização de toda a história do ethereum (ETH).
Nesta quinta-feira (17), a Ethereum Foundation, uma ONG que desenvolve projetos e tecnologia na blockchain do ETH, anunciou que os testes na rede de desenvolvimento (testnet) foram bem sucedidos.
Essa é a primeira etapa para que a atualização chegue à rede principal. No entanto, os investidores ainda precisam aguardar a novidade pelo menos até o final do segundo semestre deste ano.
Desde o London Fork — ou EIP-1559 —, a rede (blockchain) do ethereum passou a fazer a queima de criptomoedas. Esse mecanismo limita o número de ETH em rede, o que faz com que essa criptomoeda começasse o processo para se tornar uma moeda deflacionária.
Em outras palavras, o ether poderia se tornar uma reserva de valor, como o ouro, por exemplo.
Com a atualização, o ETH dá mais um passo em direção à sua forma definitiva, o chamado Ethereum 2.0. Mas fique tranquilo, investidor: você não precisará fazer nada durante a instalação do The Merge — mas sentirá diferenças na rede.
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O The Merge nada mais é do que um conjunto de pequenas atualizações do protocolo, em que a mais importante delas até o momento foi o London Fork.
Além da queima de ETH e da redução nas taxas de negociação — um dos pontos fracos da rede do ethereum —, ainda haverá uma migração completa do sistema de validação de proof-of work (PoW, ou “prova de trabalho”) para o proof-of-stake (PoS ou “prova de participação”).
O PoS já é utilizado pela maioria das criptomoedas mais novas, como cardano (ADA) e polygon (MATIC), por ser uma alternativa mais sustentável do que o PoW, tecnologia utilizada para minerar bitcoin (BTC), que consome muita energia elétrica.
Por fim, um último mecanismo para aumentar a velocidade das transferências da rede ethereum só deve chegar em 2023, conhecido como sharding.
Entretanto, vale lembrar que a blockchain do ethereum é muito diferente da do bitcoin. Enquanto o BTC é um projeto “monolítico”, que passa por poucas atualizações, o ETH é uma solução de primeira camada (layer 1 ou L1).
Ela permite que projetos sejam construídos em cima de sua blockchain, além de ter uma comunidade engajada no aprimoramento da rede. Além da Ethereum Foundation, não é incomum esbarrar com entusiastas do ETH no Git Hub, rede social de programadores.
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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