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Além das preocupações macroeconômicas que também afetam o mercado de ações, a maior criptomoeda do mundo sente o impacto da perda de credibilidade de diversas corretoras do setor
Nada é tão ruim que não possa piorar. Essa frase popular nunca foi tão verdadeira para o bitcoin (BTC) como agora. A maior criptomoeda do mundo baixou para a marca de US$ 19 mil no sábado (18) e é onde permanece apesar de estar subindo na manhã deste domingo (19).
Assim como acontece nas bolsas, o temor de que a inflação siga alta e a atuação do Federal Reserve (Fed) leve a uma recessão levou o bitcoin a recuar ao seu menor nível desde o fim de 2020, abaixo dos US$ 20 mil.
Ao perder a marca psicologicamente significativa de US$ 20 mil, o BTC também caiu abaixo da alta do halving anterior pela primeira vez na história.
Por volta de 9h20, o bitcoin subia 2,84%, cotado a US$ 19.768,49. Confira a cotação de algumas das principais criptomoedas do mundo:
| Nome | Preço | 24h % | 7d % |
|---|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 19.768,49 | +2,84% | -28,14% |
| Ethereum (ETH) | US$ 1.058,92 | +5,40% | -28,01% |
| Tether (USDT) | US$ 0,9989 | -0,01% | -0,01% |
| USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | +0,05% | +0,04% |
| BNB (BNB) | US$ 209,37 | +3,52% | -19,23% |
| Binance USD (BUSD) | US$ 1,00 | -0,15% | -0,03% |
| Cardano (ADA) | US$ 0,4696 | +0,64% | -9,24% |
| XRP (XRP) | US$ 0,3135 | +2,34% | -10,33% |
| Solana (SOL) | US$ 32,42 | +8,04% | -0,99% |
| Dogecoin (DOGE) | US$ 0,05752 | +6,07% | -12,84% |
O halving é um evento programado na blockchain do bitcoin que, a cada quatro anos, corta pela metade a recompensa gerada por bloco minerado, diminuindo a emissão de novas moedas no mercado.
O último halving do bitcoin aconteceu em maio de 2020, e o topo histórico do ciclo anterior foi de US$ 19.783, registrado no dia 17 de dezembro de 2017, segundo dados do CoinDesk Bitcoin Price Index.
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A maior criptomoeda vinha evitando esse movimento até agora, sendo reservado para altcoins, principalmente o ethereum (ETH) no início da semana, que também caiu abaixo da marca de US$ 1.000 pela primeira vez desde janeiro de 2021.
Além das preocupações macroeconômicas que também afetam o mercado de ações, o bitcoin sente o impacto da perda de credibilidade de diversas corretoras do setor.
A forte queda na cotação fez com que diversas exchanges vetassem operações com criptomoedas.
Na semana passada, a Celsius congelou os recursos de seus clientes, impedindo saques, transferências e outras formas de retirada.
Na sexta-feira (17), a Binance informou que vai trocar o atual parceiro de pagamentos no Brasil.
A maior exchange de criptomoedas do mundo vai substituir a Capitual por um provedor de pagamentos local "com experiência". O nome do provedor será anunciado em breve, segundo a Binance.
A Binance informou que vai promover uma transição suave nas próximas semanas e que está tomando todas as medidas necessárias.
Para depósitos e saques, os usuários podem ainda realizar transações via sistema P2P. Para compra direta de criptomoedas, a Binance tem Pix e transferências bancárias disponíveis por meio de um provedor alternativo.
Para saques, existe a opção “vender para cartão” disponível para o Visa, um recurso sem custo.
Confira o que passou e o que virá no mercado cripto, segundo o analista de criptomoedas da VG Research, Felipe Fernandez. Aperte o play!
*Com informações do Estadão e do Portal do Bitcoin
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