O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O processo de normalização dos preços será fundamental para que consigamos ter maior previsibilidade quanto ao futuro dos ativos de risco
É provável que quando estas palavras forem lidas, o mercado já saiba do resultado da inflação oficial de julho, a ser divulgada nesta terça-feira (8), medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em sendo o caso, muito provavelmente já teremos verificado se de fato tivemos deflação no mês passado.
Enquanto escrevo, a mediana das estimativas aponta para uma queda de 0,66% na comparação mensal (a maior deflação do Plano Real), em contraposição à alta de 0,67% verificada em junho.
Assim, a taxa de inflação acumulada nos últimos 12 meses poderá recuar de 11,89% para 10,09%. Sim, ainda estamos em dois dígitos, mas a forte desaceleração deverá continuar a ser observada ao longo dos próximos meses.
Bem, não é segredo para ninguém que o mundo vive um choque inflacionário não verificado há muito tempo, em especial nas economias desenvolvidas, como comentarei mais abaixo.
Acontece que tal movimento já dá sinais de arrefecimento ao redor de todo o globo, desaceleração que também é já vista no Brasil, como os dados de julho devem nos mostrar.
No Brasil, mais do que em outros países, a desinflação, ou até mesmo deflação, também é resultado de três outros esforços:
Leia Também
Os movimentos já devem encontrar certa maturação no dado de hoje, o que explica o número já convergindo para uma normalização do processo inflacionário até 2024, como vimos no gráfico apresentado anteriormente.
Falo 2024 porque o mercado, assim como provavelmente o BC, já entende a batalha contra a inflação em 2023 como perdida, em especial por conta da volta dos impostos cortados ao longo de 2022.
Eventuais choques de preços internacionais, derivados de questões geopolíticas, também podem acontecer, o que pressionaria novamente o terceiro item, mas tudo o mais constante, devemos ter uma convergência da inflação para a meta do BC até 2024, como uma pequena nova aceleração em 2023 (veja o gráfico anterior).
Outra coisa importante para observarmos nesta terça-feira será justamente sobre o primeiro ponto, uma vez que teremos a apresentação da ata do último Copom, como mencionado acima.
O documento deve dar detalhes sobre a visão da autoridade monetária, confirmando o final de ciclo, se não agora em 13,75% ao ano, em setembro aos 14% — com a inflação já caminhando para a normalidade, não há necessidade de ir muito além disso.
Aliás, muitos players do mercado ponderam o fato de mais um erro do BC, desta vez para cima, em contraposição à manutenção em demasia do patamar de 2% anteriormente (outro equívoco).
Ao mesmo tempo, o tema também reserva os dados de inflação americana, que já está em seu patamar mais acelerado em 40 anos, tendo registrado 9,1% nos últimos 12 meses em junho.
Assim como no Brasil, o ideal é que a inflação americana começasse a convergir para baixo, com as expectativas apontando para uma desaceleração aos 8,7% no acumulado de 12 meses finalizados em julho.
No entanto, como o dado já tem mostrado há algum tempo (em sete das últimas 11 apresentações do dado de inflação oficial americana, tivemos um número maior do que o esperado), podemos ter uma surpresa negativa.
Se o dado de inflação ao consumidor americano será divulgado na quarta-feira (10), também será importante acompanharmos os dados de inflação ao produtor dos EUA, a serem apresentados na quinta-feira (11), podendo mostrar uma continuidade da desaceleração verificada desde abril (no núcleo do índice).
Segundo as estimativas do mercado, o núcleo produtor, que exclui os itens mais voláteis, deverá cair de 8,2% na comparação anual para 7,6%. A normalização dos preços pelo lado da oferta, pois indica que nos próximos meses teremos menos pressões das empresas sobre os consumidores, uma vez que a necessidade de repasse de preço cai gradualmente.
Em poucas palavras, a semana será muito importante para balizarmos nossas expectativas de inflação não só do Brasil, mas dos EUA também.
Vivemos um período muito atípico de preços mais elevados por diferentes razões. O processo de normalização dos preços, rumo à estabilidade, será fundamental para que consigamos formar maior previsibilidade quanto ao futuro dos ativos de risco.
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio
O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor
Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito
Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje
Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito
O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição