Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Antecipação do aperto monetário tirou a bolsa do fundo do poço; agora uma nova rotação setorial se avizinha; veja quais ações podem se beneficiar

Melhora da bolsa beneficiou primeiro as blue chips; agora o movimento pode se espraiar para empresas de pequena capitalização que estejam muito baratas

29 de março de 2022
6:55 - atualizado às 9:08
Arte mostrando um painel de cotações com a palavra Small Caps em destaque. Melhores Small Caps para 2024 ações Ibovespa
Imagem: iQoncept/ iStock

No final da semana passada, a bolsa finalizou a sexta-feira entregando sua sétima alta consecutiva. A série de pregões positivos consolidou a tendência de alta para o Ibovespa, que se aproximou mais uma vez dos 120 mil pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo com um pouco mais de dificuldade ontem, refletindo uma realização de lucros (árvores não crescem até o céu) e uma maior sensibilidade às commodities (novos sinais de lockdown na China prejudicam as perspectivas de crescimento, que por sua vez impactam negativamente os preços das matérias-primas), a Bolsa ainda está em patamares bastante satisfatórios, principalmente se comparada com o resto do mundo.

De fato, desde o início do ano, os ativos brasileiros, impulsionados em grande parte pela entrada de recursos estrangeiros, têm desempenhado muito bem se comparados a seus pares globais. Este movimento se deve, entre outras coisas, à atratividade de um posicionamento no Brasil neste momento.

Bolsa brasileira ficou barata no segundo semestre de 2021

Em outras palavras, as posições brasileiras se tornaram muito baratas ao longo do segundo semestre de 2021, diante dos riscos fiscais e políticas que se aprofundaram (ruídos institucionais e rompimento do Teto de Gastos). É muito fácil perdermos a noção de o quão baratos começamos o ano em meio a tantos ruídos.

As discussões foram ganhando contornos cada vez mais macroeconômicos, refletindo a alta dos juros, a disparada da inflação e as expectativas de crescimento arrefecido. O problema é que chega um momento em que os ativos se tornam tão baratos, que pouco importa o patamar de câmbio e juros (é uma força de expressão, dado que é claro que importam, mas apenas para destacar o quão baratos estavam os ativos).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso se deve ao fato de que nossa mente não é boa para pensar processos não lineares. A Bolsa fica barata por muito tempo e, depois de muita resiliência, ganha relevância novamente. Isto é, se a Bolsa for subir 40% no ano, ela não subirá gradualmente e linearmente mês a mês o mesmo percentual, mas, sim, por meio de movimentos erráticos e pouco previsíveis.

Leia Também

Entendendo a atual alta da bolsa

Tal racionalização serve como uma luva para entendermos o ritmo de ganhos dos ativos brasileiros de janeiro para cá, nesta reta final do primeiro trimestre de 2021. O fato de termos antecipado o movimento de aperto monetário, o qual só se deu início mais recentemente nos mercados desenvolvidos, nos permite um posicionamento ímpar frente a nossos pares.

Foi a principal leitura que tivemos na semana passada, quando nossa autoridade monetária deu vários sinais sobre o atual patamar de juros, apesar do IPCA-15 ter encerrado a semana levemente acima do esperado pelo mercado (foi lido como notícia velha). Se o ciclo de aperto está no final, podemos ter mais previsibilidade.

O mercado financeiro adora calma e previsibilidade. Quanto mais transparentes forem os processos, melhor para os ativos. Neste sentido, saber que haverá apenas mais uma alta de 100 pontos-base na Selic, colocando-a em 12,75% ao ano, permite ao mercado trabalhar com modelos menos voláteis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Note que a inflação, assim como foi em 2021, também será um problema em 2022. Abaixo, vemos o ritmo da inflação brasileira, que pode encerrar 2022 acima de 7%, além do limite máximo da meta. Ainda assim, com os juros no patamar atual e com desaceleração da atividade, devemos convergir para a meta até 2024.

Fonte: BCB

Ou seja, o fim da alta dos juros, mesmo em um ambiente estagflacionário (sem crescimento econômico e com inflação), favorece os ativos brasileiros como um todo, inclusive a bolsa.

Lembre-se que o mercado financeiro traz a valor presente a esperança matemática de diferentes cenários. Quando você dá um sinal mais claro sobre um cenário específico, tal esperança pode ganhar bastante valor.

É o que temos visto recentemente.

Guerra na Eurásia, inflação ao redor do mundo, aperto monetário nos países desenvolvidos, desaceleração do crescimento chinês e pouca atratividade dos ativos indianos, hoje já muito caros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste contexto, o Brasil se destacou —- somos pacíficos e alinhados com o Ocidente (democracia), nossa inflação deve convergir para a meta até 2024, já sabemos quando vamos concluir o aperto monetário, o risco de nossa desaceleração já foi precificado e nossos ativos estão baratos.

Dessa forma, a bolsa brasileira é a candidata perfeita para receber fluxo estrangeiro.

Assim, mesmo com as eleições, o risco fiscal e a estagflação, ainda somos atraentes. 

O motivo? Porque tudo isso já está no preço.

Em um ambiente em que as taxas de juros sobem, mas os países desenvolvidos ainda entregam juros reais negativos, um ambiente de juros real acima de 6% ao ano, como o brasileiro, é muito atraente — é o que chamamos de "carry trade" (dinheiro internacional que busca por esses diferenciais de juros).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação explica também a valorização do real em 2022. Commodities fortes e diferencial de juros competitivo, diante de riscos já bem precificados, favorecem a moeda brasileira, que estava muito descontada no final do ano passado.

Isto é, o fluxo estrangeiro nos últimos meses e o cenário de saída de growth/tech para value/commodities (rotação setorial) favoreceu o Brasil, assim como questões recentes em Rússia e China, que delimitam a oportunidade de investimento em emergentes.

Por isso, tenho defendido uma posição na Bolsa brasileira, mesmo para os mais conservadores (estes, com um percentual dedicado da carteira menor, claro). Mais arrojados podem flertar com algo como 30% da carteira, enquanto conservadores podem ficar com 10%, em posições mais estáveis.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os nomes favoritos, ainda gosto de commodities e bancos — as matérias-primas devem continuar a desfrutar de bom momento em 2022, enquanto as instituições financeiras se beneficiam de juros mais altos; contudo, acredito que a segunda pernada possa vir das small e mid-caps (empresas de pequena e média capitalização de mercados) abandonadas em Bolsa por enquanto.

  • IMPORTANTE: liberamos um guia gratuito com tudo que você precisa para declarar o Imposto de Renda 2022; acesse pelo link da bio do nosso Instagram e aproveite para nos seguir. Basta clicar aqui

O resto do ano como a semana passada

Meu entendimento é que o resto do ano possa ser muito parecido com a semana passada: muita volatilidade nos mercados desenvolvidos e alta para os ativos brasileiros. Em um primeiro momento, a alta por aqui se dá nas blue chips conhecidas e, em um segundo momento, espraia para demais nomes.

Neste sentido, além de commodities e bancos, acredito que possamos dar uma olhada nas empresas de pequena capitalização que estejam muito baratas em diferentes setores, mas em especial as cíclicas domésticas.

Vale destacar, porém, que os últimos dois anos são um ótimo lembrete para os investidores das virtudes da humildade e do reconhecimento que não conhecemos o suficiente. Nos resta analisar os possíveis cenários e seus impactos econômicos e financeiros mais prováveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tal processo costuma transformar o nível de incerteza ainda mais claro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

Patria Malls (PMLL11) abocanha fatias de 5 shoppings enquanto tenta destravar fusão com outro FII; entenda o que está em jogo

17 de abril de 2026 - 10:55

O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII

FIIS HOJE

BTG Pactual Logística (BTLG11) aumenta dividendos em maior nível em 15 meses; confira quando o dinheiro cai na conta dos cotistas

16 de abril de 2026 - 14:41

O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados

UMA NOVA MARCA PARA A B3

Bolsa ‘quebra a banca’ com R$ 120 bilhões e bate recorde em cinco anos — e uma ação rouba a cena

16 de abril de 2026 - 12:44

O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

SD ENTREVISTA

Dólar a R$ 4,90? Os dois motivos que explicam a queda da moeda — e por que isso não deve durar, segundo gestor especialista em câmbio

16 de abril de 2026 - 6:30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim

NOVO TETO?

Ibovespa acima dos 220 mil pontos? O que dizem gestores com US$ 72 bilhões sob gestão

15 de abril de 2026 - 19:10

Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA

LUCROS COM ESG

Figurinha carimbada: B3 (B3SA3) é a favorita das carteiras recomendadas de ESG (de novo) – o que chama a atenção na ‘dona da bolsa’?

15 de abril de 2026 - 15:02

Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%

MOVIMENTAÇÃO

MBRF (MBRF3) tomba quase 10% na bolsa após venda de ações em bloco por fundo árabe; entenda

15 de abril de 2026 - 14:48

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal

DOS FIIS AOS ETFS

O gringo também gosta de FIIs: fluxo estrangeiro chega aos fundos imobiliários, e isso é bom para os cotistas; saiba quais ativos estão na mira

15 de abril de 2026 - 6:03

Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários

MERCADOS HOJE

200 mil pontos logo ali: Ibovespa se aproxima de novo recorde, mas Petrobras (PETR4) joga contra

14 de abril de 2026 - 16:01

Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua

NOVO PREÇO-ALVO

Não tem mais potencial? BofA e Safra rebaixam recomendação de Usiminas (USIM5) e ação recua até 3%; confira o que dizem os analistas

13 de abril de 2026 - 18:42

Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos

GANHOS PARA O BOLSO

Dividendos de 12%: BTG reforça compra para Allos (ALOS3) após acordo com a Kinea

13 de abril de 2026 - 18:10

O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas

FIIS HOJE

Este FII vende imóvel alugado à Caixa Econômica e coloca R$ 3,6 milhões no bolso do cotista; saiba qual e entenda a operação

13 de abril de 2026 - 17:32

Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira

RETORNO TURBINADO

Petrobras (PETR4) dobrou o capital do acionista em 5 anos — mas quadruplicou o dinheiro de quem reinvestiu os dividendos

13 de abril de 2026 - 16:39

Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia