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Abril tem sido um mês complicado, com queda da Bolsa e alta do dólar, mas precisamos viver cada pregão de uma vez, incluindo os dias em que a bolsa cai, e extrair deles algo de útil
Existem os livros, filmes e séries que nos entristecem quando acabam.
Lamentamos por não ter virado as páginas mais devagar, ou por não ter adicionado pausas para ir ao banheiro, mesmo que a bexiga estivesse vazia.
Existem também as histórias que nos entristecem enquanto duram.
Essas são acompanhadas apenas pelas pessoas de natureza teimosa — que insistem, persistem e continuam até o fim.
O mês de abril tem sido um mês complicado, com queda da Bolsa e alta do dólar. Isso pode lhe render o epíteto de "o pior mês desde o pico da pandemia".
Ao contrário dos livros e dos controles remotos, que cabem em nossas mãos, não temos o poder de encerrar um mês ruim antes que ele acabe de fato.
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Precisamos viver cada pregão de uma vez, incluindo os dias em que a Bolsa cai -1%, -2% ou -3%, e extrair deles algo de útil, ainda que seja um processo doloroso.
Ainda bem que funciona assim.
Não haveria aprendizado verdadeiro se tivéssemos a chance de escolher apenas os pedaços prazerosos da vida.
Ademais, se nos fosse dado o direito de encerrar abril antecipadamente, teríamos ignorado alguns importantes sinais de esperança à frente.
Nem tudo é ruim no pior mês desde o pico da pandemia. Ao que tudo indica, abril termina bem melhor do que começou.
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