O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Estamos diante de um cenário dúbio para as produtoras de commodities domésticas, enquanto o varejo no Brasil parece estar em um ponto de entrada interessante
A virada de mão do banco central americano inverteu os fluxos de investimento globais. Até uma semana atrás, a instituição mostrava uma postura moderada no combate à inflação nos Estados Unidos, o que perpetuava a atratividade do chamado “carry trade” com o Brasil.
O carry trade é uma operação de arbitragem de juros. Há uma oportunidade de ganho enquanto a taxa básica americana está entre 0,25% e 0,5%, e a nossa Selic, por outro lado, em 11,75% ao ano.
Nesse cenário, o investidor pode pegar dinheiro emprestado nos Estados Unidos, a uma taxa baixa, e investir nos generosos títulos do Tesouro brasileiros, produzindo um lucro praticamente livre de risco. Isso assume, claro, que os ganhos não serão corroídos pela desvalorização do real durante o período de investimento.
Na semana passada, entretanto, um discurso do presidente do Fed sinalizou o fim dessa farra gratuita.
Jerome Powell disse que a instituição deve subir os juros em um ritmo mais forte com a intenção de controlar a subida de preços, notadamente puxada pela alta das commodities.
Isso, aliado ao fim próximo do ciclo de alta de juros aqui no Brasil, vai diminuindo a atratividade do carry trade.
Leia Também
Com isso, é provável que o capital comece a retornar aos Estados Unidos, como demonstrado pela retirada líquida de recursos pelos estrangeiros da B3 em abril.
Isso significa que é o fim para a Bolsa brasileira? Com as informações que temos hoje, tudo parece indicar que sim e não.
A subida de juros nos EUA, que, aliás, será seguida pelo Banco Central Europeu provavelmente, é um movimento global. Isso é uma tentativa de arrefecer a subida de preços das commodities e outros produtos.
Se isso der resultado, significa preços mais baixos para as commodities — em dólar. Se, por outro lado, o dólar se valorizar como consequência da volta de capital para os Estados Unidos, isso pode ser bom para as empresas exportadoras brasileiras.
No todo, então, estamos diante de um cenário dúbio para as nossas produtoras de commodities: preços em potencial arrefecimento, câmbio potencialmente favorável.
Como as nossas exportadoras de materiais básicos, como Vale e Gerdau, ainda geram caminhões de caixa e têm suas receitas dolarizadas, optamos por mantê-las, por ora, na Carteira Empiricus.
Se não são as commodities a bola da vez, então o que é? O varejo doméstico parece estar em um ponto de entrada interessante.
Primeiro, porque o setor está descontado demais. Ao longo do mini-boom de commodities dos últimos anos, o varejo ficou largado, o que, por consequência, produziu preços excessivamente descontados para essas empresas.
Gosto de monitorar os níveis de preço como alertas para aprofundamento adicional, pois é nesse ponto que as oportunidades de verdade se formam.
Segundo, porque a retirada das máscaras tem um efeito psicológico importante sobre o consumidor. Mesmo que o trânsito em locais de compra, inclusive shoppings, já estivesse liberado mediante o uso obrigatório da máscara, a retirada desta parece dar mais liberdade ao nosso ir e vir.
Um sinal disso é o fluxo nos shoppings, que só fez crescer no primeiro trimestre, assim como suas vendas, como demonstrado nas prévias operacionais das operadoras listadas.
Terceiro, porque o momento eleitoral do nosso país, independentemente da discussão política que o envolve, vem com algumas medidas que podem beneficiar o varejo na margem.
O saque de R$ 1 mil do FGTS, que já está sendo liberado de acordo com o mês de aniversário do trabalhador, deve ser um combustível para as compras.
Além disso, o potencial reajuste aos servidores também pode fomentar o consumo. Tanto é assim que o índice de confiança do consumidor, um indicador precedente para a atividade de varejo, já começou a subir.
Na seara do varejo, ainda prefiro empresas que vendem bens não duráveis, de preferência líderes em seus mercados. Se venderem bens essenciais, melhor ainda.
Os varejos de vestuário e de saúde estão com oportunidades interessantes — e presentes também na Carteira Empiricus.
Com isso, a eterna rotação de setores faz uma nova inversão.
O curioso é que, mesmo depois de uma nova mudança de narrativa, as fake techs parecem continuar apanhando.
As fintechs que não geram lucro continuam sem vez neste cenário: o juro vai continuar subindo, o capital do acionista cada vez mais caro e intolerante às dragas de caixa.
O Santander Brasil, que tem larga experiência em concessão de crédito para a pessoa física, viu sua inadimplência subir marginalmente no 1T22 — no caso dessa companhia, os calotes estão sob controle e o resultado foi bom, mas a situação preocupa para as novatas.
Eu ainda ficaria longe das fintechs, sob pena de serem mais penalizadas ainda por um cenário macroeconômico difícil.
Algumas coisas parecem que nunca vão mudar, mesmo com a ida e vinda das narrativas.
Um abraço,
Larissa
Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras