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A semana conta com a divulgação dos dados de inflação e emprego nos EUA, enquanto por aqui a inflação agita os negócios
O foco dos investidores nesta semana fica para os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Uma nova rodada de negociações deve acontecer ainda hoje, na Turquia, o que sustenta o otimismo dos principais índices do mundo nesta segunda-feira (28).
Na última sexta-feira (25), os principais índices de Wall Street fecharam em alta, na contramão da recuperação do petróleo daquele mesmo dia. De maneira semelhante, as bolsas da Europa também encerraram as negociações majoritariamente em alta.
Ao mesmo tempo, o Ibovespa também aproveitou a queda do dólar na semana para buscar novos patamares. O principal índice da B3 encerrou o período em alta de 3%, enquanto a moeda norte-americana perdeu 6% frente ao real.
Pela manhã, as bolsas asiáticas encerraram a sessão desta segunda sem direção definida. Enquanto os investidores aguardam a nova rodada de negociações entre russos e ucranianos, a China iniciou um novo lockdown em Xangai devido a alta nos casos de covid-19. Já as principais praças da Europa estão em terreno positivo, sustentadas pelas ações do setor financeiro após a sinalização de que o Federal Reserve deve elevar os juros básicos em um ritmo mais agressivo.
Saiba o que movimenta a semana para as bolsas, o dólar e o Ibovespa:
Desde o anúncio de que o Fed iria elevar os juros este ano, os investidores aguardam maiores definições sobre o ritmo e a intensidade do aperto monetário.
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Dessa forma, as falas dos dirigentes do Federal Reserve desta semana devem ser o grande foco dos analistas. Já na última sexta, o presidente distrital do Fed de Nova York, John Williams, não descartou a possibilidade de um aumento de 50 pontos-base nos juros americanos.
Vale lembrar que os juros por lá são calculados por faixa. Na última reunião, o Comitê de mercado aberto (Fomc, o Copom americano), elevou os juros para o intervalo entre 0,25% e 0,50%.
Com o novo aumento, os juros ficariam entre 0,75% e 1,00%, dado que a meta da inflação já está além do esperado pelo Federal Reserve.
Os investidores locais devem digerir as falas do presidente do BC, Roberto Campos Neto. Em entrevista ao Canal Livre, da Band, no final de semana, o chefe da autoridade monetária entende que os juros básicos a 12,75% ao ano são suficientes para “levar a inflação para a meta no horizonte”.
Campos Neto ainda disse que alterar a meta para os próximos anos só iria levar à perda de credibilidade da autoridade monetária. “Como as expectativas já estão perto [da meta], mudar a meta traria perda de credibilidade”, reforçou.
A inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 10,79%, de acordo com o IBGE. O IPCA-15, considerado uma prévia do indicador oficial, subiu 0,95% em março, o que representa uma leve desaceleração em relação à última leitura, de 0,99% em fevereiro.
Mesmo com o recuo, o indicador veio dentro do esperado pelo mercado, mas superou a mediana das projeções, de uma inflação de 0,86% para o mês. O piso da estimativas era de 0,72%, com teto em 1,07%.
Nos Estados Unidos, a semana é recheada de relatórios de emprego.
Amanhã é dia da publicação do Jolts, enquanto na quarta-feira é a vez do ADP, de empregos privados. Eles preparam o terreno para a divulgação do payroll dos EUA, considerado um importante indicador para o mercado em geral.
Além disso, na quinta-feira deve ocorrer a divulgação do índice de preços ao consumidor (PCE, em inglês), o que deve agitar os negócios em todo planeta. O indicador já acumula a maior alta dos últimos 40 anos.
Por último ,mas não menos importante, a bolsa local deve permanecer atenta às projeções do Boletim Focus de hoje, assim como a divulgação da Conta Corrente por parte do Banco Central.
O relatório mensal da dívida só deve ser divulgado na terça pelo Banco Central, enquanto o foco dos últimos dias da semana vai para a PNAD contínua (quinta-feira) e para a produção industrial (sexta-feira).
Segunda-feira (28)
Terça–feira (29)
Quarta-feira (30)
Quinta-feira (31)
Sexta-feira (1º)
Você pode conferir o calendário completo aqui.
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