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Os investidores ainda digerem o tom mais agressivo do Federal Reserve contra a inflação e aversão ao risco prevalece
As bolsas pelo mundo tentam emplacar uma recuperação nesta quinta-feira (07). A perspectiva de que o Federal Reserve, o Banco Central americano, acelere a retirada de estímulos e aumento dos juros, piorou o sentimento dos investidores de forma generalizada desde terça-feira (05).
Esse fato coloca os comentários dos representantes da autoridade monetária em foco hoje. Quaisquer novidades sobre o caminho que o Fed seguirá podem afetar as bolsas.
Assim sendo, os principais índices asiáticos encerraram o pregão pressionados, ainda ecoando a cautela de ontem (06) das demais bolsas internacionais.
Após a abertura de hoje, as praças na Europa testam a alta, mas a aversão ao risco prevalece e limita os ganhos nas primeiras horas do pregão. Do mesmo modo, os futuros de Nova York também avançam sem muito ânimo.
Por aqui, o Ibovespa acompanha a indicação de novos nomes para a presidência da estatal e do conselho de administração da Petrobras. O governo indicou nomes internos que devem tapar o buraco deixado pela saída dos servidores desses cargos.
Na sessão da última quarta-feira (06), o principal índice da B3 encerrou o dia em queda de 0,55%, aos 118.227 pontos. Por sua vez, o dólar à vista emplacou a segunda sessão seguida de alta, com um avanço de 1,19%, a R$ 4,7147.
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Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa hoje:
Após a desistência de Adriano Pires e Rodolfo Landim aos cargos de presidente da Petrobras (PETR4) e de seu Conselho de Administração, o governo confirmou nesta quarta-feira quem são os novos indicados à chefia da estatal brasileira.
O Ministério de Minas e Energia confirmou o nome de José Mauro Ferreira Coelho, ex-diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para a presidência da Petrobras. Já para o CA o governo optou pelo nome de Marcio Andrade Weber.
Com as indicações, os nomes ainda precisam ser aprovados pelos acionistas minoritários na assembleia da próxima quarta-feira (13). Enquanto isso, os papéis da empresa devem sentir a descompressão com a troca de cadeiras na chefia de uma das maiores companhias da bolsa brasileira.
Por volta das 7h30, os recibos de ações (ADRs, em inglês) da Petrobras eram negociados em queda de 0,87%, a US$ 14,78. As ações fecharam o pregão de ontem sem direção única: PETR4 caiu 0,09%, aos R$ 32,36 e PETR3 subiu 0,31%, aos R$ 34,94.
O governo ainda anunciou a redução das tarifas na conta de luz, o que deve gerar uma economia de cerca de 20% para a população.
A troca da bandeira ocorreria apenas no final do mês — atualmente está em vigor a de escassez hídrica, com taxa extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh. Mas, segundo informa, em nota, o Ministério de Minas e Energia, com a alta nos níveis dos reservatórios e o afastamento completo do risco de falta de energia, o movimento pode ser antecipado.
A antecipação dessa medida pode afetar os próximos resultados da inflação. De acordo com o IBGE, os itens que mais pressionaram o IPCA atualmente são: combustíveis, dólar alto e energia elétrica.
Lá fora, os investidores aguardam a publicação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), após a chefe da autoridade monetária, Christine Lagarde, testar positivo para a cvoid-19.
O BC europeu chegou atrasado na tomada de medidas contra a inflação no bloco, o que exige um tom ainda mais duro contra o avanço de preços. Dessa maneira, as bolsas aguardam um tom mais agressivo (hawkish) da instituição.
Ao mesmo tempo, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que irá liberar 120 milhões de barris de petróleo das reservas para conter a inflação dos preços da commodity devido à guerra na Ucrânia.
Mesmo assim, as tensões entre russos e ucranianos permanece acelerando a alta dos preços da principal commodity energética do mundo.
O barril do petróleo Brent, utilizado como referência internacional, sobe 1,54%, negociado a US$ 102,65, enquanto o WTI também avança 1,55%, aos US$ 97,72.
Apesar da pressão nas bolsas pelo mundo, a alta do petróleo deve refletir positivamente no Ibovespa e beneficiar o setor petroleiro, em especial a Petrobras.
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