Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

pessimismo nos mercados

Por que a ameaça de conflito entre Rússia e Ucrânia derruba as bolsas mundo afora?

Escalada de tensões entre os dois países levou EUA e Reino Unido a retirarem funcionários de embaixadas na Ucrânia; veja como uma eventual invasão russa ao país pode afetar os mercados

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
24 de janeiro de 2022
16:20 - atualizado às 18:37
Bandeiras da Ucrânia e da Rússia com armas simbolizando conflito
Conflito entre Rússia e Ucrânia pode pressionar preços das commodities. Imagem: FabrikaPhoto/Envato

Os mercados internacionais derreteram nesta segunda-feira (24), depois que o governo dos Estados Unidos recomendou, ontem, que todos os cidadãos americanos na Ucrânia saiam do país imediatamente, citando o aumento da presença russa na fronteira entre os dois países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os EUA também ordenaram que funcionários da sua embaixada em Kiev, a capital ucraniana, deixem o país com suas famílias, devido à deterioração das condições de segurança. O Reino Unido seguiu a iniciativa americana e também começou a retirada do seu corpo diplomático da Ucrânia, o que foi anunciado nesta segunda-feira.

As iniciativas indicam a escalada das tensões entre Ucrânia e Rússia, que vem transferindo tropas e armamentos para a fronteira entre os dois países. Já são mais de 100 mil soldados russos na região.

Embora Moscou negue que tenha a intenção de invadir o vizinho, tanto os Estados Unidos como o Reino Unido já ameaçaram a Rússia com sanções em caso de conflito.

A União Europeia anunciou 1,2 bilhão de euros em ajuda financeira aos ucranianos. Já a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou hoje que está deslocando mais navios e jatos de combate para o Leste Europeu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Ucrânia tinha pretensões de entrar para a Otan e, como membro, uma invasão a seu território exigiria uma reação imediata da organização. Moscou se opõe ao ingresso da Ucrânia na aliança.

Leia Também

Tombo nos mercados

O aumento das tensões na região leva a uma queda generalizada dos mercados hoje, com o crescimento da cautela em um cenário que já era de aversão a risco.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais empresas do continente, fechou em baixa de 3,81%, depois de ter chegado a cair mais de 4% mais cedo.

Em Wall Street, o Dow Jones e o S&P 500 chegaram a cair mais de 3%, e o Nasdaq tombou mais de 4% no pior momento do dia. Mas após passarem o dia inteiro em baixa, os três índices viraram para alta no fim do pregão. O Dow Jones fechou com ganho de 0,30%, o S&P 500 subiu 0,29%, e o Nasdaq avançou 0,63%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na semana passada, as bolsas americanas e europeias já haviam registrado fortes quedas, na expectativa pela primeira reunião do Federal Reserve do ano, a ser realizada nesta quarta-feira (26).

O mercado espera que, na ocasião, o Fed indique o início da alta de juros nos EUA já na reunião de março e sinalize os próximos passos da retirada de estímulos monetários, mas teme que haja alguma surpresa, no sentido de um aperto monetário mais forte.

O clima negativo lá fora contaminou a bolsa brasileira, e o Ibovespa não conseguiu se recuperar com a virada em Nova York, fechando em baixa de 0,92%, a 107.937 pontos, depois de ter fechado acima dos 108 mil pontos na semana passada, na contramão das bolsas dos países desenvolvidos.

Mas poderia ter sido pior. Na mínima, o principal índice da B3 tombou mais de 2% e chegou a perder até mesmo os 107 mil pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice de volatilidade VIX, apelidado de "índice do medo", registrou alta de mais de 20% pela manhã, alcançando seu maior patamar em um ano.

Os investidores fugiram dos ativos de risco e buscaram abrigo nos ativos considerados mais seguros, como o dólar, o ouro e os Treasuries, os títulos do Tesouro americano.

Com isso, o dólar à vista avançou 0,88% ante o real, a R$ 5,5032, depois de ter chegado a subir mais de 1% e ultrapassar os R$ 5,52. Os juros dos Treasuries recuaram, uma vez que a demanda pelos títulos impulsionou seus preços para cima, derrubando também os juros futuros por aqui.

Por que o mercado teme um conflito entre Ucrânia e Rússia

O maior temor dos investidores e dos governos em relação às tensões na fronteira entre os dois países é que seja desencadeada uma guerra. E ainda há muita incerteza quanto à reação dos países que fazem parte da Otan ao conflito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A região tem grande importância para a economia europeia. Cerca de 35% do gás natural da Europa vem da Rússia, sendo que boa parte dele passa por gasodutos localizados em território ucraniano. A Rússia também é importante exportadora de petróleo, inclusive para a Europa.

Saiba mais sobre a crise energética pela qual a Europa passa, bem como as possíveis consequências do conflito entre Rússia e Ucrânia para o fornecimento de gás natural para o continente.

A região do Mar Negro também é crucial para a exportação de trigo e grãos. Quatro grandes exportadores - Ucrânia, Rússia, Cazaquistão e Romênia - comercializam esses produtos a partir de portos no Mar Negro, que podem ter suas operações interrompidas em caso de ações militares ou sanções.

A própria Ucrânia é a terceira maior exportadora de milho do planeta e quarta maior exportadora de trigo, sendo que a Rússia é a primeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da possibilidade de interrupções no fornecimento desses produtos ao restante do planeta em caso de conflito armado, sanções dos países europeus à Rússia podem resultar em retaliações. Por outro lado, se a Europa "pegar leve" com a postura russa, estará abrindo um precedente perigoso no continente.

Estamos falando, portanto, de risco de alta adicional nos preços das commodities, elevando preços de alimentos, combustíveis e energia elétrica e pesando sobre a inflação, que já está pressionada ao redor do mundo, incluindo os países desenvolvidos.

Isso num momento em que os bancos centrais já planejam aumentos nas taxas de juros para conter a inflação atual, e com atividade econômica não exatamente superaquecida nos países ricos.

Por exemplo, os Índices de Gerentes de Compras compostos (PMIs, na sigla em inglês) divulgados hoje mostram desaceleração da atividade nos Estados Unidos, no Reino Unido e na zona do euro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos EUA, o indicador caiu de 57 em dezembro para 50,8 em janeiro, ainda indicando expansão da atividade (índice maior que 50), mas em desaceleração em relação ao mês anterior.

No Reino Unido e na zona do euro, os PMIs compostos caíram a 53,4 e 52,4 em janeiro, respectivamente, menores níveis em 11 meses.

Ou seja, uma pressão inflacionária maior - não relacionada à atividade econômica, mas a um conflito geopolítico - que possa levar a um aperto monetário ainda mais forte tende a machucar ainda mais os ativos de risco.

Mesmo assim, o petróleo hoje recuou mais de 2%, em razão da aversão a risco generalizada, que derruba todos os mercados, com exceção dos ativos considerados "seguros".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações da Reuters e da CNBC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia