🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

pessimismo nos mercados

Por que a ameaça de conflito entre Rússia e Ucrânia derruba as bolsas mundo afora?

Escalada de tensões entre os dois países levou EUA e Reino Unido a retirarem funcionários de embaixadas na Ucrânia; veja como uma eventual invasão russa ao país pode afetar os mercados

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
24 de janeiro de 2022
16:20 - atualizado às 18:37
Bandeiras da Ucrânia e da Rússia com armas simbolizando conflito
Conflito entre Rússia e Ucrânia pode pressionar preços das commodities. Imagem: FabrikaPhoto/Envato

Os mercados internacionais derreteram nesta segunda-feira (24), depois que o governo dos Estados Unidos recomendou, ontem, que todos os cidadãos americanos na Ucrânia saiam do país imediatamente, citando o aumento da presença russa na fronteira entre os dois países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os EUA também ordenaram que funcionários da sua embaixada em Kiev, a capital ucraniana, deixem o país com suas famílias, devido à deterioração das condições de segurança. O Reino Unido seguiu a iniciativa americana e também começou a retirada do seu corpo diplomático da Ucrânia, o que foi anunciado nesta segunda-feira.

As iniciativas indicam a escalada das tensões entre Ucrânia e Rússia, que vem transferindo tropas e armamentos para a fronteira entre os dois países. Já são mais de 100 mil soldados russos na região.

Embora Moscou negue que tenha a intenção de invadir o vizinho, tanto os Estados Unidos como o Reino Unido já ameaçaram a Rússia com sanções em caso de conflito.

A União Europeia anunciou 1,2 bilhão de euros em ajuda financeira aos ucranianos. Já a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou hoje que está deslocando mais navios e jatos de combate para o Leste Europeu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Ucrânia tinha pretensões de entrar para a Otan e, como membro, uma invasão a seu território exigiria uma reação imediata da organização. Moscou se opõe ao ingresso da Ucrânia na aliança.

Leia Também

Tombo nos mercados

O aumento das tensões na região leva a uma queda generalizada dos mercados hoje, com o crescimento da cautela em um cenário que já era de aversão a risco.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais empresas do continente, fechou em baixa de 3,81%, depois de ter chegado a cair mais de 4% mais cedo.

Em Wall Street, o Dow Jones e o S&P 500 chegaram a cair mais de 3%, e o Nasdaq tombou mais de 4% no pior momento do dia. Mas após passarem o dia inteiro em baixa, os três índices viraram para alta no fim do pregão. O Dow Jones fechou com ganho de 0,30%, o S&P 500 subiu 0,29%, e o Nasdaq avançou 0,63%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na semana passada, as bolsas americanas e europeias já haviam registrado fortes quedas, na expectativa pela primeira reunião do Federal Reserve do ano, a ser realizada nesta quarta-feira (26).

O mercado espera que, na ocasião, o Fed indique o início da alta de juros nos EUA já na reunião de março e sinalize os próximos passos da retirada de estímulos monetários, mas teme que haja alguma surpresa, no sentido de um aperto monetário mais forte.

O clima negativo lá fora contaminou a bolsa brasileira, e o Ibovespa não conseguiu se recuperar com a virada em Nova York, fechando em baixa de 0,92%, a 107.937 pontos, depois de ter fechado acima dos 108 mil pontos na semana passada, na contramão das bolsas dos países desenvolvidos.

Mas poderia ter sido pior. Na mínima, o principal índice da B3 tombou mais de 2% e chegou a perder até mesmo os 107 mil pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice de volatilidade VIX, apelidado de "índice do medo", registrou alta de mais de 20% pela manhã, alcançando seu maior patamar em um ano.

Os investidores fugiram dos ativos de risco e buscaram abrigo nos ativos considerados mais seguros, como o dólar, o ouro e os Treasuries, os títulos do Tesouro americano.

Com isso, o dólar à vista avançou 0,88% ante o real, a R$ 5,5032, depois de ter chegado a subir mais de 1% e ultrapassar os R$ 5,52. Os juros dos Treasuries recuaram, uma vez que a demanda pelos títulos impulsionou seus preços para cima, derrubando também os juros futuros por aqui.

Por que o mercado teme um conflito entre Ucrânia e Rússia

O maior temor dos investidores e dos governos em relação às tensões na fronteira entre os dois países é que seja desencadeada uma guerra. E ainda há muita incerteza quanto à reação dos países que fazem parte da Otan ao conflito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A região tem grande importância para a economia europeia. Cerca de 35% do gás natural da Europa vem da Rússia, sendo que boa parte dele passa por gasodutos localizados em território ucraniano. A Rússia também é importante exportadora de petróleo, inclusive para a Europa.

Saiba mais sobre a crise energética pela qual a Europa passa, bem como as possíveis consequências do conflito entre Rússia e Ucrânia para o fornecimento de gás natural para o continente.

A região do Mar Negro também é crucial para a exportação de trigo e grãos. Quatro grandes exportadores - Ucrânia, Rússia, Cazaquistão e Romênia - comercializam esses produtos a partir de portos no Mar Negro, que podem ter suas operações interrompidas em caso de ações militares ou sanções.

A própria Ucrânia é a terceira maior exportadora de milho do planeta e quarta maior exportadora de trigo, sendo que a Rússia é a primeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da possibilidade de interrupções no fornecimento desses produtos ao restante do planeta em caso de conflito armado, sanções dos países europeus à Rússia podem resultar em retaliações. Por outro lado, se a Europa "pegar leve" com a postura russa, estará abrindo um precedente perigoso no continente.

Estamos falando, portanto, de risco de alta adicional nos preços das commodities, elevando preços de alimentos, combustíveis e energia elétrica e pesando sobre a inflação, que já está pressionada ao redor do mundo, incluindo os países desenvolvidos.

Isso num momento em que os bancos centrais já planejam aumentos nas taxas de juros para conter a inflação atual, e com atividade econômica não exatamente superaquecida nos países ricos.

Por exemplo, os Índices de Gerentes de Compras compostos (PMIs, na sigla em inglês) divulgados hoje mostram desaceleração da atividade nos Estados Unidos, no Reino Unido e na zona do euro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos EUA, o indicador caiu de 57 em dezembro para 50,8 em janeiro, ainda indicando expansão da atividade (índice maior que 50), mas em desaceleração em relação ao mês anterior.

No Reino Unido e na zona do euro, os PMIs compostos caíram a 53,4 e 52,4 em janeiro, respectivamente, menores níveis em 11 meses.

Ou seja, uma pressão inflacionária maior - não relacionada à atividade econômica, mas a um conflito geopolítico - que possa levar a um aperto monetário ainda mais forte tende a machucar ainda mais os ativos de risco.

Mesmo assim, o petróleo hoje recuou mais de 2%, em razão da aversão a risco generalizada, que derruba todos os mercados, com exceção dos ativos considerados "seguros".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações da Reuters e da CNBC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar