🔴 TOUROS E URSOS: A AÇÃO QUE QUASE DOBROU E FOI UM TOURO EM 2025 – ASSISTA AGORA

Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

pessimismo nos mercados

Por que a ameaça de conflito entre Rússia e Ucrânia derruba as bolsas mundo afora?

Escalada de tensões entre os dois países levou EUA e Reino Unido a retirarem funcionários de embaixadas na Ucrânia; veja como uma eventual invasão russa ao país pode afetar os mercados

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
24 de janeiro de 2022
16:20 - atualizado às 18:37
Bandeiras da Ucrânia e da Rússia com armas simbolizando conflito
Conflito entre Rússia e Ucrânia pode pressionar preços das commodities. Imagem: FabrikaPhoto/Envato

Os mercados internacionais derreteram nesta segunda-feira (24), depois que o governo dos Estados Unidos recomendou, ontem, que todos os cidadãos americanos na Ucrânia saiam do país imediatamente, citando o aumento da presença russa na fronteira entre os dois países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os EUA também ordenaram que funcionários da sua embaixada em Kiev, a capital ucraniana, deixem o país com suas famílias, devido à deterioração das condições de segurança. O Reino Unido seguiu a iniciativa americana e também começou a retirada do seu corpo diplomático da Ucrânia, o que foi anunciado nesta segunda-feira.

As iniciativas indicam a escalada das tensões entre Ucrânia e Rússia, que vem transferindo tropas e armamentos para a fronteira entre os dois países. Já são mais de 100 mil soldados russos na região.

Embora Moscou negue que tenha a intenção de invadir o vizinho, tanto os Estados Unidos como o Reino Unido já ameaçaram a Rússia com sanções em caso de conflito.

A União Europeia anunciou 1,2 bilhão de euros em ajuda financeira aos ucranianos. Já a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou hoje que está deslocando mais navios e jatos de combate para o Leste Europeu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Ucrânia tinha pretensões de entrar para a Otan e, como membro, uma invasão a seu território exigiria uma reação imediata da organização. Moscou se opõe ao ingresso da Ucrânia na aliança.

Leia Também

Tombo nos mercados

O aumento das tensões na região leva a uma queda generalizada dos mercados hoje, com o crescimento da cautela em um cenário que já era de aversão a risco.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais empresas do continente, fechou em baixa de 3,81%, depois de ter chegado a cair mais de 4% mais cedo.

Em Wall Street, o Dow Jones e o S&P 500 chegaram a cair mais de 3%, e o Nasdaq tombou mais de 4% no pior momento do dia. Mas após passarem o dia inteiro em baixa, os três índices viraram para alta no fim do pregão. O Dow Jones fechou com ganho de 0,30%, o S&P 500 subiu 0,29%, e o Nasdaq avançou 0,63%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na semana passada, as bolsas americanas e europeias já haviam registrado fortes quedas, na expectativa pela primeira reunião do Federal Reserve do ano, a ser realizada nesta quarta-feira (26).

O mercado espera que, na ocasião, o Fed indique o início da alta de juros nos EUA já na reunião de março e sinalize os próximos passos da retirada de estímulos monetários, mas teme que haja alguma surpresa, no sentido de um aperto monetário mais forte.

O clima negativo lá fora contaminou a bolsa brasileira, e o Ibovespa não conseguiu se recuperar com a virada em Nova York, fechando em baixa de 0,92%, a 107.937 pontos, depois de ter fechado acima dos 108 mil pontos na semana passada, na contramão das bolsas dos países desenvolvidos.

Mas poderia ter sido pior. Na mínima, o principal índice da B3 tombou mais de 2% e chegou a perder até mesmo os 107 mil pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice de volatilidade VIX, apelidado de "índice do medo", registrou alta de mais de 20% pela manhã, alcançando seu maior patamar em um ano.

Os investidores fugiram dos ativos de risco e buscaram abrigo nos ativos considerados mais seguros, como o dólar, o ouro e os Treasuries, os títulos do Tesouro americano.

Com isso, o dólar à vista avançou 0,88% ante o real, a R$ 5,5032, depois de ter chegado a subir mais de 1% e ultrapassar os R$ 5,52. Os juros dos Treasuries recuaram, uma vez que a demanda pelos títulos impulsionou seus preços para cima, derrubando também os juros futuros por aqui.

Por que o mercado teme um conflito entre Ucrânia e Rússia

O maior temor dos investidores e dos governos em relação às tensões na fronteira entre os dois países é que seja desencadeada uma guerra. E ainda há muita incerteza quanto à reação dos países que fazem parte da Otan ao conflito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A região tem grande importância para a economia europeia. Cerca de 35% do gás natural da Europa vem da Rússia, sendo que boa parte dele passa por gasodutos localizados em território ucraniano. A Rússia também é importante exportadora de petróleo, inclusive para a Europa.

Saiba mais sobre a crise energética pela qual a Europa passa, bem como as possíveis consequências do conflito entre Rússia e Ucrânia para o fornecimento de gás natural para o continente.

A região do Mar Negro também é crucial para a exportação de trigo e grãos. Quatro grandes exportadores - Ucrânia, Rússia, Cazaquistão e Romênia - comercializam esses produtos a partir de portos no Mar Negro, que podem ter suas operações interrompidas em caso de ações militares ou sanções.

A própria Ucrânia é a terceira maior exportadora de milho do planeta e quarta maior exportadora de trigo, sendo que a Rússia é a primeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da possibilidade de interrupções no fornecimento desses produtos ao restante do planeta em caso de conflito armado, sanções dos países europeus à Rússia podem resultar em retaliações. Por outro lado, se a Europa "pegar leve" com a postura russa, estará abrindo um precedente perigoso no continente.

Estamos falando, portanto, de risco de alta adicional nos preços das commodities, elevando preços de alimentos, combustíveis e energia elétrica e pesando sobre a inflação, que já está pressionada ao redor do mundo, incluindo os países desenvolvidos.

Isso num momento em que os bancos centrais já planejam aumentos nas taxas de juros para conter a inflação atual, e com atividade econômica não exatamente superaquecida nos países ricos.

Por exemplo, os Índices de Gerentes de Compras compostos (PMIs, na sigla em inglês) divulgados hoje mostram desaceleração da atividade nos Estados Unidos, no Reino Unido e na zona do euro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos EUA, o indicador caiu de 57 em dezembro para 50,8 em janeiro, ainda indicando expansão da atividade (índice maior que 50), mas em desaceleração em relação ao mês anterior.

No Reino Unido e na zona do euro, os PMIs compostos caíram a 53,4 e 52,4 em janeiro, respectivamente, menores níveis em 11 meses.

Ou seja, uma pressão inflacionária maior - não relacionada à atividade econômica, mas a um conflito geopolítico - que possa levar a um aperto monetário ainda mais forte tende a machucar ainda mais os ativos de risco.

Mesmo assim, o petróleo hoje recuou mais de 2%, em razão da aversão a risco generalizada, que derruba todos os mercados, com exceção dos ativos considerados "seguros".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações da Reuters e da CNBC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

OS MAIORES DO ANO

Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking

19 de dezembro de 2025 - 14:28

Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar