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Entre duas mineradoras tão fortes, o analista Max Bohm indica como avaliar as empresas e qual delas é mais importante para a compor a carteira

Localizada no norte do Brasil, a maior operação extrativista da Vale acontece no município de Carajás, considerada por deter a melhor qualidade de minério de ferro do mundo. A Vale (VALE3), hoje, é considerada a maior produtora mundial de minério de ferro e pelotas, matérias-primas essenciais para a fabricação de aço.
Logo atrás da Vale, a CSN Mineração (CMIN3) é a segunda maior exportadora de minério de ferro do país, colocada entre as cinco mais competitivas no mercado transoceânico. Um “braço” da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o spin-off teve a estreia de seu IPO na B3 em 2020 e ficou conhecido como um dos maiores da história da bolsa brasileira em volume, destravando valor para a companhia.
Entre duas mineradoras tão fortes, os investidores se perguntam qual delas é mais importante para a compôr a carteira. Para escolher, o analista de ações da Empiricus, Max Bohm revelou em um vídeo dados fundamentais sobre as empresas.
Após um estudo das duas companhias, Max apresentou dados para ajudar investidores que cogitam se a CSN Mineração também é uma empresa interessante para o portfólio, assim como a Vale – já recomendada pelo analista.
Além dos pontos apresentados, as companhias também vendem seu minério por um preço diferente. No 1º semestre, a Vale conseguiu vender por um preço médio de US$ 183/tonelada, enquanto que a CSN Mineração vendeu por US$ 152/tonelada. Essa disparidade se deve ao fato da Vale ter em mãos o melhor minério de ferro do mundo, extraído do Norte brasileiro, e porque a CSN Mineração tem um sistema de logística complexo.
A diferença nos preços também ocorre pois a Vale exporta quase toda sua produção, e a CSN Mineração destina apenas 88% do minério à exportação, usando a outra parte para sua siderurgia. Dessa forma, a Vale tem maior poder de barganha para conseguir preços altos com os clientes no exterior.
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Para o mês de setembro, está previsto o pagamento de US$ 10 bilhões de dividendos para os investidores da Vale, o que atingiria uma taxa de 10% em dividend yield. Max acredita que essa é uma porcentagem muito boa para os investidores ganharem, além da sua estimada valorização da ação.
A CSN Mineração, apresentando um caixa líquido consistente, também promete pagar bons dividendos. A previsão é que R$ 7 bilhões sejam destinados aos proventos, cerca de 80% do lucro que a empresa vai fazer esse ano, batendo um dividend yield de 6% no semestre.
“Eu dou preferência para a Vale, principalmente pois o dividend yield pode ser um gatilho importante para as ações agora nesse segundo semestre”, diz Max Bohm
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Nesse cenário, o analista enxerga muito potencial em investir em uma das maiores mineradoras mundiais e ainda receber proventos, além de ter múltiplo de EV/Ebitda muito baixo e um preço de minério mais alto.
“Mas confesso que a CSN Mineração me surpreendeu, com múltiplos de duas vezes, negociando com caixa líquido e um yield atrativo pode ser importante na composição da carteira”, destaca Max Bohm
Ao todo, são dois ativos de mineração e ligados a commodities que estão baratos, com valuations bastante atrativos.
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