Reuniões do Copom e do Federal Reserve acontecem esta semana com crise no governo
Em uma semana decisiva para a política monetária nacional e internacional, o governo terá de lidar com o balanço do ministro da Saúde

A semana começa com a perspectiva de duas reuniões importantes e de peso para a economia nacional e mundial. A definição de uma alta na taxa de juros no Brasil deve ir em linha com as expectativas do mercado, enquanto o Federal Reverve deve manter sua política acomodatícia e não se incomodar com a alta dos Treasuries ou o aumento da inflação.
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As reuniões devem acontecer ao mesmo tempo que rumores sobre a saída de Pazuello do ministério da Saúde passam a rondar o Planalto. Ele seria o 11º ministro a sair ou ser realocado por pressões no governo.
Confira os assuntos que irão influenciar a bolsa esta semana:
Copom no Brasil
Esta semana temos reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá sobre os rumos da taxa básica de juros no Brasil. Aqui no Seu Dinheiro nós fizemos uma entrevista com o ex-diretor do Banco Central, Tony Volpon, que trouxe perspectivas para a próxima reunião do Comitê.
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Além disso, o Itaú também revisou sua previsão para a Selic e para o PIB brasileiro para 2021 e 2022, com uma alta da taxa básica de juros ainda neste ano para controlar a disparada da inflação.
Instituições ouvidas pelo Banco Central também têm apontado para uma Selic mais alta ainda este ano. Com a inflação aumentando para cima do centro da meta, é esperado que o BC aumente os juros em 0,50 pontos percentuais nesta reunião.
Banco Central americano
Também está no foco do investidor esta semana a divulgação da taxa de juros de outro país: os Estados Unidos. Na quarta-feira (17), o Federal Reserve (o Banco Central americano) deve acalmar os ânimos dos mercados internacionais que temem uma disparada da inflação no país.
A Secretária do Tesouro, Janet Yellen, afirmou: "Nós [do Tesouro dos EUA] temos uma expectativa de inflação bem ancorada, um Federal Reserve atuante e que já aprendeu a lidar com isso no passado. Vamos ficar monitorando a economia, e se a inflação acontecer, temos as ferramentas para corrigir o curso”.
Os títulos do Tesouro americano têm tirado o sono dos investidores mundiais, mas iniciaram a semana caindo e atingindo as mínimas do dia.
Com a disparada dos juros futuros, investimentos de menor risco (como os Treasuries) tendem a atrair o dinheiro dos investidores, que acabam retirando suas posições em bolsa de valores e derrubam os índices.
Com o recuo dos Treasuries, as bolsas da Europa operam em alta e os futuros de Nova York também apontam para um dia de ganhos. As bolsas da Ásia fecharam sem direção única a espera de maiores definições sobre a política do Federal Reserve e dados regionais da China.
Óleo quente
E o Palácio do Planalto amanheceu, como se diz no jargão político, com cheiro de óleo quente no ar, e a fritura já deve ter começado. Rumores repercutidos por diversos jornais afirmam que o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, estaria pronto para deixar a pasta e ser substituído pela médica Ludhmilla Abrahão Haijar e Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Analistas de política concordam que essa mudança se deve às falas da semana passada do ex-presidente Lula, que fez um discurso reforçando a necessidade de vacina e melhores medidas contra a pandemia no Brasil. Essa seria a terceira troca da pasta no meio da pior crise sanitária mundial, que já teve a sua frente Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, ambos médicos, antes de ser encabeçada por Pazuello, general da reserva.
A volta de uma profissional da saúde para a pasta indica que o governo federal pretende se aproximar de medidas favoráveis ao isolamento e à vacina, distanciando- se do discurso negacionista atual.
PEC emergencial
Deve ser promulgada ainda hoje a PEC emergencial que traz de volta o auxílio emergencial. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a primeira parcela, referente ao mês de março, será paga no início de abril.
E um lembrete ao investidor: com o fim do horário de verão nos Estados Unidos, o pregão volta a fechar às 17h.
Segunda-feira (15)
- IBC-Br de janeiro de 2021 com o mesmo mês de 2020 e da passagem de dezembro para janeiro (9h);
Terça-feira (16)
- Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), primeiro dia (dia todo);
Quarta-feira (17)
- Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), segundo dia, com decisão sobre a Selic (18h30);
- Federal Reserve anuncia decisão sobre política monetária (15h);
- EUA divulga o número de pedidos de auxílio desemprego (9h30);
Quinta-feira (18)
- IGP-M, prévia de março (8h);
Sexta-feira (19)
- FGV divulga prévia da indústria de março (8h).
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