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Democratas aprovam pacote de US$ 3,5 tri no Comitê de Orçamento da Câmara dos EUA

Recursos serão destinados à rede de segurança social e programas relacionados a mudanças climáticas. Obtenção de quase unanimidade para aprovação no Congresso é desafio

Capitólio dos Estados Unidos, onde se reúne o Congresso americano
Capitólio dos Estados Unidos, onde se reúne o Congresso americano. - Imagem: Shutterstock

Democratas aprovaram neste sábado (25) no Comitê de Orçamento da Câmara o projeto de lei de US$ 3,5 trilhões, previstos para 10 anos, que fortalece a rede de segurança social e programas relacionados a mudanças climáticas. O democrata Scott Peters, da Califórnia, contudo, se opôs à medida, junto com 16 republicanos, reforçando os desafios que os líderes partidários devem enfrentar para obter a quase unanimidade necessária para aprovar o pacote no Congresso.

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De acordo com as regras orçamentárias, o comitê não é autorizado a alterar significativamente a medida de 2.465 páginas, produto de 13 outros comitês da Câmara.

A sessão, que não costuma ocorrer em fins de semana, se deu após os principais democratas do partido terem intensificado esforços para encerrar disputas cada vez mais acirradas entre as alas de centro e progressista, que ameaçam minar a agenda do presidente Joe Biden.

Líderes partidários e parlamentares têm negociado nos bastidores para chegar a um acordo sobre o tema. O presidente Biden, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, lideraram uma busca nos bastidores por compromissos para resolver divisões internas e viabilizar a aprovação do texto em breve.

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Em uma carta dirigida a democratas neste sábado, Pelosi disse que eles "devem" aprovar o projeto de lei social e climático nesta semana, junto com o projeto de infraestrutura e uma terceira medida evitando a paralisação do governo na sexta-feira. "Os próximos dias serão um período de intensidade", escreveu.

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Antes de a medida aprovada pelo Comitê neste sábado chegar ao plenário da Câmara - não se sabe ao certo quando - espera-se que ela seja alterada para refletir eventuais acordos entre a Câmara e o Senado. Revisões adicionais também são prováveis.

Principais metas de Biden

O projeto incorpora as principais metas domésticas de Biden. O presidente do Comitê de Orçamento, John Yarmuth, do Estado de Kentucky, citou "décadas de desinvestimento" em saúde, educação, creches e meio ambiente, como justificativa para aprovação do projeto. Já os republicanos argumentam que a proposta é desnecessária e inviável diante de uma dívida federal superior a US$ 28 trilhões.

Para conseguir o apoio dos moderados, Pelosi prometeu começar os trabalhos da Câmara na segunda-feira por outro pilar dos planos domésticos de Biden: um pacote de US$ 1 trilhão em estradas e outros projetos de infraestrutura. Mas muitos deles também querem cortar o pacote social e ambiental de US$ 3,5 trilhões e aparar ou reformular alguns de seus programas.

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Em resposta, os progressistas, cuja prioridade é o projeto de lei de US$ 3,5 trilhões, ameaçam votar contra o projeto de infraestrutura se ele for à votação nesta semana. Com cada lado do partido ameaçando derrubar o objetivo mais acalentado do outro, os democratas mais proeminentes estão aproveitando este momento para acelerar negociações em torno de uma lei geral sobre o clima e políticas sociais.

O partido não pode perder votos no Senado e, na Câmara, pode abrir mão de no máximo três votos para ter sucesso no Congresso. Biden se reuniu com mais de 20 congressistas democratas na última semana. O secretário de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que as reuniões continuarão na próxima semana. Fonte: Associated Press.

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