2021-11-23T17:46:12-03:00
POLÍTICA DE PREÇOS

Em mais um ataque a Petrobras (PETR4), Bolsonaro quer rever política de preços da estatal

Com alta no preço dos combustíveis, Bolsonaro fez da Petrobras (PETR4) sua mais nova inimiga

23 de novembro de 2021
17:44 - atualizado às 17:46
Presidente Jair Bolsonaro tem feito declarçaões sobre a petroleira em meio à alta dos combustíveis - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Nesta terça-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo busca rever a política de preços da Petrobras (PETR4), que alinha os reajustes dos combustíveis ao preço do barril de petróleo no mercado internacional. 

"Tivemos problemas sérios no passado, além da corrupção: a questão da paridade com o preço internacional. Estamos buscando rever essa questão", disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Correio, da Paraíba.

Com o preço dos combustíveis em alta, puxando a inflação, Bolsonaro tem entrado em guerra com a Petrobras e com os impostos cobrados por governadores sobre os derivados de petróleo, o ICMS. O presidente já chegou a dizer que a companhia é “monstrengo”. 

Por volta das 17h30 desta terça-feira (23), as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) sobem 4,85%, já as ações preferenciais (PETR4) têm alta de 6,11%.

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Cabo de guerra

Apesar das declarações de Bolsonaro, o general Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras (PETR4), afirmou que a alta nos preços dos combustíveis não é culpa da companhia. A fala se deu na audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal para explicar a alta nos valores. 

"A alta de preços dos combustíveis não corresponde à Petrobras e está sendo colocada na conta dela", disse aos senadores. Luna destacou ainda que a empresa está há 30 dias sem reajustar os combustíveis e que analisa abaixar os preços. 

Ele afirmou que outras medidas poderiam ser tomadas para reduzir a volatilidade do preço dos derivados do petróleo no mercado interno, como a criação de um fundo estabilizador usando os dividendos da Petrobras, que serão recorde este ano.

A medida tem o apoio de um grupo de senadores, mas Luna deixou claro que o assunto não está na alçada da companhia e cabe ao Ministério da Economia e ao Congresso.

Há também parlamentares que rechaçam essa hipótese e defendem a taxação das exportações de petróleo bruto, criticada pelo general pois, em sua visão, poderia gerar insegurança jurídica e afastar investidores do País.

*Com informações do estadão Conteúdo.

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