Mater Dei (MATD3) anuncia segunda aquisição pós-IPO; BTG aposta em alta de 44% para as ações
Nos cálculos do banco, as duas compras consomem quase inteiramente o R$ 1,2 bilhão levantado com a oferta inicial de ações, em abril

Final de domingo é o momento para descansar e recarregar as baterias para a segunda-feira? Não para os executivos da Mater Dei (MATD3). A rede de saúde suplementar anunciou na noite de ontem (21) a aquisição do Hospital Santa Genoveva e do Centro de Tomografia Computadorizada Uberlândia.
A companhia arrematou ambos os ativos, que são contíguos e integrados, por R$ 309 milhões. Desse valor será deduzido ainda um endividamento líquido de aproximadamente R$ 57 milhões.
A movimentação noturna no setor de saúde suplementar mineiro parecia ter agradado ao mercado, que reagia positivamente à compra no início desta segunda-feira (22). Após virarem e operarem no negativo durante a tarde, os papéis MATD3 fecharam em alta de 2,63%, a R$ 15,99.
A compra também é bem vista pelos analistas do BTG Pactual. “Vemos esse movimento como positivo, uma vez que reforça a liderança de mercado da Mater Dei em Minas Gerais”, diz relatório publicado hoje.
O banco de investimentos recomenda compra para as ações da empresa, com preço-alvo de R$ 23,00. O valor representa uma alta potencial de 44% em relação à cotação atual dos ativos.
[captacao]
Leia Também
À moda mineira
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as instalações, localizadas em Uberlândia, são tradicionais e referências em qualidade assistencial e, por isso, atraem pacientes de todo o Triângulo Mineiro.
Fundado em 1975, o HSG atende mais de 50 especialidades e, conforme destaca a Mater Dei, “tem um corpo clínico experiente e altamente reconhecido”. Atualmente, o hospital possui 204 leitos, com 156 operacionais e áreas para expansão.
Já o CDI, fundado três anos após o primeiro, é referência em diagnóstico por imagem na região. Por estarem em um mesmo complexo hospitalar, há ainda uma vantagem importante nos ativos: eles permitem a integração de fluxos e a otimização operacional, o que melhora a experiência ao paciente.
O que dizem os analistas
Os analistas do BTG Pactual destacam que essa é a segunda aquisição da Mater Dei após seu IPO (Oferta Pública Inicial, da sigla em inglês). A empresa já havia anunciado em julho a compra do Grupo Porto Dias, maior rede hospitalar do Norte do país.
Nos cálculos do banco, as duas compras consomem quase inteiramente o R$ 1,2 bilhão levantado com a oferta inicial de ações, em abril. Embora não descartem novas aquisições, os analistas reforçam que observam agora como será a estratégia de integração dos novos ativos.
“Se bem integrado, o lado positivo parece considerável. Continuamos a ser compradores [das ações] considerando a bela história de consolidação que está se desenrolando diante de nossos olhos”, diz o relatório.
RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Dividendos de até US$ 4,2 bilhões: com operacional tinindo, Petrobras (PETR4) deve ‘blindar’ os proventos da queda do petróleo
29 de outubro de 2026 - 14:49RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO