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Nos cálculos do banco, as duas compras consomem quase inteiramente o R$ 1,2 bilhão levantado com a oferta inicial de ações, em abril
Final de domingo é o momento para descansar e recarregar as baterias para a segunda-feira? Não para os executivos da Mater Dei (MATD3). A rede de saúde suplementar anunciou na noite de ontem (21) a aquisição do Hospital Santa Genoveva e do Centro de Tomografia Computadorizada Uberlândia.
A companhia arrematou ambos os ativos, que são contíguos e integrados, por R$ 309 milhões. Desse valor será deduzido ainda um endividamento líquido de aproximadamente R$ 57 milhões.
A movimentação noturna no setor de saúde suplementar mineiro parecia ter agradado ao mercado, que reagia positivamente à compra no início desta segunda-feira (22). Após virarem e operarem no negativo durante a tarde, os papéis MATD3 fecharam em alta de 2,63%, a R$ 15,99.
A compra também é bem vista pelos analistas do BTG Pactual. “Vemos esse movimento como positivo, uma vez que reforça a liderança de mercado da Mater Dei em Minas Gerais”, diz relatório publicado hoje.
O banco de investimentos recomenda compra para as ações da empresa, com preço-alvo de R$ 23,00. O valor representa uma alta potencial de 44% em relação à cotação atual dos ativos.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as instalações, localizadas em Uberlândia, são tradicionais e referências em qualidade assistencial e, por isso, atraem pacientes de todo o Triângulo Mineiro.
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Fundado em 1975, o HSG atende mais de 50 especialidades e, conforme destaca a Mater Dei, “tem um corpo clínico experiente e altamente reconhecido”. Atualmente, o hospital possui 204 leitos, com 156 operacionais e áreas para expansão.
Já o CDI, fundado três anos após o primeiro, é referência em diagnóstico por imagem na região. Por estarem em um mesmo complexo hospitalar, há ainda uma vantagem importante nos ativos: eles permitem a integração de fluxos e a otimização operacional, o que melhora a experiência ao paciente.
Os analistas do BTG Pactual destacam que essa é a segunda aquisição da Mater Dei após seu IPO (Oferta Pública Inicial, da sigla em inglês). A empresa já havia anunciado em julho a compra do Grupo Porto Dias, maior rede hospitalar do Norte do país.
Nos cálculos do banco, as duas compras consomem quase inteiramente o R$ 1,2 bilhão levantado com a oferta inicial de ações, em abril. Embora não descartem novas aquisições, os analistas reforçam que observam agora como será a estratégia de integração dos novos ativos.
“Se bem integrado, o lado positivo parece considerável. Continuamos a ser compradores [das ações] considerando a bela história de consolidação que está se desenrolando diante de nossos olhos”, diz o relatório.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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