O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Operadora de shoppings teve fortes números operacionais e mostrou recuperação, mas métricas financeiras vieram abaixo ou em linha com o esperado por analistas; vacância foi surpresa negativa
As ações do Iguatemi (IGTA3) apresentaram a maior queda do Ibovespa nesta terça-feira (10), após a operadora de shopping centers divulgar o balanço do segundo trimestre na noite de ontem. Os papéis fecharam em baixa de 3,74%, a R$ 38,36, depois de terem recuado quase 5% nos piores momentos do pregão.
Os resultados foram considerados "sólidos" por analistas, que mantiveram uma visão positiva em relação à companhia; ainda assim, alguns números vieram abaixo das suas estimativas, e a alta taxa de vacância chamou a atenção.
Como todas as demais operadoras de shopping centers, o Iguatemi não só sofreu fortemente durante os piores momentos da pandemia em 2020, como também teve que enfrentar novos lockdowns em abril deste ano, quando o país foi atingido pela segunda onda da covid-19.
Isso afetou negativamente os números operacionais da companhia, como era de se esperar. As vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) - vendas nas lojas abertas há pelo menos um ano - caíram 14,5%, e as vendas mesmas áreas (SAS, na sigla em inglês) recuaram 16,6%, quando comparadas com o segundo trimestre de 2019 (o segundo trimestre de 2020 não é uma boa base de comparação nesse caso).
Mesmo assim, como destacaram os analistas da empresa, as vendas nos meses subsequentes - maio e junho - foram formidáveis, mostrando rápida recuperação e chegando perto dos patamares pré-covid, mesmo com os shoppings ainda operando com algumas restrições de horário.
Por exemplo, sete dos 16 shoppings administrados pela companhia apresentaram crescimento nas métricas SSS e SAS no segundo trimestre. E nos meses de maio e junho, as vendas dos shoppings Iguatemi atingiram 96% dos níveis pré-covid, desempenho destacado pelos analistas.
Leia Também
"Os resultados de Iguatemi reforçaram que a recuperação dos shoppings é uma realidade (assim que eles reabrem, as vendas retornam aos níveis pré-covid mais rapidamente que o esperado - o que já ocorreu nos meses de maio e junho no caso do Iguatemi). Com o ritmo acelerado de vacinação no Brasil, nós esperamos que as restrições sejam afrouxadas (todos os shoppings ainda têm algum tipo de restrição) e que as vendas se recuperem ainda mais", disseram os analistas do BTG Pactual, em relatório.
"A recuperação das métricas operacionais neste trimestre é encorajadora e indica (novamente) a resiliência do consumidor de alta renda", diz o Bank of America (BofA), em relatório.
Os analistas do banco acreditam que o padrão deve se repetir no próximo trimestre, com a alta correlação existente entre as vendas e o número de horas em que os shoppings permanecem abertos, além do ritmo de vacinação mais acelerado no Brasil.
Outro destaque positivo apontado pelos analistas foi o crescimento do aluguel. Apesar da queda das vendas mesmas lojas ante o segundo trimestre de 2019, a métrica aluguéis mesmas lojas (SSR, na sigla em inglês) subiu 2,8%, e a métrica aluguéis mesmas áreas (SAR, na sigla em inglês) caiu 7,1%, na mesma base de comparação.
Para o BTG, os números mostram "alguma resiliência"; já o Itaú BBA considerou que o Iguatemi manteve um controle forte da sua política de descontos, resultando nesses números considerados positivos.
Já a inadimplência ficou negativa em 4% no segundo trimestre, uma vez que a companhia conseguiu receber aluguéis vencidos e reduzir suas provisões.
Outro ponto positivo destacado por analistas foi a melhora no custo de ocupação, que retornou ao nível pré-covid.
Os custos de ocupação, como percentual das vendas, foram de 12,8%, ante 22,5% no segundo trimestre de 2020, ou seja, uma queda de 9,7 pontos percentuais. Em relação ao segundo trimestre de 2019, vieram em linha, apresentando uma alta de apenas 1,1 ponto percentual ante o custo de 11,7% daquele trimestre.
Mas nem tudo são flores. A maioria dos números apresentados pelo Iguatemi não surpreendeu positivamente, e ainda restam vários pontos de atenção na recuperação da companhia.
O BTG Pactual destacou que a receita líquida e o Ebitda da companhia vieram, ambos, 6% abaixo da sua estimativa. Já o Itaú BBA disse que os resultados financeiros vieram em linha com suas estimativas, mas o FFO (fluxo de caixa decorrente das operações, na sigla em inglês) e a margem Ebitda vieram abaixo. Já o BofA teve as estimativas de vendas, aluguéis e FFO superadas, disse o banco em relatório.
O FFO do Iguatemi totalizou R$ 317,7 milhões, alta de 279,3% ante o segundo trimestre de 2020 e de 246,7% ante o mesmo período de 2019.
O lucro líquido veio forte, mas ele foi impulsionado principalmente por um fator não recorrente: a marcação a mercado do investimento do Iguatemi na Infracommerce, empresa que fez IPO recentemente. Essa abertura de capital rendeu à operadora de shoppings um ganho de capital de R$ 380 milhões, reconhecido justamente no balanço do segundo trimestre.
Ações para ficar de olho: Alpargatas, Amazon e cinco construtoras com desconto na bolsa. Confira a análise no vídeo:
Entre os pontos negativos destacados nas análises, chama a atenção a alta da taxa de vacância, que atingiu 9,9% no segundo trimestre, 3,5 pontos percentuais acima do segundo trimestre de 2020, ou seja, maior que no trimestre mais impactado pela pandemia.
Outro fator que traz "preocupação", diz o BofA, são as receitas ainda baixas com estacionamento e mídia, mesmo com as restrições muito mais baixas dos últimos meses.
Mesmo assim, a visão dos analistas em relação a Iguatemi ainda é amplamente positiva. Confira as recomendações:
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos
O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII
O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados
O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim
Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA
Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%
No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal
Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários
Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua
Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos
O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas
Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira
Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%
Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade
A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação
Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda
A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras