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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

VÍDEO

A Gerdau (GGBR4) teve um trimestre mais forte que o das rivais. Mas CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) também estão sólidas

A Gerdau (GGBR4) mostrou que ainda vive um momento operacional firme; CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5), no entanto, seguem com folga no balanço

Victor Aguiar
Victor Aguiar
10 de novembro de 2021
12:40 - atualizado às 10:25
Está na hora de investir nas siderúrgicas?
Confira a análise de mercado realizada pelo repórter Victor Aguiar, especialista em Mercado de Capitais. - Imagem: Captura de tela do vídeo / Montagem Beatriz Azevedo

Com a temporada de balanços em pleno andamento, é possível perceber como o ambiente econômico mais desafiador dos últimos meses tem afetado as empresas. Entre as siderúrgicas, a Gerdau (GGBR4) foi o destaque positivo e surpreendeu os analistas, enquanto CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) ficaram abaixo das expectativas. Mas isso não quer dizer que elas sejam más alternativas na bolsa — veja abaixo o vídeo do Seu Dinheiro sobre o setor:

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A Gerdau fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 4,56 bilhões, cifra 27,5% superior à média das projeções de três casas de análise consultadas pelo Seu Dinheiro. A receita líquida de R$ 21,3 bilhões e o Ebitda de R$ 6,1 bilhões também ficaram acima das estimativas do mercado, gerando uma série de elogios de investidores e analistas.

O desempenho foi particularmente bem recebido porque, em linhas gerais, todas as divisões da Gerdau mostraram dinâmicas bastante saudáveis. No Brasil, a queda do preço do minério de ferro afetou a rentabilidade do braço de mineração, mas esse efeito foi mais que compensado pela forte demanda por aço no mercado interno.

Lá fora, a Gerdau também teve um trimestre de dar inveja, dando continuidade ao bom momento operacional visto nos últimos trimestres. A divisão da América do Norte segue firme, sustentada pela demanda por aço e produtos siderúrgicos no mercado americano — e um eventual megapacote de infraestrutura a ser aprovado pelo governo Biden pode dar ainda mais força às atividades da empresa nos EUA.

Por fim, a forte geração de caixa da Gerdau no trimestre foi outro ponto relevante: o fluxo de caixa livre somou R$3,8 bilhões entre julho e setembro, o que contribuiu para uma queda adicional do endividamento; a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda nos últimos meses, chegou a apenas 0,41 vez.

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CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5): mais fraco, mas não ruim

Por outro lado, CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) mostraram tendências mais fracas e bastante parecidas entre si. As duas tiveram receita, lucro e Ebitda piores que a média das projeções dos analistas, mostrando desempenhos particularmente fracos em seus braços de mineração — a queda no minério de ferro foi muito mais sentida pelas duas empresas, cujas mineradoras têm um peso maior na organização dos negócios em comparação com a Gerdau.

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Mas, mesmo no lado da siderurgia, CSN e Usiminas mostraram números mais fracos em comparação com os da rival. Seja pelos custos mais elevados, seja pela menor capacidade de impor preços mais elevados à cadeia produtiva, ambas mostraram uma tendência não tão forte quanto à da Gerdau.

Dito isso, vale fazer algumas ressalvas. Por mais que CSN e Usiminas tenham tido um trimestre pior que o esperado pelo mercado, isso não quer dizer que os números tenham sido ruins: na comparação com o terceiro trimestre de 2020, as duas siderúrgicas mostraram uma evolução significativa.

E, no lado do caixa e endividamento, ambas também mostraram uma forte geração de caixa, o que dá a elas uma solidez ao balanço e cria um ambiente de bastante tranquilidade para enfrentar eventuais turbulências no mercado de commodities — a Usiminas, inclusive, tem uma posição de caixa líquido.

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Ou seja: se é verdade que CSN e Usiminas ficaram para trás em termos operacionais na comparação com a Gerdau, também é verdade que elas estão longe de passarem por apuros.

Gerdau (GGBR4) e siderúrgicas na bolsa

A percepção de que os balanços das três siderúrgicas estão com a saúde em dia pode ser vista pelo desempenho de suas ações na B3. No ano passado, Gerdau PN (GGBR4) teve alta de 24%, Usiminas PNA (USIM5) saltou 55% e CSN ON (CSNA3) teve um ganho expressivo de 126%.

Desde o começo de 2021, os papéis se inverteram ligeiramente: as ações da Gerdau sobe 1,47%, enquanto os papéis da Usiminas e da CSN caem 8,29% e 28,7%, nesta ordem — um comportamento que abre oportunidades interessantes do ponto de vista de valuation.

Os ganhos acumulados por GGBR4 desde 2020 e o bom momento operacional que a empresa ainda consegue sustentar fazem com que ela negocie com múltiplos mais esticados: segundo o TradeMap, o EV/Ebitda estimado para 2022 é de cerca de 4,8x. CSNA3 e USIM5 aparecem ao redor de 2,5x — níveis mais atraentes de preço.

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Considerando tudo isso, o que você acha do setor de siderurgia na bolsa? No vídeo abaixo, o Seu Dinheiro analisa mais a fundo as questões operacionais e as métricas de valuation de cada uma das empresas:

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