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A Gerdau (GGBR4) mostrou que ainda vive um momento operacional firme; CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5), no entanto, seguem com folga no balanço
Com a temporada de balanços em pleno andamento, é possível perceber como o ambiente econômico mais desafiador dos últimos meses tem afetado as empresas. Entre as siderúrgicas, a Gerdau (GGBR4) foi o destaque positivo e surpreendeu os analistas, enquanto CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) ficaram abaixo das expectativas. Mas isso não quer dizer que elas sejam más alternativas na bolsa — veja abaixo o vídeo do Seu Dinheiro sobre o setor:
A Gerdau fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 4,56 bilhões, cifra 27,5% superior à média das projeções de três casas de análise consultadas pelo Seu Dinheiro. A receita líquida de R$ 21,3 bilhões e o Ebitda de R$ 6,1 bilhões também ficaram acima das estimativas do mercado, gerando uma série de elogios de investidores e analistas.
O desempenho foi particularmente bem recebido porque, em linhas gerais, todas as divisões da Gerdau mostraram dinâmicas bastante saudáveis. No Brasil, a queda do preço do minério de ferro afetou a rentabilidade do braço de mineração, mas esse efeito foi mais que compensado pela forte demanda por aço no mercado interno.
Lá fora, a Gerdau também teve um trimestre de dar inveja, dando continuidade ao bom momento operacional visto nos últimos trimestres. A divisão da América do Norte segue firme, sustentada pela demanda por aço e produtos siderúrgicos no mercado americano — e um eventual megapacote de infraestrutura a ser aprovado pelo governo Biden pode dar ainda mais força às atividades da empresa nos EUA.
Por fim, a forte geração de caixa da Gerdau no trimestre foi outro ponto relevante: o fluxo de caixa livre somou R$3,8 bilhões entre julho e setembro, o que contribuiu para uma queda adicional do endividamento; a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda nos últimos meses, chegou a apenas 0,41 vez.
Por outro lado, CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) mostraram tendências mais fracas e bastante parecidas entre si. As duas tiveram receita, lucro e Ebitda piores que a média das projeções dos analistas, mostrando desempenhos particularmente fracos em seus braços de mineração — a queda no minério de ferro foi muito mais sentida pelas duas empresas, cujas mineradoras têm um peso maior na organização dos negócios em comparação com a Gerdau.
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Mas, mesmo no lado da siderurgia, CSN e Usiminas mostraram números mais fracos em comparação com os da rival. Seja pelos custos mais elevados, seja pela menor capacidade de impor preços mais elevados à cadeia produtiva, ambas mostraram uma tendência não tão forte quanto à da Gerdau.
Dito isso, vale fazer algumas ressalvas. Por mais que CSN e Usiminas tenham tido um trimestre pior que o esperado pelo mercado, isso não quer dizer que os números tenham sido ruins: na comparação com o terceiro trimestre de 2020, as duas siderúrgicas mostraram uma evolução significativa.
E, no lado do caixa e endividamento, ambas também mostraram uma forte geração de caixa, o que dá a elas uma solidez ao balanço e cria um ambiente de bastante tranquilidade para enfrentar eventuais turbulências no mercado de commodities — a Usiminas, inclusive, tem uma posição de caixa líquido.
Ou seja: se é verdade que CSN e Usiminas ficaram para trás em termos operacionais na comparação com a Gerdau, também é verdade que elas estão longe de passarem por apuros.
A percepção de que os balanços das três siderúrgicas estão com a saúde em dia pode ser vista pelo desempenho de suas ações na B3. No ano passado, Gerdau PN (GGBR4) teve alta de 24%, Usiminas PNA (USIM5) saltou 55% e CSN ON (CSNA3) teve um ganho expressivo de 126%.
Desde o começo de 2021, os papéis se inverteram ligeiramente: as ações da Gerdau sobe 1,47%, enquanto os papéis da Usiminas e da CSN caem 8,29% e 28,7%, nesta ordem — um comportamento que abre oportunidades interessantes do ponto de vista de valuation.
Os ganhos acumulados por GGBR4 desde 2020 e o bom momento operacional que a empresa ainda consegue sustentar fazem com que ela negocie com múltiplos mais esticados: segundo o TradeMap, o EV/Ebitda estimado para 2022 é de cerca de 4,8x. CSNA3 e USIM5 aparecem ao redor de 2,5x — níveis mais atraentes de preço.
Considerando tudo isso, o que você acha do setor de siderurgia na bolsa? No vídeo abaixo, o Seu Dinheiro analisa mais a fundo as questões operacionais e as métricas de valuation de cada uma das empresas:
PEDIDO ENTREGUE
TEMPORADA DE BALANÇOS
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA
CLIMA BAIXO ASTRAL
FIM DA SECA DE IPOS