Embraer continua se levantando, mostrando aumento no número de aviões entregues
Resultados do primeiro trimestre ficam no mesmo patamar do mesmo período de 2019 e acima do desempenho de 2020, marcado pela covid-19

Muitos se indagam qual será o futuro da Embraer (EMBR3) após a Boeing ter retirado a proposta para adquirir a divisão de aviação comercial, um movimento tido como crucial para a companhia brasileira conseguir competir neste segmento nos próximos anos.
A dúvida ganhou ainda mais força com a covid-19. Como a pandemia forçou a paralisação de voos em todo mundo, como parte de um esforço para conter a disseminação do vírus, muitas companhias aéreas revisaram suas frotas e cancelaram encomendas.
A situação não está fácil para a Embraer, mas ela tem mostrado sinais de recuperação, começando pelos resultados financeiros do quarto trimestre, e agora com os dados operacionais do primeiro trimestre.
[captacao]
Neste começo de ano, a companhia entregou um total de 22 jatos, sendo nove comerciais e 13 executivos (10 leves e três grandes). O resultado foi superior ao registrado no mesmo período de 2020, quando entregou 14 aviões (cinco comerciais e nove executivos), e no mesmo patamar do apurado no primeiro trimestre de 2019, quando também entregou 22 aeronaves (11 comerciais e 11 executivos).
A carteira de pedidos firmes a entregar totalizou US$ 14,2 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um pouco abaixo do visto no mesmo período de 2020 (US$ 15,9 bilhões) e de 2019 (US$ 16 bilhões).
Leia Também
Ao final de 31 de março, a divisão de aviação comercial registrava um total de 272 pedidos firmes a entregar, abaixo dos 318 do primeiro trimestre de 2020 e dos 359 do mesmo intervalo de 2019.
Para Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, o resultado representa uma melhora qualitativa por parte da Embraer, uma vez que a companhia conseguiu entregar um número maior de aeronaves de nova geração, mas a carteira de ativos ainda apresenta um "considerável hiato" frente aos trimestres anteriores.
"Os números evidenciam que a companhia segue com o árduo trabalho comercial para costurar novos contratos e suprir a defasagem quantitativa que seu relatório demonstra", diz trecho de sua análise.
Vale a pena investir?
Os dados operacionais desta terça-feira (27) mostram uma empresa lidando com um mercado ainda incerto. A vacinação contra covid-19 caminha pelo mundo, mas num ritmo mais lento que o desejado, prejudicando uma retomada sustentada do setor aéreo. As entregas anuais da aviação comercial da Embraer caíram 51% em 2020 quando comparadas às 89 entregas de 2019
Na teleconferência para tratar dos resultados do quarto trimestre, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que novos contratos dependem da velocidade de vacinação ao redor do mundo. "Estamos conversando com companhias aéreas, mas a conclusão dos contratos depende do progresso da vacinação nos países", disse na ocasião.
Este é o principal motivo para a Ativa Investimentos ter recomendação neutra para as ações. "Mantemos nossa recomendação neutra às ações da companhia, enxergando um quadro comercial de dificuldades para a celebração de novos contratos, sobretudo na aviação comercial, para a companhia no médio prazo", diz trecho do relatório.
A resolução dessa situação e mais clareza sobre o futuro da companhia pós acordo com a Boeing são dois fatores que vão pesar sobre a tese de investimento da companhia.
"Com o fracasso do acordo com a Boeing, a possibilidade de novas parcerias com outras fabricantes permanece sendo o principal upside da nossa tese de investimento", diz trecho do relatório do BTG Pactual, cuja recomendação para os recibos de ações (ADRs) é neutro, com preço-alvo de US$ 8,00.
Desde o começo do ano, as ações ordinárias da Embraer acumulam alta de 86,44%.
NOVA FRONTEIRA
Revolut prepara ofensiva de US$ 1 bilhão na América Latina: o plano da fintech para crescer no Brasil e conquistar novos mercados
6 de novembro de 2026 - 6:33VAI PINGAR
Dividendos e JCPs: Sabesp (SBSP3) vai depositar R$ 2,6 bilhões — e ainda dá para aproveitar
5 de novembro de 2026 - 19:58BALANÇO 3T26
Fleury (FLRY3): Lucro cresce 42,9% no 3T26 e bate expectativa; CEO detalha planos para sustentar o crescimento
5 de novembro de 2026 - 18:11SD ENTREVISTA
“A arte está em saber quem merece crédito”: o recado do ABC Brasil (ABCB4) para empresas em meio à pressão dos juros
5 de novembro de 2026 - 16:31É DINHEIRO OU NÃO É?
Após OPA da Helbor (HBOR3), HBR Realty (HBRE3) vende ativos a FII por quase R$ 1 bilhão; ações sobem 6%
5 de novembro de 2026 - 14:18ENTROU EM PROMOÇÃO?
Ações com desconto? Queda de 9% é oportunidade para Méliuz (CASH3) após balanço, segundo dois bancões; entenda
5 de novembro de 2026 - 14:18EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor
5 de novembro de 2026 - 13:58O QUE AGRADOU?
Ação da C&A (CEAB3) dispara até 10% após trimestre melhor do que o temido pelo mercado; veja os destaques
5 de novembro de 2026 - 13:25ONDE INVESTIR NO VAREJO?
Juros mais altos por mais tempo: Citi rebaixa Magazine Luiza (MGLU3), eleva Alpargatas (ALPA4) e muda apostas no varejo
4 de novembro de 2026 - 14:45AMBIÇÃO RENOVADA
Revolut chega a US$ 115 bilhões e já vale mais que o dobro do Nubank; o que está por trás da aposta dos investidores
4 de novembro de 2026 - 12:35CENÁRIO MAIS APERTADO
“É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
4 de novembro de 2026 - 11:56MAIS UMA PARA A LISTA
Aeris (AERI3) recorre à recuperação extrajudicial para lidar com dívida de R$ 1,52 bilhão
4 de novembro de 2026 - 10:06PECHINCHA ENTRE OS BANCÕES
Nem na crise de 2016 o Bradesco (BBDC4) ficou tão barato: o que o Morgan Stanley está vendo após o tombo de quase 40% desde as eleições
4 de novembro de 2026 - 8:56RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO