Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Viagem com escalas

Embraer tem prejuízo de R$ 490 milhões, mas começa a sair da zona de turbulência

A Embraer fechou o primeiro trimestre no vermelho, mas mostrou tendências animadoras no lado operacional e de gestão de caixa

Victor Aguiar
Victor Aguiar
29 de abril de 2021
12:03 - atualizado às 23:14
Avião turbulência Embraer
Imagem: Shutterstock

A Embraer passou boa parte de 2020 voando às cegas. A pandemia pegou o setor aéreo em cheio, reduzindo o tráfego global — e, consequentemente, diminuindo a demanda das companhias por novas aeronaves. E, como desgraça pouca é bobagem, a Boeing rompeu o acordo de compra da área de aviação comercial da fabricante brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma tempestade perfeita, por assim dizer.

Mas, depois de um ano enfrentando as nuvens espessas da incerteza, o clima começa a ficar mais favorável. Os resultados da Embraer no primeiro trimestre de 2021 ainda refletem a turbulência dos últimos meses, mas também trazem alguns sinais de que o céu pode começar a ficar menos cinza num futuro próximo.

Afinal, é verdade que a companhia fechou os primeiros três meses do ano com prejuízo de R$ 490 milhões; que o resultado operacional ajustado ficou negativo em R$ 160 milhões; e que as margens das principais divisões continuam bastante pressionadas.

Mas também é verdade que a receita líquida saltou 55% em relação ao primeiro trimestre de 2020, para R$ 4,45 bilhões; que, em comparação com as perdas de R$ 1,3 bilhão vistas há um ano, o prejuízo reportado agora não parece tão desanimador; e que o consumo de caixa foi reduzido drasticamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, ainda mais importante: a companhia assinou recentemente um contrato para a venda de 30 aeronaves E195-E2 a um comprador não revelado. Uma sinalização animadora quanto à retomada da demanda do segmento de aviação comercial.

Leia Também

"O primeiro trimestre foi forte em termos de atividade de vendas, e acreditamos que a tendência continuará pelo resto do ano", disse Antonio Garcia, vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores, em conversa com jornalistas. "Melhores entregas, controle de custos e de investimentos, menos consumo de caixa".

Mantenham os cintos apertados

Olhando para os destaques financeiros, chama a atenção o crescimento da receita líquida: os R$ 4,45 bilhões reportados no primeiro trimestre desse ano foram diretamente influenciados pelo maior número de entregas de aeronaves — foram 13 jatos executivos e nove comerciais.

A percepção de melhora no ambiente de negócios se confirma ao analisarmos o desempenho de cada divisão da Embraer: em aviação comercial, as receitas aumentaram 145% em um ano; em executiva, o crescimento foi de 38%; e em defesa e segurança, o salto foi de 51%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sendo assim, por que o resultado operacional da fabricante ficou negativo?

Em primeiro lugar, o custo dos produtos vendidos e serviços prestados quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 4 bilhões. A comparação, no entanto, está distorcida: entre janeiro e março de 2020, a empresa colocou grande parte de seus funcionários em licença remunerada, o que reduziu fortemente a linha de custos.

Em segundo, uma série de gastos não recorrentes relacionados à produção da divisão de aviação executiva impactaram a Embraer nesse início de ano. E, em terceiro, o mix de entregas menos rentável e a desvalorização do real ante o dólar também contribuíram para pressionar as operações.

Veja abaixo como ficaram as margens da Embraer no trimestre:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Margem bruta: 9,5% (era 29,1% no 1T20);
  • Margem operacional ajustada: -3,6% (era 2,2% no 1T20);
  • Margem Ebitda ajustada 2,3% (era 11,1% no 1T20);
  • Margem em aviação comercial: 33,9% (era 21,5% no 1T20);
  • Margem em aviação executiva: 18,9% (era 21,2% no 1T20);
  • Margem em defesa e segurança: 15,9% (era 16,3% no 1T20).

"Com certeza, a partir do segundo trimestre, começaremos a ver uma recuperação das margens", disse Garcia. "Tivemos eventos específicos que não se repetirão, a expectativa é positiva".

O horizonte da Embraer

Apesar das margens comprimidas, alguns elementos bastante positivos chamam a atenção no balanço — e ajudam a explicar a redução no prejuízo, apesar da piora no resultado operacional.

A Embraer teve um ganho líquido de R$ 109 milhões com as variações monetárias e cambiais, revertendo a perda de R$ 116 milhões vista há um ano. As despesas com Imposto de Renda recuaram fortemente: foram de R$ 784 milhões no primeiro trimestre de 2020 para R$ 7 milhões.

Ainda mais animador é o lado da gestão de recursos. Houve uma queima de caixa de R$ 1,2 bilhão, bem abaixo do uso de R$ 2,9 bilhões reportados no mesmo período do ano passado. O caixa total, de R$ 14 bilhões, ficou praticamente estável em comparação com o fim de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No front do endividamento, a Embraer tem uma dívida líquida de R$ 10,8 bilhões, acima dos R$ 8,8 bilhões contabilizados no fechamento de 2020, muito por conta da variação cambial. O perfil dos compromissos, no entanto, é bastante alongado: o prazo médio é de mais de 4 anos, com 92% dos vencimentos no longo prazo.

Pouso e decolagem

As ações ON da Embraer (EMBR3) operam em baixa nesta quinta-feira (29), recuando cerca de 3%. No entanto, vale ressaltar o bom desempenho desde o começo do ano: após um 2020 difícil, os papéis acumulam ganhos de mais de 70% — um indício de que o mercado está vendo com bons olhos a tese de recuperação da companhia.

Desempenho das ações da Embraer desde 2020
Desempenho das ações da Embraer desde 2020

"Vemos agora um aumento no número de pessoas vacinadas no mundo. O avanço da vacinação é fundamental para a retomada do setor aéreo e para o aumento de novos pedidos por parte dos clientes, especialmente no segmento comercial", disse Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer.

E mesmo a divisão executiva tem boas perspectivas: apesar do trimestre mais pressionado em termos de margens, a própria companhia trabalha com um cenário de crescimento "de pouco menos de 10%" para o segmento em comparação com 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O BRILHO DO AÇO

Gerdau (GGBR4) decide abrir o cofre e distribuir R$ 354 milhões em dividendos; Metalúrgica Gerdau (GOAU4) recomprará ações

27 de abril de 2026 - 19:57

A Metalúrgica Gerdau também anunciou nesta segunda-feira (27) o repasse de R$ 105,9 milhões (R$ 0,08 por ação) aos acionistas, com pagamento agendado para o dia 10 de junho

PIZZA FATIADA

O ‘milagre’ da multiplicação na Sabesp (SBSP3): uma ação pode virar cinco; entenda se o acionista ganha mais com isso 

27 de abril de 2026 - 19:44

A empresa de saneamento de São Paulo vota nesta terça-feira (28) o desdobramento de seus papéis, e o Seu Dinheiro conta como funciona o ajuste de preço, as datas de corte e o impacto para quem já tem SBSP3 na carteira

TCHAU, SÓCIOS

A estratégia da Petrobras para dominar o pré-sal de Jubarte por quase US$ 1 bilhão

27 de abril de 2026 - 19:06

Ao tirar Shell, ONGC e Brava do Campo de Argonauta, a estatal elimina as burocracias de negociação, simplifica a gestão e encerra processos de equalização que costumam dar dor de cabeça (e tomar tempo) para as petroleiras

TEM MAIS PELA FRENTE?

O ‘apagão chinês’ que está forjando a virada da Usiminas (USIM5) — ação ainda pode saltar 30%

27 de abril de 2026 - 17:13

Para analistas do UBS BB, tarifas antidumping contra a China e preços mais altos podem destravar valor para USIM5; Morgan Stanley está menos otimista

NEM LUXO, NEM BÁSICO

Santander (SANB11) vai à caça da média alta renda: banco quer levar cliente ‘do meio do caminho’ ao topo — e dobrar o Select até 2028

27 de abril de 2026 - 15:48

Com novo programa de recompensas e benefícios, banco quer fisgar cliente que fica no meio do caminho entre varejo e private, afirmou Thiago Mendonça ao Seu Dinheiro; veja a estratégia

INVESTIR PARA CRESCER

Nubank (ROXO34) anuncia investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026; para onde irá este dinheiro?

27 de abril de 2026 - 13:15

Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos

ALTA RENDA NO RADAR

Na rota do luxo entre Brasil e Miami: JHSF (JHSF3) compra operação de aviação executiva nos EUA e reforça ambições internacionais

27 de abril de 2026 - 12:01

A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia

AÇÕES COMO GARANTIA

Do grupo Mover ao Bradesco BBI: acionistas da Motiva (MOTV3) vendem participação para pagar dívida bilionária

27 de abril de 2026 - 10:57

A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

NEGOCIAÇÕES ACALORADAS

O nó da Raízen (RAIZ4): empresa faz nova proposta aos credores, mas bate o pé para manter Ometto no comando, diz jornal

27 de abril de 2026 - 10:01

A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

SAI LATACHE, ENTRA MAK

Oncoclínicas (ONCO3): sócio da Latache renuncia aos cargos de vice-presidente, CFO e diretor de RI

27 de abril de 2026 - 9:28

A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

27 de abril de 2026 - 6:11

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia