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Ações da Tesla caem com receio dos investidores, mas recuperam parte das perdas após o bilionário reafirmar confiança na tecnologia dos veículos elétricos
Um acidente fatal envolvendo um dos veículos do Model S da Tesla colocou em dúvida a moderna tecnologia embarcada nos carros elétricos da montadora. As ações da empresa de Elon Musk reagiram em queda expressiva no pregão de ontem, mas dão sinais de recuperação após o bilionário partir em defesa da companhia no Twitter.
Os papéis da empresa fecharam em alta de 0,61%, a US$ 718,99, no pregão de hoje. Já os BDRs, certificados de ações da empresa negociados na B3, também subiram 1,05%, a R$ 124,70.
O acidente em questão provocou a morte de dois homens em Houston, no estado norte-americano do Texas. Segundo informações das autoridades locais, ninguém ocupava o assento do piloto do carro, que saiu da pista ao fazer uma curva em alta velocidade e pegou fogo após bater em uma árvore.
As baterias de lítio do veículo também impediram que incêndio fosse facilmente extinguido e exigiram cerca de 32 mil galões de água e quatro horas de trabalho dos bombeiros.
Quando as chamas se apagaram, os policiais encontraram os corpos das vítimas no banco de trás e do passageiro. Para as autoridades, o cenário indica que o veículo estava rodando com o piloto automático ligado.
Os investidores não reagiram bem às dúvidas a respeito do acidente, que se somará a investigações sobre 27 outros casos envolvendo o piloto automático da Tesla na Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário dos EUA (NHTSA).
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As ações da companhia na Nasdaq chegaram a cair 6,5% na segunda e encerram o dia cotadas a US$ 714,63. O reflexo também foi sentido nos BDRs, que fecharam o pregão com um recuo de 3,64%, a R$ 123,34.
Os ativos recuperaram o fôlego nesta terça-feira (20) com a ajuda de Elon Musk. O CEO, que se autointitula o “rei da tecnologia” da Tesla, afirmou em um tuíte que dados recuperados do veículo indicam que o sistema não estava ativado no momento da batida.
Musk também contou que os donos do carro não haviam adquirido o pacote Full Self Driving (FSD), que dá mais recursos de autonomia ao condutor. Mesmo com esse recurso, a empresa alerta que é sempre necessária a presença humana no banco do motorista.
Antes mesmo do acidente mais recente, a Tesla já vinha sendo criticada por promover a ideia errada com o nome de seus produtos, que, apesar de servirem apenas de maneira assistencial, sugerem operações completamente autônomas aos usuários.
*Com informações do Business Insider
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