Menu
2021-05-25T19:02:49-03:00
Renato Carvalho
Briga de gigantes

Credit Suisse melhora recomendação para a XP, mas briga por agentes autônomos ainda preocupa

O valor atual da ação fez com que os analistas passassem a classificação para Neutra, mas disputa com o BTG Pactual deve limitar crescimento no médio prazo

25 de maio de 2021
11:24 - atualizado às 19:02
BTG vs XP novo
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Mesmo em um momento desafiador, de competição intensa envolvendo principalmente os agentes autônomos, o Credit Suisse elevou a recomendação para a ação da XP de Underperform (desempenho abaixo da média de mercado) para Neutra.

A explicação para o movimento, segundo os analistas, está basicamente na recente queda do valor da ação da XP. Depois de superar os US$ 50 em fevereiro, a ação fechou abaixo dos US$ 40 ontem. Hoje, caiu mais 2,78%, a US$ 38,75. O preço-alvo passou de US$ 40 para US$ 43.

E o “potencial limitado” de valorização de 9%, como explica o Credit Suisse, é resultado principalmente da alta competitividade no mercado de produtos financeiros e de investimentos no Brasil. O banco destaca especialmente a briga com o BTG Pactual pelos agentes autônomos.

O Credit Suisse enxerga que a perda de agentes autônomos para o BTG pode limitar o crescimento dos ativos sob custódia da XP.

Os analistas citam, como exemplo, a perda do EQI, que tinha R$ 8 bilhões sob gestão, e mais recentemente da Acqua-Vero e da Wise Investimentos, que somadas têm portfólio superior a R$ 10 bilhões.

E a competição vem de todos os lados. Enquanto corretoras menores conseguem desenvolver estratégias de crescimento, o Credit Suisse lembra que os grandes bancos dão cada vez mais atenção para suas áreas de investimentos, inclusive contratando mais profissionais para atender os investidores.

Por outro lado, os analistas enxergam um bom nível de competitividade da XP no que diz respeito a taxas.

“As tarifas de varejo se mantiveram bem resilientes nos últimos anos, na média de 1,3%, mesmo com a estratégia de zerar a taxa de corretagem da Rico”, diz o Credit Suisse. 

Mesmo que a normalização do mercado após a pandemia traga mais pressão para as taxas, o banco percebe a XP bem posicionada.

Isso porque o aumento da taxa básica de juros deve compensar um eventual corte nas tarifas. E o Credit Suisse espera uma maior contribuição dos serviços bancários.

No curto prazo, o cenário para a XP parece ser mais animador. O Credit Suisse espera lucro de R$ 2,73 bilhões em 2021, o que representaria um crescimento de 20% em relação a 2020.

Para 2022, o lucro esperado é de R$ 3,31 bilhões. Os recursos sob gestão devem crescer em um ritmo médio de 31% neste ano e no próximo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

O melhor do Seu Dinheiro

A rima das commodities, último capítulo da novela da MP da Eletrobras e outros destaques

A história não se repete, mas rima. Se Mark Twain fosse um analista do mercado financeiro, provavelmente seria um grande especialista em ciclos econômicos. Logo no começo da crise da covid-19, quem ousasse falar em investir em commodities ou ações de empresas produtoras de matérias-primas seria taxado de louco. As cotações de todas elas — […]

SINAIS DO BC

COMPARATIVO: Veja o que mudou na ata da reunião do Copom

Veja o que mudou e o que permanece igual na ata da última reunião do Copom — o BC elevou a Selic em 0,75 ponto percentual, para 4,25% ao ano

Outro escorregão

Bitcoin perde os US$ 30 mil, menor patamar desde janeiro; Confira como anda o mercado cripto

Isso motivou a queda das dez principais criptomoedas do mercado, em especial do Dogecoin, que cai quase 25%

Percepção positiva

Abegás defende contratar térmicas e diz que MP da Eletrobras é ‘alavanca’ para mercado de gás

A associação afirma que a MP irá contribuir para geração de renda, com distribuição de royalties e fundo de participação, impulsionando a economia e gerando empregos

Cabo de guerra

Cresce movimento contrário à divisão da Oi Móvel entre Vivo, TIM e Claro

Empresas concorrentes e associações reforçam tese de que o mercado e a infraestrutura de serviços de telecomunicações ficarão com alta concentração

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies