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2021-11-07T08:00:39-03:00
Estadão Conteúdo
CONTRA O RELÓGIO

Concluído o leilão, empresas vencedoras correm para colocar o 5G na rua

As teles têm até o fim de julho do ano que vem para iniciar a oferta do sinal nas 27 capitais brasileiras

7 de novembro de 2021
8:00
Mão segura bandeja com prédios conectados emulando rede 5g
Imagem: Shutterstock

O leilão da tecnologia 5G foi o segundo maior da história do Brasil, atrás apenas dos R$ 69,96 bilhões angariados com o leilão do pré-sal.

Iniciado na quinta e encerrado na sexta-feira, o valor econômico final do leilão ficou em R$ 47,2 bilhões, ligeiramente acima dos R$ 46,8 bilhões anunciados anteriormente. O ágio médio foi de 211,7%.

Concluído o certame, as empresas vencedoras entram agora numa nova corrida: quem será a primeira a oferecer a nova tecnologia.

Empresas podem se antecipar ao prazo

Pelo edital, o prazo para ofertar o sinal nas 27 capitais é 31 de julho de 2022, mas elas podem se antecipar a essa data.

O presidente da Algar Telecom, Jean Carlos Borges, disse que quer oferecer a nova tecnologia o mais rápido possível. A empresa, com forte presença no triângulo mineiro, arrematou sete blocos em três frequências.

Como ainda é preciso “limpar” a faixa de 3,5 GHz (principal do 5G), para evitar interferências dos canais transmitidos por antenas parabólicas, a expectativa da empresa é de começar a oferecer o serviço na faixa de 2,3 GHz. “Faremos de tudo para que isso ocorra ainda neste ano.”

Claro também de olho na faixa de 2,3GHz

Responsável por alguns dos lances mais agressivos do leilão, a Claro também quer liderar a corrida do 5G.

“Já temos algo engatilhado”, afirmou o presidente da Claro, José Félix. Assim como a Algar, a Claro vê na faixa de 2,3 GHz a chance de se antecipar aos concorrentes.

TIM pretende esperar ‘limpeza’ da faixa de 3,5GHz

A TIM aposta na faixa de 3,5 GHz para lançar o 5G, e diz aguardar a conclusão da limpeza da faixa para oferecer o serviço.

“Uma vez que a faixa estiver liberada, o 5G estará no ar. Do ponto de vista industrial, está tudo pronto”, disse o vice-presidente Assuntos Regulatórios e Institucionais da TIM, Mario Girassole.

A Vivo, que comprou quatro blocos na faixa de 2,3 GHz e dois na de 3,5 GHz, concentrou seu interesse na ampliação da oferta de serviços no Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Em nota, também fala em acelerar o serviço.

4G ainda deve seguir ativo por muitos anos

O presidente executivo da Conexis, Marcos Ferrari, disse que os consumidores ainda vão conviver por muitos anos com o 4G. Pelo cronograma do edital, algumas localidades terão a nova tecnologia apenas em 2029.

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