🔴 RENDA MÉDIA DE R$ 21 MIL POR MÊS COM 3 CLIQUES – SAIBA COMO

Cotações por TradingView
Renato Carvalho
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Força nas turbinas

Com base nos números, mercado acredita que Azul pode sair às compras

Companhia aérea se posiciona oficialmente como compradora, e analistas enxergam espaço para acordo inclusive com a Latam

Victor Aguiar
Renato Carvalho, Victor Aguiar
25 de maio de 2021
15:13 - atualizado às 18:18
Latam – Gol – Azul
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Não é novidade para ninguém que o setor aéreo foi e ainda é um dos mais atingidos pela pandemia de covid-19. Restrições de circulação, fronteiras fechadas. Uma “tempestade perfeita” que começou há pouco mais de um ano no Brasil, e as nuvens ainda não se dissiparam totalmente.

Mas existe uma máxima chinesa que prega: toda crise traz oportunidades. E a Azul parece seguir à risca esse provérbio. Em um comunicado ao mercado, a empresa se posicionou oficialmente como compradora em um movimento de consolidação do setor.

Ontem, a Latam anunciou o fim do acordo de codeshare com a Azul, que vai vigorar até 22 de agosto. Foi uma saída para que as empresas diminuíssem o número de voos pouco ocupados. As duas empresas compartilhavam suas rotas.

No comunicado, a Azul diz acreditar que a decisão da Latam seja uma reação à disposição da empresa de fazer aquisições, inclusive com a contratação de assessores financeiros no final do primeiro trimestre com este objetivo.

E como o mercado reagiu a essa postura? Bem, de forma bastante otimista. As ações PN da Azul (AZUL4) chegaram a subir quase 7% na máxima do dia; no fim do dia, fecharam em alta de 4,11%, aos R$ 42,01.

Boa parte dessa confiança está nos números da Azul. A empresa ainda teve prejuízo no primeiro trimestre, de R$ 1,123 bilhão. Mas os indicadores operacionais, como números de passageiros e de voos, apresentaram melhoras em relação ao final do ano passado. 

E um indicador muito importante é a disponibilidade de caixa, ou seja, quanto dinheiro a Azul tem para fazer frente às suas despesas.

A companhia aérea fechou março com uma liquidez imediata — dinheiro disponível assim que necessário — de R$ 3,3 bilhões. Um ano antes, este valor era de R$ 2,2 bilhões.

Se levarmos em conta o dinheiro a receber em prazos mais longos, o caixa da Azul estava em R$ 6,2 bilhões, ante R$ 5,6 bilhões em março de 2020.

Quando se colocam as dívidas na conta, é possível notar que os débitos que vencem no curto prazo são de R$ 3,5 bilhões, e o prazo médio do valor total, de R$ 19,4 bilhões, é de 2,5 anos.

A Latam, que está em recuperação judicial nos Estados Unidos, por outro lado, ainda apresenta queima de caixa, mesmo depois de conseguir diminuir o prejuízo no primeiro trimestre.

A empresa começou o ano com quase US$ 1,7 bilhão em seu caixa, e terminou o mês de março com US$ 1,3 bilhão. E o maior problema está exatamente na linha operacional, que consumiu quase US$ 200 milhões em três meses.

A Gol, grande concorrente da Azul, ainda tenta se recuperar. Para comparar a situação financeira das duas, o fluxo de caixa ainda é a melhor medida.

Na direção contrária da Azul, a Gol queimou quase R$ 2,5 bilhões de caixa em um ano, e quase R$ 800 milhões em três meses, fechando março com R$ 1,8 bilhão em caixa.

O grande problema da Gol é a maior dependência dos voos internacionais em relação à Azul. Neste ano, as rotas para fora do Brasil continuam praticamente paradas, inclusive pela segunda onda de covid-19 que atingiu o País no primeiro trimestre.

“A crise afetou o setor igualmente. No entanto, o fato de a Azul ter uma malha mais regionalizada e uma grande participação nacional possibilitaram que ela driblasse a concorrência, se aproveitando de sua capilaridade”, afirma Iago Souza, analista de investimentos da Warren.

Seria um bom negócio?

“Não estamos certos de que a Azul mira a aquisição da Latam ou de outros concorrentes, mas o potencial de sinergia entre as duas empresas é muito bom”, dizem os analistas do BTG Pactual. A sobreposição atingiria apenas 20% das rotas, aproximadamente.

A postura da Azul, se assumindo como compradora no mercado, não é tão surpreendente, na visão do BTG. Isso porque o histórico não muito distante da companhia tem as aquisições da Trip e da Two Flex.

Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, acredita que a Azul está muito forte para aproveitar a diminuição dos efeitos da pandemia. 

“Não estimamos grandes alterações operacionais (com o fim da parceria com a Latam) e acreditamos que a companhia vem mostrando a resiliência necessária para operar de forma eficiente diante de um cenário menos frágil”, diz Arbetman.

Compartilhe

PRIMEIRO EMPREGO

Estágio e Trainee: Azul e Americanas estão processos seletivos abertos; veja oportunidades com bolsas-auxílio de até R$ 8 mil

29 de agosto de 2022 - 13:14

Os processos seletivos aceitam candidaturas até setembro, com início previsto em janeiro de 2023; as inscrições para trainee na Alpargatas, dona da Havaianas, continuam abertas

CAÇADOR DE TENDÊNCIAS

Oportunidade de lucro de mais de 13% em swing trade com a Azul (AZUL4); confira a recomendação

16 de agosto de 2022 - 8:06

Identifiquei uma oportunidade de swing trade – compra dos papéis da Azul (AZUL4). Veja os detalhes

MAIS GENTE VOANDO

Tráfego de passageiros da Azul (AZUL4) aumenta 34% em julho

8 de agosto de 2022 - 10:03

A Azul (AZUL4) também observou uma alta de 33,1% em sua capacidade, fazendo a taxa de ocupação das aeronaves chegar a 82,9% no mês passado

RUN, FORREST, RUN!

É hora de fugir de Azul e Gol? JP Morgan diz se vale a pena ter ações AZUL4 e GOLL4 neste momento

27 de junho de 2022 - 13:30

O banco não mexeu na recomendação para os papéis, mas cortou bruscamente seus preços-alvo; entre as aéreas da América Latina, a mexicana Volaris é a preferida

ALTAS E BAIXAS

Destaques da bolsa: com dólar a R$ 5,08, Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) despencam; Suzano (SUZB3) e exportadoras sobem

2 de maio de 2022 - 15:56

Com o dólar se aproximando da barreira de R$ 5,10, empresas com dívida denominada na moeda americana e com custos dolarizados são as que mais sofrem; por outro lado, exportadoras ganham um impulso

COMBUSTÍVEIS EM ALTA

Latam, Gol e Azul vão aumentar o preço das passagens — chegar no aeroporto também vai ficar mais caro; saiba o porquê

11 de março de 2022 - 19:14

“Essa matemática é bastante impactante para o setor aéreo, em especial para as empresas brasileiras, que têm diversos custos em dólar e um dos combustíveis mais caros do mundo”, destaca a Azul

AÉREAS COM PROBLEMAS

Depois da Azul, Latam cancela voos por casos de covid e gripe entre tripulantes

9 de janeiro de 2022 - 16:58

Diante dos problemas, Anac oferece suporte a passageiros afetados e monitora os casos entre profissionais da aviação

destaques da bolsa

Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) disparam mais de 10% com alívio do noticiário sobre a covid-19; confira destaques

6 de dezembro de 2021 - 16:34

A demanda doméstica impulsiona o setor em novembro, com o desempenho das empresas melhor do que o esperado

Análise SD

Jogou a toalha? Azul (AZUL4) critica plano de recuperação da LATAM e dá a entender que não vai aumentar a proposta

29 de novembro de 2021 - 13:15

A LATAM pretende injetar mais de US$ 8 bi com as medidas de seu plano de recuperação judicial, cifra superior à proposta pela Azul (AZUL4)

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies