Claro pagará R$ 3,7 bi por fatia da rede móvel da Oi; 22% do total
Transação totaliza R$ 16,5 bilhões; contrato de compra e venda foi celebrado em 28 de janeiro e, para ser efetivado, passará agora por análise

A Claro informou que pagará o montante de R$ 3,7 bilhões pela sua fatia na compra da rede móvel da Oi, como parte da negociação realizada em conjunto com a TIM e com a Vivo. A transação totaliza R$ 16,5 bilhões. Portanto, a parte da Claro corresponde a 22,4% em termos de desembolsos.
Conforme já comunicado pelas partes, o contrato de compra e venda foi celebrado em 28 de janeiro e, para ser efetivado, passará agora por análise da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A rede móvel da Oi foi segregada em uma unidade produtiva isolada (UPI). Cada uma das compradoras - Claro, TIM e Vivo - comprará ações de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) contendo sua parte dos ativos.
Desembolsos
Na operação envolvendo a venda do ativo da Oi, caberá à TIM o maior desembolso - de 44% dos valores de Preço Base e Serviços de Transição, chegando a cerca de R$ 7,3 bilhões. A operadora disse anteriormente que poderia bancar a operação porque teria baixo endividamento e condições de mercado favoráveis.
Já a Telefônica, dona da Vivo, será responsável por 33% do Preço Base e Serviços de Transição - o equivalente a R$ 5,5 bilhões. A empresa terá cerca de 10,5 milhões de clientes (correspondendo a aproximadamente 29% da base total da UPI Ativos Móveis).
A UPI Ativos Móveis será segregada em três sociedades de propósito específico (SPE). Cada uma das compradoras deverá adquirir a totalidade das ações de uma única sociedade detentora do conjunto de ativos específicos que lhe couber. A conclusão do negócio dependerá das análises do Cade e da Anatel.
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Nos termos do contrato, as compradoras ainda se comprometeram a celebrar com o Grupo Oi contratos de longo prazo para o fornecimento de capacidade de transmissão de dados para as compradoras, na modalidade take-or-pay, cujo VPL (valor presente líquido) corresponde a aproximadamente R$ 819 milhões, considerando todas as compradoras em conjunto.
*Com Estadão Conteúdo
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