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A companhia já detinha uma participação na Radar e, com a conclusão da operação e uma reorganização societária, será dona de mais de 50% do capital social da empresa
Menos de um mês após o anúncio, a compra de parte da gestora de propriedades agrícolas Radar pela Cosan (CSAN3) foi aprovada sem restrições pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A decisão do órgão sobre o negócio, que movimentou R$ 1,479 bilhão, consta em despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (14).
A companhia já detinha uma participação na Radar e, com a conclusão da operação e uma reorganização societária, será dona de mais de 50% do capital social da empresa - que, segundo o fato relevante, possui ativos com alto potencial produtivo no Brasil.
De acordo com a empresa, o movimento está alinhado à estratégia de alocação de capital da Cosan, reforçando o compromisso da companhia com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro e com a criação de valor para seus acionistas.
Por meio de um sistema de geomonitoramento via satélite, a Radar detém e administra cerca de 390 propriedades rurais com um total de 96 mil hectares, dedicados ao cultivo de cana-de-açúcar, soja, algodão, milho e outros nos estados de São Paulo, Maranhão e Mato Grosso.
A aquisição, feita por meio da estrutura de fundo de investimentos “Mansilla”, dividiu a opinião dos analistas. Segundo dados reunidos pela plataforma TradeMap, o mercado está mais inclinado à recomendação neutra para as ações da Cosan (CSAN3). A mediana das estimativas aponta para um preço-alvo de R$ 33.
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*Com informações do Estadão Conteúdo
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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