Aura Minerals (AURA33) anuncia dividendos e programa de recompra de BDRs — veja o que muda para os acionistas
O pagamento chegará bem a tempo para o Natal dos investidores nacionais, mas para ter direito é preciso possuir os ativos em 9 de dezembro

Os acionistas da Aura Minerals (AURA33) ganharam um motivo para celebrar e outro para refletir na noite desta quarta-feira (1). A mineradora canadense anunciou o pagamento de dividendos e o início de um programa de recompra das ações listadas Canadá e dos BDRs, certificados que representam os papéis e são negociados na B3.
Falaremos mais sobre a recompra abaixo, primeiro vamos ao assunto que mais interessa aos investidores: os dividendos, cujo valor será de US$ 0,35 por ação ordinária. Por aqui, os detentores de BDRs receberão o valor equivalente em reais, com base em uma taxa de câmbio a ser divulgada antes do pagamento.
“A Aura continua a gerar forte caixa e estamos orgulhosos em poder devolver parte aos nossos acionistas. Distribuímos US$ 60 milhões em abril deste ano e iremos distribuir US$ 25 milhões em dezembro, totalizando US$ 85 milhões durante o ano", destaca, em nota, Rodrigo Barbosa, CEO da companhia.
Para ter direito ao pagamento - que deverá estar disponível para os investidores nacionais a tempo para o Natal, até 23 de dezembro - é preciso possuir as ações ou BDRs em 9 de dezembro. Os ativos serão negociados "ex-direitos" a partir do dia seguinte.
Recompra de ações e BDRs
Listada na Bolsa de Toronto (TSX), a Aura Minerals também anunciou o início de um programa de recompra de ações e BDRs.
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Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia poderá recomprar até 2.677.611 de ações ordinárias ou BDRs nos próximos 12 meses, ou cerca de 10% do total de papéis em circulação.
Apesar de diminuir o número de ativos em circulação no Brasil, a empresa destaca que o objetivo da recompra não é descontinuar o programa de BDRs ou cancelar seu registro na CVM como um emissor estrangeiro.
O que muda para os acionistas
A Aura Minerals ainda não especificou qual será o destino das ações recompradas. Até lá, os efeitos para os acionistas locais e internacionais ainda são incertos. Mas os dois cenários mais prováveis você confere abaixo:
- Se os papéis foram cancelados, o acionista termina, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, o que pode engordar sua contas de dividendos;
- Se os ativos permanecerem guardados na tesouraria para uma oferta no futuro, o acionista ganhará apenas após sua venda. Nesse caso, o ganho de capital fará parte do lucro da empresa, o que também influencia na distribuição de proventos.
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