🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

água no chopp

Ambev registra aumento de vendas no 4º tri, mas alerta que cerveja vai encarecer em 2021

Lucro da fabricante de bebidas sobe 63,3% no período, com a ajuda de créditos tributários de R$ 4,3 bilhões

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
25 de fevereiro de 2021
7:42 - atualizado às 8:15
Lata de cerveja da Skol, da Ambev (ABEV3)
Lata de cerveja da Skol, da Ambev - Imagem: Shutterstock

A Ambev (ABEV3) conseguiu driblar os efeitos do fechamento de bares e restaurantes, consequência das medidas de combate à pandemia de covid-19, e registrou um aumento no volume de vendas de cerveja em sete dos seus dez maiores mercados no quarto trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o que deveria ser comemorado acabou parcialmente ofuscado por uma notícia nada animadora para os cervejeiros de plantão e os acionistas: a expectativa de crescimento do custo da cerveja no Brasil em 2021.

A fabricante de bebidas fechou o quarto trimestre com um crescimento de 13,4% da receita líquida, na comparação com o mesmo período de 2019, em termos orgânicos (quando se exclui os efeitos cambiais), totalizando R$ 18,5 bilhões. Incluindo os efeitos do câmbio, a alta foi de 20%.

O resultado ficou um pouco acima do esperado pela maioria dos analistas ouvidos pela Bloomberg. A média das projeções apontava para uma receita de R$ 18,3 bilhões. Em 2020, a receita somou R$ 58,4 bilhões, alta de 4,7% em termos orgânicos e 12,3% considerando efeitos cambiais.

O lucro líquido da Ambev no final do ano passado foi beneficiado por um ganho tributário de R$ 4,3 bilhões, decorrente da decisão do Supremo Tribunal Federal de 2017 pela inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins. Com isto, a última linha do balanço totalizou R$ 6,9 bilhões, alta de 63,3% em base anual. Excluindo itens não recorrentes em 2020 e em 2019, ele somou R$ 7 bilhões, crescimento de 51,2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No ano, porém, o lucro líquido da Ambev caiu 3,7%, para R$ 11,7 bilhões.

Leia Também

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 8,9 bilhões nos últimos três meses de 2020, estável em termos orgânicos e alta de 29,1% em termos reportados, com avanço de 3,50 pontos percentuais (p.p.) da margem ajustado em termos reportados e queda de 5,00 em termos orgânicos, para 48,2%.

Estratégia comercial acertada

No lado da receita, a Ambev registrou um aumento de 7,6% no volume vendido em todo o mundo (cerveja e bebidas não alcoólicas) e de 5,3% da receita líquida por hectolitro (ROL/hl), alcançando 50,9 milhões de hectolitros no quarto trimestre.

Segundo a companhia, o período foi marcado pela recuperação da receita, depois dos efeitos da pandemia terem derrubado as vendas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A maioria dos países apresentou recuperação sustentada de volume desde o segundo trimestre, à medida que as restrições impostas para o controle da pandemia da covid-19 começaram a ser gradualmente flexibilizadas nos mercados onde atuamos, com sete dos nossos dez principais mercados apresentando crescimento de volume no ano”, diz trecho do balanço.

No Brasil, seu maior mercado, a receita líquida teve crescimento de 19%, chegando a R$ 10,1 bilhões. O volume total de vendas aumentou em 10,6% para 34,7 milhões de hectolitros, com crescimento de 7,6% na receita por hectolitro.

Em cerveja, o volume de vendas aumentou em 11,9% para 26,4 milhões de hectolitros. A receita líquida da venda de cerveja atingiu R$ 8,7 bilhões, e a receita por hectolitro aumentou 8%.

A Ambev destacou que o desempenho desse segmento foi impulsionado pela implementação de uma nova estratégia comercial, que conseguiu responder às mudanças no comportamento do consumidor, citando o aplicativo de entrega Zé Delivery e a nova estratégia em relação a pontos de vendas, com uso de inteligência artificial para auxiliar varejistas na escolha de produtos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto destacado foi o avanço do portfólio de cervejas mais caras, com o volume de vendas das marcas globais crescendo dois dígitos, impulsionado por Stella Artois e Corona. Ela destacou ainda o crescimento das vendas da Brahma Duplo Malte.

No segmento de bebidas não alcoólicas, o volume de venda aumentou em 6,6% no trimestre, totalizando 8,3 milhões de hectolitros.

Água no chopp e na cerveja

O aumento do volume de vendas no quarto trimestre veio acompanhado por uma notícia nada animadora: a Ambev alertou que o custo da cerveja deve aumentar em 2021.

As projeções da companhia indicam que o custo dos produtos vendidos (CPV, indicador que mede os gastos para produzir e estocar um produto até a sua venda) no negócio de cervejas no Brasil crescerá entre 20% e 23% por hectolitro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação, segundo a companhia, ocorrerá por conta principalmente da depreciação do real em relação ao dólar e dos maiores preços das commodities, o que exercerá pressão na margem Ebitda da companhia.

Por outro lado, a empresa destacou que as vendas de cerveja no Brasil começaram bem o ano. Mesmo sem o Carnaval, que dão uma bela ajuda no desempenho, o volume comercializado cresceu 10% neste início de ano.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

O pior trimestre em 10 anos: WEG (WEGE3) decepciona no crescimento no 4T25. Ainda vale pagar caro pela excelência?

25 de fevereiro de 2026 - 12:39

Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar

VAI TER ROE DE BANCÃO?

Depois do IPO, vale investir? BB Investimentos inicia cobertura de PicPay com recomendação de compra e potencial de alta de 32%

25 de fevereiro de 2026 - 11:58

Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos

DEPOIS DO AVAL DA JUSTIÇA

Oi (OIBR3) põe R$ 140 milhões ‘na mesa’ em 2º leilão para pagar credores de fora da RJ, mas exige desconto de até 70%

25 de fevereiro de 2026 - 10:37

Com aval da Justiça, a Oi (OIBR3) busca quitar dívidas fora do plano da RJ, reservando R$ 140 milhões aos credores que aceitarem dar descontos de até 70% para receber antes

VEJA OS NÚMEROS DO BALANÇO

Pão de Açúcar (PCAR3): há “incerteza relevante” sobre capacidade da empresa de seguir de pé, diz auditoria; veja detalhes

25 de fevereiro de 2026 - 8:47

Com déficit de capital circulante de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026, varejista recebe ressalva da Deloitte sobre continuidade operacional, enquanto diz renegociar débitos. Grupo divulgou resultados do 4T25 ontem

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A empresa escondida que quer fazer IPO na Nasdaq, os resultados corporativos e o que mais você precisa saber hoje

25 de fevereiro de 2026 - 8:37

Transire tem 75% do mercado de fabricação de maquininhas de pagamento e grandes sonhos para os próximos anos: conheça a história da empresa e suas aspirações de abertura de capital

'IMPÉRIO' DISCRETO

Transire: a empresa brasileira que ninguém vê, mas todo mundo usa — e que agora quer IPO na Nasdaq para bancar expansão global

25 de fevereiro de 2026 - 6:01

Com 75% do mercado brasileiro e R$ 2 bilhões em receita, a fabricante de maquininha de cartão agora aposta em ecossistema próprio. A companhia está por trás de marcas como Stone, Cielo e outras

DE MUDANÇA

Santander (SANB11) anuncia nova sede corporativa sustentável em São Paulo; projeto é desenvolvido pela GTIS Partners

24 de fevereiro de 2026 - 19:48

Campus JK reunirá três torres corporativas interligadas e seguirá padrões internacionais de eficiência energética

CORRIDA TECNOLÓGICA

Meta escolhe a AMD para turbinar data center de IA e embala Wall Street; entenda o que está por trás do acordo de US$ 100 bilhões

24 de fevereiro de 2026 - 18:09

O acordo marca um avanço importante da AMD na disputa direta com a Nvidia pelo domínio do mercado de GPUs voltadas ao boom da IA

FICOU PARA TRÁS

Comeu poeira? Ação do Nubank decepciona entre os bancos em 2026, mas analistas enxergam “oportunidade rara” antes do 4T25

24 de fevereiro de 2026 - 17:47

Enquanto os bancões brasileiros sobem mais de 20% no ano, o roxinho patina em Wall Street. Às vésperas do 4T25, analistas veem oportunidade onde o mercado vê risco; veja o que esperar

COM A PALAVRA, ACCIOLY

Quem falhou no caso Banco Master? Presidente da CVM rebate críticas e fala em “alinhamento perverso” no mercado

24 de fevereiro de 2026 - 15:53

Em audiência no Senado, João Accioly afirma que o problema não foi falta de ação da CVM, já que investigação já mirava o banco antes da crise explodir

MUDANÇA DE ROTA

Vale a pena voltar para a Azul (AZUL53)? Bradesco BBI melhora recomendação após reestruturação bilionária

24 de fevereiro de 2026 - 15:30

Banco eleva recomendação para neutra após reestruturação reduzir dívida, juros e custos de leasing; foco agora é gerar caixa e diminuir alavancagem

MUDANÇA NO CONTROLE

Quem é David Neeleman, fundador da Azul (AZUL53) que deixou de controlar a empresa e vive nova fase financeira

24 de fevereiro de 2026 - 15:27

Reestruturação da Azul dilui participação do fundador, que segue no Conselho de Administração

A MENOR MARGEM EM 10 ANOS

Gerdau (GGBR4) tem resultados estáveis, mas ações caem no Ibovespa — operação no Brasil está com margens “em crise”

24 de fevereiro de 2026 - 12:30

Enquanto a operação nos EUA se manteve forte e resiliente, o lado brasileiro foi “notavelmente fraco”, avaliam os analistas do BTG Pactual

GRANA EXTRA

Americanas (AMER3) vai vender até R$ 468 milhões em imóveis e usar parte do valor para amortizar debêntures

24 de fevereiro de 2026 - 12:03

Os debenturistas podem receber de R$ 94,9 milhões a R$ 174,2 milhões, segundo as regras, para a amortização ou resgate das debêntures

NA BERLINDA?

Minerva (BEEF3) ainda promete quase 30% de alta — mas XP decide ligar sinal amarelo antes do balanço do 4T25. Ação ainda vale o risco?

24 de fevereiro de 2026 - 10:01

Preço-alvo cai e corretora alerta para riscos crescentes no curto prazo; veja o que está em jogo no 4T25, segundo os analistas

250 MIL M²

Novo bairro, novo interessado: BTG oferece à Tecnisa (TCSA3) R$ 260 milhões por 26% da Windsor, dos Jardins das Perdizes

24 de fevereiro de 2026 - 9:33

A Tecnisa detém 52,5% do capital social da Windsor, responsável pelo novo “bairro” planejado de São Paulo

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) já está afiado na arte da guerra, mas e os resultados? O que esperar do balanço do 4T25

24 de fevereiro de 2026 - 6:01

Depois de alguns trimestres lutando contra a concorrência acirrada de asiáticas e Amazon, a plataforma argentina entra em mais uma divulgação de resultados com expectativas de margens pressionadas, mas vendas fortes e México em destaque

RETORNO AO ACIONISTA

Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) anunciam juntas mais de R$ 260 milhões em dividendos; recompra de ações entra no pacote de anúncios

23 de fevereiro de 2026 - 19:36

Além dos proventos, a companhia aprovou um programa para recomprar até 55 milhões de ações preferenciais e 1,4 bilhão de ações ordinárias

MAIS RECURSOS

Riachuelo (RIAA3) prepara follow-on para levantar até R$ 400 milhões e expandir lojas: JP Morgan diz o que fazer com as ações

23 de fevereiro de 2026 - 18:40

Empresa distribuiu os recursos provenientes da venda do shopping Midway, no valor de R$ 1,6 bilhão, aos acionistas e agora busca levantar capital para expandir lojas

VAI TROCAR DE DONO?

Grupo Ultra vai vender a joia da coroa? Ipiranga entra no radar de gigantes globais do petróleo, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 17:59

Segundo coluna de O Globo, Ultrapar teria contratado o BTG Pactual para avaliar a venda da rede de postos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar