Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) disparam mais de 10% com alívio do noticiário sobre a covid-19; confira destaques
A demanda doméstica impulsiona o setor em novembro, com o desempenho das empresas melhor do que o esperado

Quem viu a queda dos papéis da Gol (GOLL4) e da Azul (AZUL4) em novembro nem imaginava que as maiores altas do Ibovespa desta segunda-feira (06) viriam do setor aéreo — e por causa das notícias sobre a covid-19.
O coronavírus derrubou os papéis das empresas no fim do mês passado, com a descoberta da variante ômicron da Covid. Entretanto, passada a tensão inicial, o setor avança com a informação de que a nova cepa da covid-19 causa quadros mais leves e menos letais da doença.
A recuperação do mercado doméstico também é destaque entre as aéreas; ainda no setor de viagens e turismo, o anúncio de uma parceria entre a Embraer (EMBR3) e uma empresa australiana para fornecer aviões totalmente elétricos dá forças aos papéis da companhia brasileira.
Confira os destaques do Ibovespa hoje:
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Gol (GOLL4)
Os resultados prévios de novembro da maior companhia aérea brasileira mostraram uma retomada das atividades no mês. Entre os indicadores da empresa, apenas a taxa de ocupação caiu marginalmente, cerca de 2,3 pontos em relação ao mesmo mês do ano passado
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A oferta de assentos (ASK) subiu 20,4%, enquanto a demanda (RPK) avançou 17,1%. O total de passageiros transportados subiu 24,4% em novembro, na comparação anual.
A taxa de ocupação total foi de 82,1%, sendo que o tráfego doméstico foi de 82,4% e as viagens internacionais registraram 70,2% de ocupação.
Com isso, os papéis GOLL4 registram a maior alta do Ibovespa, um avanço de 12,33%, cotados a R$ 17,04, por volta das 15h45.
Azul (AZUL4)
A alta do dólar e o fechamento de fronteiras internacionais fez crescer o número de voos domésticos, o que abriu espaço para a Azul (AZUL4) dominar o setor.
De acordo com a apresentação aos analistas do Azul Day, a companhia atende cerca de 127 cidades, mais que o dobro da maior concorrente da empresa, que fornece voos para 61 municípios, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A empresa também registrou uma queda nos litros de combustível consumidos por quilômetro. Desde 2016, o número caiu 19%, sendo que, em relação a 2020, a redução é de 2,19%.
Por fim, a companhia corresponde a 35% do mercado nacional, com um aumento de receita de mais de 100% desde 2019.
Por volta das 15h45, as ações AZUL4 avançavam 9,99%, aos 24,68%.
Embraer (EMBR3)
A empresa anunciou hoje uma parceria com a Eve Urban Air Mobility Solutions, conhecida como Eve, para implementação de táxi aéreo na região da Grande Sidney. O acordo foca no turismo sustentável na Austrália, com pretensão de viagens 100% elétrica com emissão zero.
A tecnologia das 50 aeronaves elétricas do projeto é chamada eVTOL, para decolagem e pouso vertical, com entregas previstas para 2026.
“Sidney precisa de um estímulo pós-Covid e a melhor maneira de fazer isso é gerando empregos de alta tecnologia e zero carbono que apoiem o transporte, o turismo e a energia desta cidade maravilhosa. A tecnologia eVTOL da Eve se integra perfeitamente à nossa frota anfíbia elétrica para oferecer uma variedade de viagens turísticas e de transporte regional”, disse Aaron Shaw, CEO da Sydney Seaplanes.
No mesmo horário, os papéis EMBR3 avançavam 6,21% R$ 20,33.
CVC (CVCB3)
Por fim, o noticiário positivo com uma perspectiva de retomada das atividades também impulsiona os papéis da CVC, que subiam 5,65%, cotados a R$ 14,94.
De acordo com dados do TradingMap, a mediana do preço-alvo para os papéis CVCB3 está em R$ 23, o que representa uma alta de aproximadamente 54%. Nas projeções mais otimistas, o preço-alvo das ações da CVC é de R$ 34,50, avanço de 130%.
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