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Saiba quais os principais temas discutidos nos corredores da capital federal que mexem e ainda vão mexer com o humor dos investidores
Todos os dias, alguma notícia vinda de Brasília acaba respingando na bolsa brasileira. O Ibovespa é o primeiro a sentir os acordos políticos e ameaças às contas públicas — e o último a se recuperar deles.
Nos últimos dias, os “ruídos de Brasília” se misturaram e acompanhar cada um deles é cada vez mais difícil. Com a profusão de assuntos, como a reforma do Imposto de Renda que esbarra nas empresas, o adiamento do pagamento de precatórios para financiar programas sociais e o aumento do Bolsa Família, o investidor pode se perder.
Não bastasse isso, a pequena reforma eleitoral, aprovada na noite da última quarta-feira (11), foi desidratada, torcida, enxugada e passada para frente. O distritão, que mudaria o sistema de eleição de deputados, ficou de fora. Já as coligações, que permitem alianças e são duramente criticadas por especialistas, voltaram.
Confira os principais temas e veja como eles mexem com seus investimentos:
Em primeiro lugar, o tema que mais tira o sono dos investidores é o desrespeito às contas públicas. Se os gastos do governo começam a subir demais, a entrada de dinheiro nos cofres da União também precisa aumentar.
Em outras palavras, o aumento de impostos é quase certo. Mas existem mecanismos que protegem essa disparada das despesas.
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A “regra de ouro”, por exemplo, impede que o Estado tome dívidas para pagar despesas correntes, como salários e benefícios. Isso garante que a máquina pública funcione sem a necessidade de aumentar o comprometimento das contas.
Já o teto de gastos permite que as despesas cresçam, mas limitadas pela inflação. Ela é criticada porque “congela” os gastos públicos e não permite um aumento real das despesas.
De acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, em 2020 o Brasil extrapolou os gastos estipulados pelo Orçamento. A pandemia de covid-19 e a necessidade de injetar estímulos na economia explicam a alta.
Ainda em 2021, as despesas também seguem em alta, com os reflexos da pandemia ainda pressionando as contas públicas.
Já para 2022, o teto de gastos teve um acréscimo de R$ 124,1 bilhões, se corrigirmos pela inflação acumulada deste ano.
Um dos gastos que estão na mira do governo são os precatórios, que são instrumentos que representam dívidas do governo com pessoas e empresas originadas de processos judiciais em que não cabem mais recursos, e o pagamento é obrigatório.
De acordo com estimativas do governo, em 2022 a União deveria pagar R$ 57 bilhões em precatórios, mas o STF determinou que devem ser pagos R$ 89 bilhões (R$ 32 bi a mais). Segundo a equipe econômica, esse aumento poderia tornar inviável a execução do Orçamento para o próximo ano.
A ideia da PEC dos Precatórios é parcelar essa dívida, sendo que:
Tatiana Chiaradia, sócia do Cândido Martins Advogados, lembra que, além disso, as regras para a correção dos valores também devem mudar. Com a PEC, o valor dos precatórios passa a ser corrigido pela taxa Selic (que está em 5,25% ao ano) ao invés de ser ajustado pelo IPCA (atualmente em 8,35%).
O parcelamento da dívida é considerado ruim para as contas públicas no longo prazo. Por outro lado, abre espaço no Orçamento para 2022, ano eleitoral.
Recentemente, o governo federal anunciou um aumento no benefício médio do Bolsa Família, que deve passar a se chamar Auxílio Brasil. A média dos pagamentos deve sentir um salto de R$ 190 para R$ 300 por mês.
O custo estimado do novo benefício fica entre R$ 53 bilhões e R$ 56 bilhões. Com isso, o BTG Pactual lançou um estudo que mostra em quais cenários o Auxílio Brasil respeita o limite do teto de gastos.
A casa de investimentos projetou alguns cenários respeitando o teto de gastos. Levando em conta a correção pela inflação de despesas obrigatórias, como salários de servidores, e não obrigatórias, que podem ser cortadas pelo governo, as projeções ficaram desta forma:
O BTG ressalta que os valores do benefício consideram a média atual (R$ 190) e a média projetada pelo governo (R$ 300), e o número de famílias que podem receber o Auxílio Brasil, entre 14,5 milhões e 20 milhões.
Disso, é possível concluir que o melhor cenário para o Auxílio Brasil é aquele em que não há correção das despesas obrigatórias e não obrigatórias (cenário 4). Mesmo assim, o número de famílias que podem receber o benefício de R$ 300 é o menor possível (14,5 milhões).
Ou seja, na maioria dos cenários, o ajuste pela inflação dos salários de servidores e outras despesas coloca o novo benefício acima do teto de gastos.
A reforma do Imposto de Renda deve mexer diretamente com seus investimentos. Não deixe de conferir o vídeo da minha colega Julia Wiltgen no nosso canal do YouTube:
Também não deixe de conferir os detalhes da reforma:
O grande ponto que está segurando a reforma é o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). Uma redução do imposto para empresas, atualmente em 25%, seria compensada pela taxação de lucros e dividendos.
De acordo com a proposta original, o IRPJ sairia dos 25% para 15% em 2022 e para 12,5% em 2023. Mas o relator da proposta, o deputado Celso Sabino (PSDB-PA), limitou a queda: a redução em 2022 ficaria em 16,5% e 15,5% em 2023.
Essa queda na arrecadação seria compensada por uma taxação de 20% sobre lucros e dividendos. A proposta chegou a ser retirada do texto por pressão de empresários, mas o relator voltou atrás e manteve o trecho.
Como mostrou o Estadão, o prejuízo estimado com a redução do IRPJ seria de R$ 30 bilhões na arrecadação, dos quais R$ 27,4 bilhões sairão dos cofres estaduais e municipais.
Uma alternativa apontada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) é a redução da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), que não afeta os cofres dos Estados e municípios, de 9% para 7,5%.
Sabino destaca que, com as atuais reduções, o imposto sobre as empresas ficaria em 23%, abaixo dos atuais 34%. Entretanto, o texto original apontava uma queda de 21,5% de tributação nominal na renda das empresas.
Nesta quinta-feira, a votação do projeto pela Câmara foi novamente adiada.
Os analistas veem como positiva a preocupação do governo em manter o teto de gastos sob controle, apesar de extrapolar a meta dois anos seguidos. A pandemia pode ter amolecido os corações, mas as contas não fecham: a arrecadação e os gastos precisam chegar a um denominador comum.
Mas a eleição de 2022 pode acabar comprometendo esse objetivo. O pacote de benefícios do governo federal não inclui apenas o Auxílio Brasil, que extrapola o teto em diversos cenários.
Além dos programas sociais, o governo não deve abrir mão de suas bases de apoio: o empresariado e a classe média, a quem tenta agradar com uma reforma do IR mais branda, e os servidores públicos, que ficaram sem reajuste nos últimos dois anos.
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