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A mediana das previsões para a taxa básica de juros neste ano subiu de 3,25% para 3,50% ao ano, de acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central
Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira que a mediana das previsões para a Selic neste ano foi de 3,25% para 3,50% ao ano. Há um mês, estava em 3,13%.
No caso de 2022, a projeção foi de 4,75% para 5,00% ao ano, ante 4,50% de mês antes. Para 2023, seguiu em 6,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. Para 2024, permaneceu em 6,00%, igual a um mês atrás.
Na semana passada, ao manter a Selic em 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central preparou o terreno para possível elevação dos juros em 2021. Isso porque a instituição deu fim ao chamado "forward guidance" (ou prescrição futura, na tradução do inglês).
Adotado em agosto de 2020, o "forward guidance" era uma indicação técnica do BC de que não pretendia elevar os juros se a inflação seguisse sob controle e o risco fiscal não se alterasse. O problema é que, nos últimos meses, a inflação ao consumidor está mais salgada, puxada por aumentos de preços em itens como alimentos e energia.
O mercado também alterou a previsão para o IPCA — o índice oficial de preços — em 2021. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 25, pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de alta de 3,43% para 3,50%. Há um mês, estava em 3,34%. A projeção para o índice em 2022 seguiu em 3,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa foi de 3,22% para 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% e 3,20%, nesta ordem.
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A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2021, de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).
A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).
O relatório Focus também trouxe uma leve melhora nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, de alta de 3,45% para elevação de 3,49%. Há quatro semanas, a estimativa também era de 3,49%. Para 2022, o mercado financeiro manteve a previsão do PIB em alta de 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.
No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2021 passou de alta de 5,00% para 5,03%. Há um mês, estava em elevação de 5,00%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,40% para 2,45%, ante 2,37% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2021 passou de 64,95% para 64,45%. Há um mês, estava em 66,60%. Para 2022, a expectativa seguiu em 66,60%, ante 68,30% de um mês atrás.
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