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Quanto aos elementos que vêm sendo observados na demanda para as decisões do grupo, o saudita apontou o retorno da mobilidade como uma prioridade.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman Al Saud, afirmou nesta quinta-feira, 4, que a volatilidade nos preços do petróleo deve ser evitada, algo que "serve a produtores e consumidores".
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Quando questionado em coletiva de imprensa após a decisão recente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre a decisão de não reduzir cortes na produção, o ministro afirmou que não deve se "falar sobre preços, mas de estabilidade".
Quanto aos elementos que vêm sendo observados na demanda para as decisões do grupo, o saudita apontou o retorno da mobilidade como uma prioridade, além de estoques em consumidores.
Ao ser abordado sobre os dados recentes da oferta nos Estados Unidos, o saudita relativizou, considerando que "não são significativos", e que foram influenciados pelos eventos de duas semanas atrás, quando as condições climáticas adversas no sul do país causaram problemas no setor. "Não sabemos os impactos reais ainda", ponderou.
Sobre um novo "superciclo" da commodity, Abdulaziz afirmou que apenas acreditará quando o fenômeno for observável. O ministro destacou que sua prioridade é o planejamento, e que flutuações como as que ocorreram nos últimos anos, nos quais o preço do barril chegou a US$ 35, após ter atingido US$ 120, são negativas.
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Questionado sobre as pressões da Índia para uma redução dos preços pelo grupo, Abdulaziz afirmou que manteve conversas com o país, mas lembrou as compras realizadas pelo consumidor quando o petróleo estava "barato", em 2020.
Indagado sobre os cortes voluntários da Arábia Saudita, o ministro assegurou que os "números são confiáveis", e que o país continuará a realizá-los.
O ministro afirmou que as adaptações do mercado às mudanças climáticas são uma preocupação, e que a Arábia Saudita busca se adequar ao tema. "Países com grande reservas de hidrocarbonetos precisam de soluções climáticas", afirmou, citando além de sua própria nação Brasil, EUA, Rússia, Canadá e Iraque.
Questionado se a Venezuela continua na Opep+, em virtude dos problemas na produção do país, Abdulaziz afirmou que "não há razões para mudar" no tema, indicando que Caracas continua no grupo.
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