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Guilherme Loureiro, economista-chefe da Trafalgar Investimentos, também elencou os setores da bolsa de sua preferência no momento
A queda de 0,1% do PIB do Brasil no segundo trimestre pegou o mercado de surpresa. A maior parte das instituições financeiras projetava uma ligeira alta em comparação com os três primeiros meses do ano — entre elas, a Trafalgar Investimentos. Mas, para Guilherme Loureiro, economista-chefe da casa, esse revés não muda muito o desenho para 2021: um crescimento de ao menos 5% em relação ao ano anterior continua como cenário-base.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, ele destacou o mau desempenho da agropecuária, a estagnação no consumo das famílias e a queda nos investimentos como pontos negativos do PIB; por outro lado, o salto nas exportações e o crescimento do setor de serviços chamaram a atenção positivamente. Veja a íntegra da conversa:
"Olhando o PIB nesse ano, [o resultado do segundo trimestre] põe um pouco de viés para baixo no consenso", disse Loureiro, ressaltando, no entanto, que a estimativa de crescimento de 5,22% continua no último Boletim Focus parece justa — segundo ele, caso a economia fique parada no segundo semestre, o crescimento do PIB em 2021 ainda será da ordem de 4,9%.
Para 2022, ele acredita que exista uma pressão para corte nas projeções do mercado: enquanto o consenso é de crescimento de 2% da economia no ano que vem, a Trafalgar enxerga um avanço mais modesto, de 1,5%.
Considerando o resultado do PIB no segundo semestre e os potenciais riscos que se desenham no horizonte — debates em torno do teto de gastos, incertezas político-eleitorais, dúvidas quando ao cenário hídrico e um eventual racionamento de energia, apenas para citar alguns —, Loureiro diz que a Trafalgar tem optado por posições mais defensivas no Brasil.
As posições mais defensivas parecem ter uma relação melhor de risco e retorno, particularmente as NTN-Bs mais curtas, como 2024 ou 2026
Guilherme Loureiro, economista chefe da Trafalgar InvestimentosLeia Também
Na bolsa, ele pondera que, apesar dos preços aparentemente atrativos depois da correção vista em agosto, as incertezas e riscos ainda são relevantes — e que, levando em conta esses dois fatores, a casa ainda prefere ficar "mais leve" no mercado acionário.
Entre as opções mais atrativas na bolsa, Loureiro aponta os setores ligados à exportação e os grandes bancos como boas alternativas para navegar o período mais turbulento que se desenha no médio prazo.
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