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COPA DO MUNDO

Políticos ingleses pedem que a Fifa considere expulsar os EUA da Copa do Mundo de 2026

Trump volta aos holofotes ao suspender temporariamente o processamento de vistos de 75 países, meses antes da Copa do Mundo

Taça da Copa do Mundo 2026
Taça da Copa do Mundo 2026 - Imagem: Divulgação Adidas - Imagem: Divulgação Adidas

Políticos ingleses de diferentes partidos se uniram para pedir que a Fifa considere a expulsão dos Estados Unidos da Copa do Mundo até que o país mostre “clara conformidade com o direito internacional e respeito pela soberania de outras nações”, segundo reportagem da BBC.

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O pedido é em linha com a recente prisão de Nicolás Maduro e as atitudes do presidente americano, Donald Trump, que emitiu alertas a uma série de outros países.

Além disso, nesta quarta-feira (14), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que irá suspender temporariamente o processamento de vistos para 75 países, incluindo o Brasil.

Em junho, os EUA vão sediar a Copa do Mundo junto com Canadá e México e, em 2028, as Olimpíadas. Com isso, surge a dúvida de como a política externa norte-americana pode criar questionamentos para organizações esportivas e se elas poderiam se posicionar a respeito.

As atitudes de Trump contra países participantes da Copa do Mundo

Além da captura do líder venezuelano, os EUA fizeram uma ação militar na Nigéria e indicam possíveis operações na Groenlândia, no México (sediador parceiro da Copa do Mundo), na Colômbia e no Irã, também participantes do campeonato.

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Na direção contrária, em dezembro do último ano, a Fifa deu a Trump o primeiro “Prêmio de Paz”, durante a cerimônia de sorteio da Copa do Mundo de 2026.

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A motivação para o prêmio foi o papel fundamental do presidente em promover a paz entre Israel e Palestina e o objetivo de acabar com outros conflitos mundiais, segundo a Fifa.

Com as últimas atitudes do governo norte-americano, 23 políticos britânicos de diversos partidos se juntaram e assinaram uma moção, apresentada externamente ao Parlamento do Reino Unido, para pedir que órgãos esportivos internacionais considerem expulsar os EUA de competições.

Eles alegam que esses eventos não devem ser usados par legitimar ou normalizar violações do direito internacional por países poderosos.

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Eles disseram ainda que se preocupam com a “escalada das ações norte-americanas contra a Venezuela”, incluindo “o sequestro do presidente Nicolás Maduro” e que isso poderia levar a “uma intervenção direta nos assuntos internos de um Estado soberano”.

Até o momento, a Casa Branca não respondeu à BBC sobre o assunto.

A Fifa e as Olímpiadas podem tomar alguma atitude?

A Fifa negou comentar o pedido dos britânicos e não há indicações de que eles repensarão sobre a entrega do prêmio de paz.

Mas, dado a proximidade entre Trump e o presidente do órgão, Gianni Infantino, poucos acreditam que algo possa ser realmente feito.

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Anteriormente, a Fifa já impediu a Rússia de disputar a fase de “eliminatórias”, após a invasão na Ucrânia, em 2022.

O posicionamento da Fifa em outubro, quando Infantino disse que a entidade “não pode resolver problemas geopolíticos”, dá indícios sobre a atual abordagem do órgão. No caso, a fala foi em referência à pressão para que Israel fosse sancionado após uma comissão de inquérito das Nações Unidas concluir que o país cometeu genocídio contra palestinos em Gaza.

Já as Olimpíadas, apesar de manterem o banimento da Rússia, disseram à BBC que não excluirão os atletas norte-americanos das Olimpíadas de Inverno em Milão e Cortina, na Itália, em fevereiro.

Ainda não há informações sobre como a suspensão de processamento dos vistos de atletas podem afetar sua presença na Copa do Mundo ou como as decisões de Trump podem afetar o campeonato diretamente.

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*Com informações da BBC

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