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2021-03-16T07:00:13-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
PREÇOS EM ALTA

Economistas voltam a piorar projeção para a inflação em 2021, pressionando Copom

Mediana das projeções para o IPCA de 2021 subiram pela décima semana consecutiva, para 4,60%, segundo Relatório Focus

15 de março de 2021
9:33 - atualizado às 7:00
inflação recessão crise
Imagem: Shuttertstock

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá para definir o rumo da política monetária, os economistas voltaram a elevar as projeções para a inflação em 2021, colocando ainda mais pressão por um aumento da taxa básica de juros (Selic).

O Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana das projeções para o Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final do ano passou de 3,98% para 4,60%.

Esta foi a décima semana consecutiva que o relatório mostra uma revisão positiva das estimativas, que cada vez mais se afastam do centro da meta estabelecida para 2021 – 3,75%, com o teto em 5,25%.

A inflação está sob pressão desde o final do ano passado, com a combinação de dólar alto e dos preços dos alimentos. Na semana passada, o IBGE divulgou que o IPCA de fevereiro foi de 0,86%, acima dos 0,25% apurados em janeiro, a maior leitura para um mês de fevereiro desde 2016.

Com o resultado do mês passado, o IPCA acumula alta de 1,11% no ano e, em 12 meses, de 5,20%, acima dos 4,56% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. 

A escalada da inflação pressiona os membros do Copom a elevar a taxa básica de juros, atualmente no menor patamar da história, em 2,00% ao ano. O Relatório Focus mostra que os economistas esperam que a Selic encerre o ano em 4,50% ao ano.

A projeção para a taxa de câmbio, fator que está pressionando a inflação, passou pela quarta revisão positiva consecutiva. Para o final do ano, a expectativa é de que a cotação do dólar atinja R$ 5,30.

PIB e situação fiscal

O Boletim Focus apresentou ainda as novas estimativas dos economistas para a atividade econômica e a situação fiscal do país, em estado delicado.

A mediana das estimativas para o crescimento do PIB em 2021 recuou pela segunda semana seguida, de 3,26% para 3,23%. Há um mês, as projeções indicavam uma expansão de 3,43%.

Em relação ao endividamento do país, o Focus mostrou que a mediana das projeções para a dívida líquida do setor público, como proporção do PIB, avançou de 64,44% para 65%.

A expectativa para o déficit primário para 2021 foi piorada, de 2,80% para 2,90%, enquanto a projeção para o déficit do resultado nominal em 2021 foi de 7,00% para 7,10%.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

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