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Na semana passada, André Brandão avisou o presidente Jair Bolsonaro que colocou o cargo à disposição, o que deflagrou uma corrida política pela vaga
Quatro conselheiros de administração do Banco do Brasil registraram na ata da reunião extraordinária do dia 2 de março seu apoio à gestão do atual presidente da instituição, André Brandão, diante do que chamaram de "especulações veiculadas na imprensa sobre a possível e surpreendente substituição do presidente ainda no início de seu mandato". O grupo pede que o executivo seja mantido no cargo.
Na semana passada, Brandão avisou o presidente Jair Bolsonaro que colocou o cargo à disposição, o que deflagrou uma corrida política pela sua vaga. O executivo entrou em atrito com Bolsonaro por conta de plano de enxugamento de agências e corte de pessoal do banco.
A ata da reunião extraordinária é assinada por Hélio Lima Magalhães (presidente do conselho), José Guimarães Monforte, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima. Os dois primeiros são indicados pelo Ministério da Economia e os dois últimos, eleitos por acionistas minoritários.
Os conselheiros mencionam a avaliação semestral de desempenho da diretoria executiva, destacando que Brandão é um executivo de reconhecida experiência, elevada competência técnica e inquestionável reputação ilibada.
"Em apenas cinco meses de mandato, evidenciou sua capacidade de liderar a organização para além dos desafios que se impõem à competitiva indústria financeira, no melhor interesse da companhia e de seus stakeholders, tendo demonstrado alta performance na implementação da estratégia corporativa aprovada por este conselho para o quinquênio 2021/2025", registram os conselheiros.
Eles pedem a continuidade da "gestão de excelência" do atual presidente do BB e "lamentam qualquer possibilidade de que referidas especulações venham a se concretizar". O grupo representa metade do conselho de administração do banco, que tem como um dos membros o próprio Brandão.
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Na manifestação, eles reiteram ainda seu compromisso com as mais elevadas práticas de governança corporativa e respeito aos 750 mil acionistas não controladores do Banco do Brasil, detentores de 49,6% do capital social, e à sociedade brasileira, representada pela União, detentora da fatia restante do capital da instituição financeira.
Dizem também que se por qualquer razão "alheia às atribuições" do conselho a troca no comando seja realmente efetivada, "que eventual substituto esteja à altura de seu notável perfil técnico e profissional, aptidões essenciais para se liderar uma instituição com o porte e complexidade do Banco do Brasil".
O presidente da Caixa Seguridade, João Eduardo de Assis Pacheco Dacache, está entre os nomes cotados para presidir o Banco do Brasil, apurou o Estadão/Broadcast. A expectativa, de acordo com fontes, é de que o martelo quanto ao novo responsável pelo cargo seja batido nos próximos dias.
O nome de Dacache já foi aprovado em partes e tem crivo de Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal; de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central; e do ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, ainda falta a sanção de Bolsonaro, que é quem indica o presidente do Banco do Brasil.
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