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Bota para subir

Após nova alta da Selic, FMI apoia aperto monetário adotado pelo Banco Central para combater inflação

Os diretores do órgão também aprovam o compromisso do BC intervenções limitadas para conter condições desordenadas de mercado

Homem puxa juros para cima
O FMI prevê que o IPCA subirá 5,8% neste ano e baixará para 3,7% em 2022.Imagem: Shutterstock

O Fundo Monetário Internacional vê com bons olhos a decisão do Banco Central brasileiro de adotar um ciclo de alta de juros a fim de combater o avanço dos índices de preços ao consumidor, motivado em boa medida pela depreciação cambial e elevação de preços de commodities.

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Nesta quarta-feira (22) o BC confirmou a elevação de 1 ponto percentual na Selic, de 5,25% a 6,25% ao ano, ratificando as expectativas do mercado. Essa é a quinta alta consecutiva na taxa básica de juros do país, que estava em 2% ao ano em março.

"Diretores apoiam a atual (postura) de aperto da política monetária para enfrentar o aumento dos preços e manter as expectativas de inflação bem ancoradas", apontou o órgão em documento que trata da conclusão das consultas do seu conselho executivo ao País.

Projeções do FMI

O FMI prevê que o IPCA subirá 5,8% neste ano, baixará para 3,7% em 2022 e recuará um pouco para 3,3% em 2023. Entre 2024 e 2026, a instituição multilateral prevê que o indicador apresentará taxa de 3% nestes três anos.

O Fundo destaca que, em relação às decisões do BC sobre os juros, "devido à incerteza em relação ao cenário (econômico), políticas precisariam continuar a depender de dados, complementadas por comunicação proativa e claro forward guidance". Os diretores do órgão apontaram que é bem vindo o compromisso do BC com a taxa de câmbio flexível e "limitar intervenções para conter condições desordenadas de mercado".

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Segundo os diretores do FMI, o "sistema bancário tem sido resiliente e apoiou a recuperação" do nível de atividade em meio à pandemia da covid-19. "Eles concordaram que a gradual retirada do apoio financeiro relacionado à crise é apropriado e endossam os esforços das autoridades para ampliar a inclusão financeira e promover competição no sistema bancário."

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Os diretores do FMI também receberam de forma positiva as iniciativas das autoridades no Brasil para "adotar atividades para responder a riscos climáticos" e ressaltaram que muitos deles encorajam uma colaboração próxima entre elas e membros do staff do Fundo para "analisar riscos climáticos em avaliações macroeconômicas e de estabilidade financeira".

*Com informações do Estadão Conteúdo

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