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Mudanças na pasta

Fim do super-ministro? Com reforma ministerial, Guedes perde poderes; Confira mudanças

A recriação do Ministério do Trabalho e Previdência, que foi agrupado no Ministério da Economia, volta a existir

Paulo Guedes, no comando do Ministério da Economia, fala sobre impostos com empresários
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil/EBC

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta manhã que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) vai assumir a Casa Civil da Presidência República, a pasta mais importante do planalto, em uma reforma ministerial que deve acontecer na semana que vem.

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"Está praticamente certo. Vamos botar um senador aqui na Casa Civil que pode manter um diálogo melhor com o parlamento brasileiro", disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Banda B, de Curitiba, nesta manhã.

"A princípio é ele (Ciro Nogueira), conversei com ele já, ele aceitou. Ele está em recesso, chega em Brasília segunda-feira, converso com ele, acertamos os ponteiros. E a gente toca o barco. É uma pessoa que eu conheço há muito tempo, ele chegou em 95 na Câmara, eu cheguei em 91", explicou.

Recriação do Ministério do Trabalho e Previdência

Bolsonaro também anunciou a recriação do Ministério do Trabalho e Previdência, que, no início do governo, foi agrupado a outras quatro pastas para a criação do Ministério da Economia, sob o comando do ministro Paulo Guedes.

O atual ministro da Secretaria Geral, Onyx Lorenzoni, será o titular da nova pasta e o então chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, assumirá seu lugar na Secretaria Geral.

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Tudo acordado

“Ele mesmo (Paulo Guedes) concordou com tirá-lo dessa parte para passar para esse novo ministério. Dá uma descompressão no Paulo Guedes e deixa o Onyx para tratar dessa questão importantíssima”, disse o presidente.

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De acordo com Bolsonaro, o número de ministérios será restabelecido para o total de 23. Em fevereiro deste ano, com a aprovação da autonomia do Banco Central, o órgão perdeu status de ministério e se transformou em autarquia federal. Agora, a pasta de Trabalho e Previdência completará a lista.

“Não vai pesar em nada as finanças. Não vamos criar cargos, é apenas uma mudança de secretarias do Ministério da Economia para esse novo ministério”, explicou.

Em março deste ano, o presidente já havia promovido uma reforma ministerial, com trocas em seis ministérios: Casa Civil e Secretaria de Governo, ambas ligadas à Presidência da República, ministérios da Justiça e Segurança Pública, das Relações Exteriores e da Defesa e também da Advocacia-Geral da União (AGU).

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*Com informações da Agência Brasil

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