Estaria o vento soprando novamente a favor do setor de construção civil?
Cenário para as empresas estão melhorando, principalmente com em relação aos custos, que tendem a diminuir com arrefecimento da cotação do dólar e do preço do aço

Então você é do tipo que adora investir em imóveis e seguiu a dica sobre os Fundos Imobiliários na semana passada?
Se fez isso, acabou se dando muito bem, já que, como suspeitávamos, a decisão de tributar o rendimento dos FIIs foi revertida e essa classe de ativos já retomou os níveis do início do mês passado.

Se, por outro lado, você acabou perdendo a oportunidade, não fique triste.
Saiba que essa classe de ativos ainda continua interessante, mesmo depois da alta recente.
No entanto, nos últimos dias outras novidades apareceram com potencial de mexer positivamente no setor imobiliário – mais especificamente nas ações do segmento de construção civil.
Antes: custos em alta
Desde o início do ano, vários fatores têm atrapalhado as incorporadoras da Bolsa.
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O real desvalorizado atrapalha nos gastos com materiais atrelados ao dólar.
A disparada surreal do preço do vergalhão de aço também ajudou a elevar o Índice Nacional de Custo de Construção, que nada mais é do que o índice de inflação do setor.

Tudo isso tem feito os investidores questionarem a capacidade de as companhias do setor conseguirem repassar os custos sem impactar demais as vendas ou os resultados.
Parece fácil, mas se uma companhia sentir o aumento de custos e não subir o preço dos imóveis, vai acabar com margens pressionadas e forte queda na rentabilidade – talvez ainda termine o período com um belo prejuízo.
Por outro lado, se ela resolver repassar todo o aumento para o preço final dos imóveis, pode ver a clientela fugir para a concorrência e, mais uma vez, ter forte queda na rentabilidade.
Não à toa, o desempenho de um ano das ações do setor está deixando muito a desejar.

Mas o vento parece estar voltando a soprar a favor.
Agora: custos melhorando
Nos últimos meses, temos visto um arrefecimento tanto do dólar, como também do próprio preço do aço no mercado internacional.


E para ajudar um pouco mais, nesta semana o Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que está nos planos do governo reduzir a tarifa sobre o aço importado, o que tende a pressionar um pouco mais para baixo os preços do material no mercado interno e trazer um alívio extra para as construtoras.
O apetite por imóveis continua
O mais intrigante é que a falta de interesse pelas construtoras na Bolsa não condiz em nada com o enorme interesse dos brasileiros por um novo imóvel neste momento.

O volume de vendas e de lançamentos continua subindo e as prévias operacionais do segundo trimestre divulgadas nesta semana surpreenderam muito positivamente os analistas.
Ou seja, o apetite por imóveis continua elevado, seja porque as pessoas querem um imóvel mais espaçoso em época de pandemia, ou porque não enxergam muitas alternativas de investimento com a Selic na casa dos 5%.
Em nossa visão, esse cenário de forte demanda e arrefecimento de custos é muito interessante para o setor e não condiz com os atuais múltiplos das companhias de uma maneira geral.
| Companhia | Preço/Lucros esperados 2022 (vezes) |
| Ibovespa | 10,5 |
| EzTec (EZTC3) | 9,5 |
| MRV (MRVE3) | 9,0 |
| Cyrela (CYRE3) | 8,6 |
| Direcional (DIRR3) | 8,5 |
| Even (EVEN3) | 7,8 |
| Mitre (MTRE3) | 7,4 |
Fonte: Bloomberg
Eu gosto de Cyrela, que negocia por múltiplos atrativos e tem um histórico comprovado e conhecido de entregas e de rentabilidade.
No entanto, o Felipe Miranda tem outras duas oportunidades com ainda mais potencial no setor. São nomes menos conhecidos, mas que apresentaram excelentes prévias operacionais e que devem começar a aparecer no radar de vários gestores daqui em diante.
Se quiser conhecer essas duas companhias e as outras ações da série Oportunidades de Uma Vida, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima!
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