O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Alpargatas (ALPA4), dona das Havaianas, teve um trimestre ainda mais forte que o esperado. Mas há mais motivos para estar otimista
Em meio à temporada de balanços do segundo trimestre, vimos que a Alpargatas (ALPA4), dona das marcas Havaianas e Osklen, apresentou excelente resultado — acima das expectativas. Tanto que suas ações chegaram a subir 16,65% no pregão seguinte à divulgação do seu desempenho.
No primeiro trimestre, os indicadores financeiros registrados pela companhia também foram positivos. E, para se ter uma ideia, no acumulado do ano até 6/08, ALPA4 teve uma alta de 43,58% contra 2,2% do Ibovespa.
Isso é a reação do mercado de um dia. O que eu quero neste texto é te dar uma visão mais ampla sobre as transformações na Alpargatas, que faz parte do book de ações do Programa Riqueza Permanente (PRP) (conheça o projeto aqui).
Vou explicar por que a companhia pode andar muito mais, retomando aqui um pouco da sua trajetória.
A empresa atravessou um período desafiador, especialmente entre 2014 e 2017, com margens baixas. Vale destacar que, em 2015, o resultado internacional da Alpargatas foi puxado pelo câmbio — o real teve uma desvalorização de 47% frente ao dólar. Portanto, não foi impulsionado por um incremento do volume de produtos comercializados.
Ao longo desse período, vigorou a falta de foco do antigo management. Entre alguns problemas, a forte aposta no mercado argentino — que não foi assertiva — e a falta de sinergia entre as marcas. Por sua vez, as vendas se mantiveram em patamares praticamente estagnados no Brasil.
Leia Também
Isso sem falar do isolamento social da companhia: há seis anos, praticamente não se ouvia falar sobre ela na mídia. Posso dizer até que se tratava de um caso “terminal”: uma empresa rumo à irrelevância e remunerando bem seus acionistas pela paciência — com dividend yield acima de 5%.
Essa narrativa começou a mudar a partir de meados de 2017 com a saída do grupo controlador, isto é, da J&F, a holding dos irmãos Batista.
Além das alterações no board, houve mudanças na gestão executiva. Roberto Funari assumiu o posto de CEO no início de 2019. Muito experiente, ele é administrador de empresas e teve grande parte da sua carreira ligada a marcas globais.
A companhia realizou desinvestimentos, se desfez das operações da Topper e da Mizuno, concentrando-se na tradicional Havaianas e na Osklen. Funari passou a tocar com êxito um plano estratégico que tem como principais pilares o aumento do mix de produtos, a expansão internacional e a digitalização.
E a Alpargatas intensificou o diálogo com consumidores e investidores, aparecendo mais na mídia, entre outras iniciativas. Dito tudo isso, mostro aqui o resultado do segundo trimestre de 2021:
E observe as performance detalhada por mercados:
Aqui vou analisar o desempenho na base comparativa com o segundo trimestre de 2019, para desconsiderar o efeito intenso da pandemia e do lockdown do ano passado.
O que chama a atenção é que o volume de vendas foi 14% maior do que no segundo trimestre de 2019 no Brasil — imprimindo um ritmo de crescimento quase cinco vezes mais forte do que era visto há seis anos.
Nos Estados Unidos, uma operação que sempre teve dificuldade de ganhar tração, os volumes cresceram 41% frente a 2019.
O fato é que, nos últimos 12 meses, a Alpargatas soma R$ 4,04 bilhões em receitas. Em termos nominais, é quase o mesmo dos anos de 2015 e 2016, mas, dessa vez, o número é explicado por uma nova história sólida.
Cada vez mais suas marcas conversam entre si e os resultados surpreendentes se explicam pelo aumento nos volumes de vendas — e não pelo câmbio, como no passado.
O ritmo de crescimento das receitas da Alpargatas se equipara ao das marcas mais hypadas de moda do mundo.
Ao anunciar o balanço do segundo trimestre, o CEO Roberto Funari deu entrevista ao Valor Econômico e comentou que vai focar em fusões e aquisições na área de soluções digitais. Esse é um exemplo da mudança de postura em relação à comunicação corporativa.
Portanto, essa equação de narrativa mais resultados positivos tem empurrado a expansão dos seus múltiplos.
A Alpargatas negocia a um indicador de EV/Sales (valor da firma sobre as vendas) de 6,9x, superior ao da Nike (5,4x).
E eu e os analistas da minha equipe acreditamos que a companhia pode alcançar o múltiplo da Lululemon (8,6x), uma marca canadense premium de artigos esportivos.
Por isso, a ALPA4 figura entre as nossas principais apostas no PRP, junto com outras ações promissoras do Brasil e exterior, fundos imobiliários e ativos de renda fixa – uma carteira diversificada com foco no longo prazo.
QUERO CONHECER O PORTFÓLIO COMPLETO E INICIAR O MEU PROGRAMA DE RIQUEZA PERMANENTE
As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês
Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo