Dia de garantir os ganhos antes do feriado, balanço da Natura e desânimo para as varejistas: veja o que mexeu com o mercado hoje
Após uma semana positiva e em meio a um cenário turbulento para os ativos de risco, com inflação elevada e juros em alta, uma sexta-feira pré-feriado como hoje pedia uma realização de lucros. E foi o que aconteceu. O Ibovespa fechou em baixa de 1,17%, aos 106.334 pontos, mas terminou a semana em alta de 1,44%. […]

Após uma semana positiva e em meio a um cenário turbulento para os ativos de risco, com inflação elevada e juros em alta, uma sexta-feira pré-feriado como hoje pedia uma realização de lucros. E foi o que aconteceu. O Ibovespa fechou em baixa de 1,17%, aos 106.334 pontos, mas terminou a semana em alta de 1,44%.
Foi a primeira vez desde maio que o principal índice da B3 emplacou duas semanas seguidas de ganhos. Então era bom não desperdiçar: já que a bolsa brasileira ficará fechada na segunda (15), quando se comemora o Dia de Proclamação da República, é melhor não "dormir comprado", como se diz no jargão do mercado, uma vez que os mercados internacionais seguirão sua rotina normal.
[captacao]
Sem as turbulências de Brasília ou dados domésticos importantes, as ações brasileiras hoje tiveram espaço para reagir aos balanços que vêm sendo divulgados pelas companhias.
O desempenho da bolsa brasileira, no entanto, foi na contramão de Wall Street, onde o S&P 500 fechou em alta de 0,72%, o Dow Jones avançou 0,50% e o Nasdaq subiu 1,00%.
Já o dólar à vista, que teve queda de 1,19% na semana, fechou o pregão desta sexta em alta de 0,98%, a R$ 5,4569, à espera dos próximos passos da PEC dos Precatórios, que seguiu para o Senado.
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Os juros futuros, por sua vez, continuaram caindo, sobretudo os de vencimentos mais curtos, ainda repercutindo o desempenho abaixo do esperado do setor de varejo, conforme divulgado ontem pelo IBGE.
Os dados sugeriram que a economia não está tão aquecida assim, o que vai exigir do Banco Central uma certa parcimônia na hora de subir a Selic, enquanto enfrenta uma inflação pesada.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
ADEUS B3?
Balanço da Natura caiu como uma bomba sobre as ações, que derreteram mais de 15%; companhia estuda listar papéis nos EUA. A Natura (NTCO3) pode seguir o exemplo do Inter e transferir sua listagem primária de ações para Wall Street, mantendo a negociação no Brasil por meio de BDRs.
PODE TIRAR O BAND-AID
Cisão à vista: Johnson & Johnson vai separar unidade de cuidados pessoais da divisão farmacêutica. Informação foi bem recebida pelos investidores, e as ações da companhia fecharam o dia em alta em Nova York.
MONEY TIMES
The Money Office: As 8 ações fora do consenso que você deveria ter agora. O Bank of America montou uma carteira para os “diferentões”, com as suas recomendações que fogem do consenso do mercado.
FIM DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL?
Ação da Oi (OIBR3) pode triplicar – e analista diz que é ‘hora de comprar’; entenda. A empresa está preparada para deixar a recuperação judicial para trás com sucesso, ao que tudo indica, o que a coloca num excelente ponto de entrada, de acordo com Larissa Quaresma.
PERDA DE REFERÊNCIA
O desafio da Black Friday: inflação de dois dígitos às vésperas do evento limita promoções e leva varejistas a projetarem vendas ‘mornas’. Com preços em alta acelerada, descontos de fazer saltar os olhos dificilmente darão o ar da graça no evento da última semana de novembro.
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