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“Ih, vai ser uma semana daquelas”, pensei eu na segunda-feira, ao olhar a agenda de eventos previstos para os dias seguintes. Teríamos decisão do Copom e relatório de empregos nos EUA — e isso sem contar os inúmeros balanços corporativos.
Em semanas assim, eu gosto de traçar alguns cenários na minha cabeça: se o BC tiver uma postura X, o mercado vai reagir de maneira Y; mas, num se as sinalizações forem diferentes, aí é de se esperar que a bolsa e o dólar adotem uma postura Z.
A única constante nessa equação toda é: o mercado não vai ter muito tempo para respirar.
E, de fato, não teve. O Copom assumiu uma postura mais agressiva que o imaginado, pegando parte dos investidores de surpresa; os dados do mercado de trabalho americano vieram muito mais fracos que o imaginado. Foi necessária uma correção dos cenários-base.
Essa alteração de planos, quem diria, trouxe um enorme alívio ao câmbio. O dólar à vista caiu forte nesta semana e retornou aos níveis de janeiro. O tão temido patamar dos R$ 6,00 voltou a ficar distante.
E mesmo a bolsa conseguiu avançar: balanços surpreendentemente fortes e o avanço do minério de ferro deram sustentação às negociações — o Ibovespa recuperou o nível dos 122 mil pontos.
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• Cidades onde o Jair Bolsonaro obteve mais de 50% dos votos no segundo turno das eleições de 2018, tiveram um número de mortes 415% maior do que nos municípios onde ele perdeu o pleito. Coincidência? Não para este estudo internacional.
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