O bom roteiro que virou um fracasso de bilheteria na B3, possível fusão em shoppings e outros destaques do dia
Entenda o que fez a tese de reabertura econômica fracassar na bolsa e arrastar ações como Magazine Luiza e outras apostas para o buraco

Bom dia!
Você já sentiu muita raiva quando o seu livro favorito ganha uma adaptação terrível para o cinema? Pois é, nem toda boa história rende um bom filme. Algumas ideias que parecem geniais se perdem na execução e outras simplesmente não se encaixam na tela grande.
Algo parecido acontece no mercado financeiro, que também é movido por histórias — ou narrativas, para usar o termo da moda. É o que os analistas chamam de “teses de investimento”.
As teses e cenários para a economia que se revelam verdadeiros podem render muito dinheiro para quem enxergou a tendência antes de todo mundo.
Na bolsa, uma das histórias de maior sucesso foi a da Amazon. A pequena livraria online que abriu o capital nos anos 1990 com a tese de que a internet mudaria os hábitos de consumo globais se tornou um gigante que vale hoje mais de 1 trilhão de dólares.
Aqui no Brasil, Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, fez os assinantes da casa de análises ganharem muito dinheiro com a visão de que a reeleição de Dilma Rousseff faria a bolsa cair e o dólar disparar — o chamado “Fim do Brasil”.
Mas, assim como no cinema, nem todas as teses de investimento se tornam lucrativas, nem mesmo aquelas que pareciam ter tudo para dar certo.
No primeiro semestre deste ano, havia uma grande expectativa de que as ações de empresas que sofreram na pandemia disparassem na B3 a partir do avanço da vacinação.
Afinal, por que esse roteiro promissor virou um fracasso de bilheteria? A repórter Jasmine Olga traz a crítica do mercado e conta se o filme da reabertura na bolsa ainda pode ter uma continuação de sucesso.
O que você precisa saber hoje
ESQUENTA DOS MERCADOS
Ômicron pesa no exterior e bolsas operam sem direção definida; inflação e contas públicas são destaques no Brasil. Os investidores não poderão contar com a animação das principais bolsas do exterior para emprestar um pouco de gás ao índice brasileiro. Saiba o que mexe com os negócios hoje.
AGORA VAI?
Aliansce Sonae (ALSO3) e BR Malls (BRML3) contratam BTG Pactual para avaliar fusão. Em momento difícil para o segmento de shoppings, BR Malls confirmou que foi procurada pela Aliansce Sonae para uma possível transação. Até o momento, porém, não houve nenhuma proposta.
2022 MAIS POLPUDO
Dividendos: Santander (SANB11) anuncia pagamento milionário de JCP; veja quem pode receber. Os proventos distribuídos pelo banco devem cair na conta dos acionistas em 3 de fevereiro do próximo ano.
GRANA CURTA
Vilões da inflação: alimentos e combustíveis são os itens que mais pesam no bolso do brasileiro, diz pesquisa. Serviços de saúde, remédios e juros do cartão de crédito também são associados à disparada de preços no levantamento Radar Febraban, feito pela Federação Brasileira de Bancos.
É RECORDE
Usiminas (USIM5) ultrapassa a marca de 9 milhões de toneladas na produção de minério de ferro em 2021. A empresa também encerra o ciclo de uso de barragens para a disposição dos rejeitos gerados no processo de beneficiamento da commodity.
MONEY TIMES
Chuvas: quase R$ 50 milhões serão liberados para reconstrução na Bahia. Inicialmente, foram disponibilizados R$ 15 milhões para atender municípios atingidos pelas fortes tempestades das últimas semanas.
DE OLHO NO GRÁFICO
Ações da Azul (AZUL4) podem disparar até 57%; vale a pena investir? A companhia aérea acumula perdas de mais de 30% neste ano. Confira a análise da situação da empresa feita pelo trader Rogério Araújo no YouTube do Seu Dinheiro.
Aquele abraço e uma ótima quarta-feira!
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Gradiente (IGBR3) chega a disparar 47%, mas os acionistas têm um dilema: fechar o capital ou crer na vitória contra a Apple?
O controlador da IGB/Gradiente (IGBR3) quer fazer uma OPA para fechar o capital da empresa. Entenda o que está em jogo na operação
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Chega de ‘só Petrobras’ (PETR4): fim do monopólio do gás natural beneficia ação que pode subir mais de 50% com a compra de ativos da estatal
Conheça a ação que, segundo analista e colunista do Seu Dinheiro, representa uma empresa com histórico de eficiência e futuro promissor; foram 1200% de alta na bolsa em quase 20 anos – e tudo indica que esse é só o começo de um futuro triunfal
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