As incorporadoras são os patinhos feios da bolsa?
Nos últimos dias, os investidores têm acompanhado as prévias operacionais das construtoras com ações listadas na B3. E apesar da base de comparação fraca - os resultados do segundo trimestre do ano passado foram os mais impactados pela pandemia de covid-19 - os números têm agradado o mercado. Com isso, a maioria das incorporadoras que […]

Nos últimos dias, os investidores têm acompanhado as prévias operacionais das construtoras com ações listadas na B3. E apesar da base de comparação fraca - os resultados do segundo trimestre do ano passado foram os mais impactados pela pandemia de covid-19 - os números têm agradado o mercado.
Com isso, a maioria das incorporadoras que já divulgaram seus números viu suas ações, dentro e fora do Ibovespa, reagirem positivamente, com analistas otimistas com os papéis.
Hoje, por exemplo, foi a vez de Helbor e Mitre verificarem altas fortes nas suas ações, mas outros nomes, como Direcional e JHSF, continuaram tendo desempenhos formidáveis. Esta última, inclusive, voltou a ficar entre as maiores altas do Ibovespa no dia.
Mas apesar dos bons resultados trimestre após trimestre e de terem passado bem pela pandemia, com o aquecimento do mercado imobiliário residencial no país, as incorporadoras não veem suas ações decolarem na bolsa de jeito nenhum.
Algumas parecem estar sendo deixadas de lado injustamente, inclusive. Na sua coluna de hoje, o Felipe Miranda, sócio-fundador e CIO da Empiricus, fala do que parece ser um preconceito ou até um trauma do mercado (palavras minhas) com as incorporadoras.
Não sem motivo, é claro. Da última vez que um monte de construtoras abriu o capital na B3, lá em 2007, muitas acabaram se saindo mal e até entraram em recuperação judicial. Mas o Felipe propõe que o cenário atual talvez esteja um pouco diferente.
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Ele aproveita para falar mais detidamente de Mitre, que apresentou prévias consideradas mistas pelos analistas, mas de cuja ação o Felipe gosta bastante. Recomendo a leitura!
MERCADOS
• O mercado recebeu novamente dados mais salgados do que o esperado sobre a inflação americana. Mas, desta vez, o discurso otimista do presidente do Fed, Jerome Powell, ajudou a digerir a alta nos preços. Com isso, o dólar terminou o dia em forte queda, de volta aos R$ 5,08, enquanto o Ibovespa se segurou nos 128 mil pontos.
• Mostrando que seu shape está mais do que em dia, as ações da Smart Fit estrearam na bolsa brasileira com alta de mais de 30% hoje. Confira o que garante fôlego à rede de academias na matéria do Renan Sousa.
• A CVM autorizou o lançamento de um ETF de ethereum, segunda principal criptomoeda do mercado. O QETH11, da gestora QR Capital, deve chegar à bolsa brasileira em agosto.
EMPRESAS
• A Arezzo adicionou mais uma marca à sua crescente coleção com a compra da MyShoes. De quebra, a companhia ainda fechou um acordo com o Mercado Livre para as vendas digitais e anunciou a cantora Simaria como embaixadora dos produtos da recém-chegada. Confira a análise do Victor Aguiar.
• A Raízen está chegando com tudo na disputa pelo título de maior IPO de 2021. A joint venture de Shell e Cosan espera levantar até R$ 7,78 bilhões com sua abertura de capital.
• A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) concluiu seu IPO, no qual movimentou R$ 1,61 bilhão. Mas a “joia da coroa” do grupo Votorantim não conseguiu o preço desejado pelas ações. Saiba mais.
ECONOMIA
• Paulo Guedes havia afirmado diversas vezes que a reforma tributária manteria neutro o montante de tributos pagos no Brasil. Mas hoje o ministro prometeu que, se reeleito, o governo Bolsonaro vai perseguir uma redução da carga de impostos.
• A proposta, porém, pode não cair tão bem para as contas públicas. Segundo o ex-secretário da Receita, Jorge Rachid, não há margem para uma redução fiscal tão elevada quanto os R$ 30 bilhões previstos com a reforma do imposto de renda. Leia a entrevista.
ESPECIAL SEU DINHEIRO
• Vale a pena investir em BDR em 2021? Saiba em quais investir, a influência do dólar e do câmbio nesse tipo de ativo, formas interessantes de se expor aos mercados globais pela B3 e como os juros e estímulos dos EUA jogam a favor desses papéis. É só clicar aqui.
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