Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ecos de Independência: o risco político do 7 de setembro e o desconto na bolsa e nos ativos brasileiros

O feriado traz consigo o medo da elevação do risco político. Mas é preciso ter calma para analisar o panorama para a bolsa e os investimentos

7 de setembro de 2021
7:24 - atualizado às 13:30
Montagem do Congresso Nacional com desenhos de um touro e um urso, sinalizando as instabilidades geradas pelo risco político ao desempenho da bolsa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Chegamos ao tão aguardado dia 7 de setembro. Muito temos acompanhado ao longo deste terceiro trimestre, que tanto nos prometia, quanto à deterioração das relações entre os Poderes da República — e o impacto do risco político no desempenho da bolsa. Há muita gente falando sobre isso, e a verdade é que poucos são os que realmente agregam à discussão. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil é pouco trivial quando se trata de política, o que dá contornos bem nebulosos às cenas dos próximos capítulos. Havendo ou não real risco de ruptura institucional, notou-se nas últimas semanas um maior desconto sobre os ativos de risco locais, derivado, entre outras coisas, desse desconforto com o contexto político de Brasília. Já não há muitas perspectivas de aprovações relevantes positivas nesta segunda metade de 2021.

Elevou-se, portanto, a percepção de risco local com o esticar da corda nas mão do Palácio do Planalto. Temor político e falta de visibilidade fiscal, o calcanhar de Aquiles da economia brasileira, fez com que houvesse perda de aderência entre os fundamentos da realidade concreta e os ativos financeiros.

Consequentemente, o Brasil acabou ficando extremamente desvalorizado. Uma maneira de ver isso é comparar as participações de investidores estrangeiros no Brasil (BRL) com as da África do Sul (ZAR), antes (esquerda) e depois do COVID (direita). Em outras palavras, em % do PIB, as participações de investidores estrangeiros no Brasil são agora menores do que em 2010.

Gráficos mostrando a alocação dos investidores estrangeiros nos mercados emergentes ao longo do tempo. A bolsa e os ativos do Brasil perderam espaço, dado o aumento no risco político

Difícil argumentar que o desconto é válido. Quero dizer, não somos perfeitos, mas isso é demais. Os investidores estrangeiros têm aumentado suas participações em ações e títulos na China em 5% trimestralmente, mas por muitos anos tiraram dinheiro do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso está mudando gradualmente, vale dizer: o capital está voltando para o Brasil e os investidores estrangeiros agora estão mais otimistas do que os brasileiros. Mas ainda assim, as últimas porradas sobre nossas ações provocaram um desconto aparentemente exagerado, em meu entendimento.

Leia Também

Veja abaixo o múltiplo de preço sobre lucro projetado para os próximos 12 meses do Ibovespa, o principal índice da bolsa. Estamos no mesmo patamar do low verificado no pior da pandemia no ano passado — a conta não fecha.

Gráfico de linha com a evolução do indicador Preço Lucro do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira

Risco político e bolsa: faz sentido?

Dificilmente você vai conseguir me convencer de que é justo o desconto simplesmente pelo risco de ruptura institucional. Principalmente porque o Brasil, segundo a teoria da ciência política, seria o que poderíamos chamar de "sistema político de múltiplos vetos". 

O que isso quer dizer?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bem, se trata da combinação de Suprema Corte independente, Ministério Público independente, divisão clara dos poderes com um Congresso forte e independente (cada vez mais independente nos últimos cinco anos, vale ressaltar), mídia livre e estados da federação com poder de polícia e orçamentário (arrecadatório e de investimento).

É difícil governar o Brasil. Uma ruptura institucional, então, é mais difícil ainda.

Claro, todos ficaremos de olho para acompanharmos o tom das manifestações de hoje, dia 7 de setembro. Contudo, é provável que as coisas não se percam mais do que se perderam. Se algo pior acontecer, o caldo tende a engrossar para o lado do Executivo, que deverá conter sua ala de apoio ao longo do dia de hoje.

Risco político é muito difícil de mensurar. O mercado sabe ler este risco menos ainda. Ainda assim, temos verificado uma conjuntura macroeconômica soberana. Se o dia 7 de setembro passar e, conforme predominantemente se espera, os atos sejam mais manifestações pacíficas do que qualquer outra coisa, podemos voltar a tentar precificar de maneira mais apurada nossos ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em sendo o caso, o Brasil e a bolsa estão bem baratos, como pudemos ver acima. 

Na série "Palavra do Estrategista", best-seller na Empiricus, Felipe Miranda e eu construímos algumas carteiras muito interessantes para capturar a valorização dos ativos brasileiros nesta segunda pernada do segundo semestre, enquanto o risco da crise hídrica ainda não aparecer de maneira mais evidente no radar e o Federal Reserve nos EUA não aperta sua política monetária com a redução da compra de ativos por lá ("tapering").

Para os interessados em aproveitar este desconto proporcionado, entre outras coisas, pela degradação fiscal brasileira e pelo risco político doméstico, que deve se apaziguar (as coisas pioram antes de melhorar), vale a pena conferir a série e se debruçar sobre nossas análises para os mais variados tipos de investimentos para diferentes perfis de investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar