Adeus, ano velho e Happy New Year: porque você deveria investir no exterior em 2022
Imagino que a sua carteira de investimentos também não tenha passado incólume nesse período, principalmente seus ativos brazucas

Caro leitor,
Aqui estamos, nos últimos dias de 2021.
Daqui a alguns dias você deverá estar junto de seus familiares, aproveitando uma bela refeição das festas de fim de ano (espero que todos devidamente vacinados e com o injustiçado arroz com passas na mesa). Com aqueles clássicos musicais do período ao fundo.
Ano difícil, atribulado. Isso depois de um 2020 que também foi complicado.
Imagino que a sua carteira de investimentos também não tenha passado incólume nesse período, principalmente se você conta apenas com ativos brazucas no portfólio.
O saldo disso tudo
Bolsa caindo mais de 10%, renda fixa mostrando que também pode ser muito volátil, fundos imobiliários também não segurando muito a onda...
Leia Também
Após saída de Steinbruch do cargo de CEO, XP faz alertas para CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)
Por outro lado, aqueles que tinham parte do seu capital em dólar conseguiram ter uma maior paz de espírito para enfrentar esses dias complicados. Os ganhos em cripto também devem ter deixado clara a necessidade de ter uma parcela, ainda que bem pequenininha — atenção ao “diminutivozinho”, por favor —, da carteira nessa classe de ativos.
E, mais uma vez, quando for investir em ativos internacionais, não pense no dólar; pense em dólar. O foco aqui é construir sua riqueza além-mar.
Até porque, mesmo com as altas na Selic ao longo do ano, que poderiam atrair investidores internacionais para o país, a moeda americana não arredou o pé e continuou se valorizando frente à divisa tupiniquim.
Desde a reunião do Copom em 23 de março até a última neste mês, houve aumentos de mais de 7 pontos percentuais na taxa básica da economia. Já o dólar se manteve acima dos R$ 5,50 — tendo recentemente atingido os R$ 5,70 — mostrando que talvez seja necessário algo a mais para atrair capital para o país.
Agora, para dificultar um pouco mais, o banco central americano mudou o discurso e pretende encerrar a compra de títulos de mercado ainda no primeiro semestre do ano que vem, abrindo a porteira para possíveis aumentos na taxa básica do país.
Adeus, inflação transitória
Na última reunião do Fomc, comitê de política monetária do Federal Reserve, ocorrida semana passada, os integrantes do colegiado revisaram as suas estimativas para os juros americanos: se no começo da pandemia a perspectiva era de que só subiriam por volta de 2023, a expectativa agora é de até três aumentos ao longo de 2022, chegando ao intervalo entre 0,75% e 1%.
Vale salientar que essa mudança na visão dos membros do Fomc não está ligada a um cenário sombrio para a economia, muito pelo contrário. A projeção do Fed indica que os Estados Unidos devem crescer 4% no próximo ano.
Ainda que esse percentual tenha que ser revisto para baixo — devido aos problemas provenientes da variante ômicron e da dificuldade da aprovação do plano de investimentos de Joe Biden —, o PIB americano deve crescer algo em torno dos 3%, taxa maior do que a observada antes da pandemia e bem acima das projeções de crescimento para o Brasil (enquanto o FMI projeta crescimento de 1,5%, algumas instituições financeiras já apontam uma possível estagnação no produto interno bruto brasileiro no ano que vem).
“Mas será que vale a pena investir nos EUA agora, mesmo depois dessa forte sequência de altas?”
Bons ventos do além mar
De fato, é bem provável que tenhamos uma valorização de mais de dois dígitos pelo terceiro ano seguido no S&P 500, o que suscita dúvidas se ainda haveria espaço para novos ganhos. Após altas de 28,9% em 2019 e 16,3% no ano passado, o principal índice acionário do mundo caminha para entregar retornos acima dos 20% em 2021.
Contudo, as estimativas do mercado apontam que o S&P 500 deve terminar 2022 na casa dos 5.000 pontos, o que representaria um retorno de pouco mais de 7% no ano — próximo da média histórica de 8% ao ano desde 1928.
[O curioso é que, das 94 observações do período, em apenas 6 a valorização no ano ficou perto da média; os 63 anos com ganhos tiveram um retorno médio da ordem de 18%, enquanto os 30 que ficaram no negativo perderam pouco mais de 14%.]
Olhando somente o múltiplo atual de mercado (22 vezes seus lucros para o ano que vem), muitos podem argumentar que o índice americano está caro.
Só que analisando o earnings yield (inverso do P/L) e considerando que a taxa do título de dez anos do Tesouro americano chegue nos 2%, ainda estaríamos falando de um prêmio de 2,5% para investir em ações.
Como comparação, esse diferencial era abaixo dos 2% antes da crise de 2008 e negativo no período da bolha da internet. Ainda acho que dá para ter um parcelinha do portfólio no mercado americano — seguimos revisando nossa alocação para 2022 no MoneyRider, junte-se a nós.
Espero que você expanda o seu portfólio em 2022, tanto financeiramente como musicalmente — ninguém aguenta mais ouvir somente o CD da Simone (dica: a nova música do Ed Sheeran com o Elton John é um bom começo).
Boas festas e nos vemos em 2022.
FIM DA NEGOCIAÇÃO CONTÍNUA
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
1 de setembro de 2026 - 10:15FRED KRUEGER ESTÁ DE VOLTA?
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
1 de setembro de 2026 - 7:08BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING