O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os mercados estão longe de serem perfeitos, e hoje vou te contar uma história real que envolve duas das empresas mais quentes no setor de mídias sociais: o “Clubhouse” e o “Tinder”.
Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre tecnologia e investimentos.
Como você imagina o mercado financeiro? Um monte de caras extremamente bem informados, que possuem a capacidade sobrenatural de falar em três telefones (e dois idiomas) ao mesmo tempo?
Ok, hoje eu vou te contar uma história bizarra, sobre como as coisas efetivamente acontecem.
Essa história é real, e envolve duas das empresas mais quentes no setor de mídias sociais: o "Clubhouse" e o "Tinder".
Uma das primeiras lições que aprendemos sobre o mercado é que "vende-se primeiro, entende-se depois".
Com o pregão rolando, bilhões de dólares trocando de mãos, as notícias mais loucas surgindo de todos os cantos do mundo, não cultivamos expectativas ingênuas: é impossível absorver tudo que está rolando.
Leia Também
Se algo parece ruim, deve ser ruim. Então, venda.
E o inverso se aplica quando algo parece bom.
Depois, com os mercados fechados, temos o "segundo turno", quando realmente dá tempo de sentar com calma e analisar o que está rolando.
Por isso os movimentos do mercado costumam ser exagerados.
Um bom exemplo foi o que rolou recentemente com a Petrobras: caiu 20% com a intervenção, e subiu 8% no dia seguinte.
A notícia era ruim, de fato. Mas no ato, houve um certo exagero.
E agora, deixa eu te contar uma coisa: da mesma maneira que os investidores sabem como seus pares se comportam, as empresas também o sabem.
E elas adoram tirar proveito disso.
Escrevi sobre o aplicativo Clubhouse recentemente (inclusive, aproveita para me seguir lá - @RichardCamargo).
Minha coluna foi escrita pouco depois do Clubhouse ser avaliado em 1 bilhão de dólares numa rodada privada, e entrar na crista da onda sendo comentado em todos os lugares.
Só que o Clubhouse é uma empresa de capital fechado. Você não consegue comprar ações dele.
Eis que o mercado fez sua magia.
Algum maluco encontrou uma empresa listada chamada Clubhouse Media Group. Sendo honesto, eu mesmo não sei o que esses caras fazem.
O meu terminal diz que eles provêm "serviços de saúde", mas li em outros lugares que se trata de uma consultoria de mídia, super focada em influenciadores.
Enfim, tanto faz. Simplesmente não é AQUELE Clubhouse.
Agora, veja o que aconteceu com a ação depois que foi anunciado a captação do "verdadeiro" Clubhouse.
Sim, esse negócio subiu 400%, sem absolutamente NENHUM motivo!
Logo depois, a ação do CMGR (que é o Clubhouse da zuera) caiu para cerca de 11 dólares (ainda sim, mais que o dobro do que negociava antes do engano).
Mas lembra que eu falei que as empresas adoram tirar proveito desses momentos?
Então, o "Clubhouse" comprou uma participação no "The Tinder Blog", uma página de memes no Instagram.
O que a (falta) de inteligência coletiva dos mercados leu?
"Clubhouse compra o Tinder".
E a ação voou de 11 para 17 dólares após o anúncio.
Numa palavra: bizarro.
Essa história eu li originalmente na Bloomberg, na fantástica coluna do Matt Levine (fica a dica para você acompanhar o trabalho dele, que é muito melhor do que o meu), e está longe de ser um acontecimento inédito.
Coisas como essa já rolaram várias vezes.
Quando Barack Obama flexibilizou as sanções dos EUA contra Cuba, um fundo chamado CUBA (que nunca investiu um dólar no país) subiu loucamente sem qualquer motivo aparente.
Essa história é contada em detalhes no fantástico livro "Misbehaving", do Professor Richard Thaler, que é prêmio Nobel de economia.
Estão longe de serem perfeitos.
Por isso, quando estiver pensando em realizar um investimento em ações, evite tomar decisões impulsivas, agindo apenas no calor do momento, sem entender de fato o que está rolando.
As histórias são engraçadas, mas pense no sujeito que chegou desavisado comprando
"Clubhouse" a quase 30 dólares. Esse cara sofreu uma perda de capital permanente de 60% nos dias seguintes.
Mercado e investimentos são coisas sérias, e precisam ser tratados com rigor e profundidade.
Se você gostou dessa coluna, pode entrar em contato comigo através do e-mail telaazul@empiricus.com.br, com ideias, críticas e sugestões.
Também pode seguir acompanhando meu trabalho através do Podcast Tela Azul, em que, todas as segundas-feiras, eu e meus amigos André Franco e Vinicius Bazan, falamos sobre tecnologia e investimentos.
Aproveite para se inscrever no nosso Telegram; todos os dias, postamos comentários sobre o impacto da tecnologia no mercado financeiro (e no seu bolso).
Um abraço!
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje