Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estamos para ver o surgimento de um grande conglomerado de moda no Brasil?

Varejo é um jogo de escala. Quanto mais você vende, mais compra. Isso vale não só para os insumos, mas para tudo

23 de abril de 2021
15:17 - atualizado às 18:58
Desfile de moda no evento do IPO da C&A
Imagem: Vinícius Pinheiro/Seu Dinheiro

Há alguns dias, iniciou-se um movimento de resgate dos sobreviventes da moda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Arezzo &Co deu a largada, abordando a Hering com uma oferta de aquisição com prêmio de 20% sobre o valor das ações. 

A agitação aumentou com os rumores sobre um generoso follow-on das Lojas Renner, que logo soltou um fato relevante confirmando um aumento de capital de até R$ 6,5 bilhões.

Com a porteira já escancarada, o Grupo Soma anunciou que está em negociações para a compra da marca de vestuário feminino Shoulder e, não contente, afirmou que também está procurando ativos de moda fitness. 

Veja bem. Esta não é uma crítica, apesar das tônicas; pelo contrário. Acho até que demorou para começarem as tentativas. O momento é oportuno para essas combinações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No momento da proposta da Arezzo, a ação da Hering caíra mais de 45% desde o saudoso janeiro de 2020, e seu múltiplo Preço/Lucro dos últimos 12 meses, mais de 65%. O papel da Arezzo, por sua vez, subira 12% no período, de forma que, no momento da oferta, seu múltiplo tinha um prêmio de 145% sobre o da Hering.

Leia Também

Varejo é um negócio difícil. Varejo de moda, então... 

A imensa sorte de itens de estoque, a grande quantidade de espaço de armazenamento e a extensa capilaridade são apenas algumas das complexidades inerentes à operação de comércio. Em moda, há ainda dificuldades adicionais: o paulatino investimento em marketing, a necessidade constante de criar e antecipar tendências e, principalmente, a perecibilidade do estoque.  

O lendário Karl Lagerfeld, quando questionado sobre uma potencial aposentadoria dos seus longos anos como diretor criativo da Chanel, respondeu com uma frase bem ilustrativa desse ponto: “A fundadora Coco Chanel morreu no meio de uma coleção quando tinha quase 90 anos. Eu tenho tempo! Na moda, você pensa em seis meses, seis meses, seis meses. Agora são três meses, três meses, três meses. O mundo é diferente. Não há futuro distante, não é coisa futurística. Moda é algo que as pessoas devem consumir imediatamente”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pois bem, voltando à nossa realidade. Há de se reconhecer quem sabe operar esse tipo de empreitada. A Lojas Renner é um desses casos: nos últimos dez anos, a empresa gerou um retorno sobre capital investido (ROIC) médio de 15% ao ano. A Arezzo também não deixa a desejar, com um ROIC de 17% no mesmo período. Esses patamares são invejáveis para qualquer empresa de varejo brasileira. 

A título de comparação, o indicador da Lojas Marisa foi de 7% no período. O da Guararapes, dona da Riachuelo, foi de 10%. A Hering até que foi bem, tendo entregado uma média de 23% no período — o problema, neste caso, é a consistência. O ROIC da companhia saiu de uma máxima de 38% em 2011 para 13% no ano passado. 

Não que essa década tenha sido fácil. Se foi difícil para as maiores varejistas de moda do país, imagine para os pequenos e médios, ainda mais nesses últimos meses. Vivemos um momento desafiador para qualquer comerciante.

Varejo é um jogo de escala. Quanto mais você vende, mais compra com os fornecedores e melhores descontos consegue nas negociações. Isso vale não só para os insumos, mas também para a quantidade de lojas e armazéns que aluga com os mesmos proprietários. Além disso, quanto mais você vende, mais gira seu estoque e menos chance você tem de se ver obrigado a saldar coleções obsoletas por descontos proibitivos. Já deu pra ver que, quanto mais volume (com desejabilidade, claro), melhor para as margens, os retornos e os acionistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O leitor começa a compreender minha simpatia pelas combinações de negócios? 

Há quem diga que Hering e Arezzo atendem públicos totalmente diferentes. Concordo até certo ponto. Uma camiseta básica masculina na Hering pode ser encontrada por cerca de R$ 50, versus R$ 120 para a Reserva, agora parte do grupo Arezzo &Co. O mesmo item pode ser encontrado por R$ 40 na Renner. Não está muito longe da Hering. E mais: não é qualquer brasileiro que se dispõe a comprar uma camiseta por R$ 50. Diria que essas três companhias atendem a um público das classes A e B, com pequenas variações de espectro.

O topo da pirâmide é sempre estreito. Há um limite de escala que pode ser atingido atendendo a esse público. 

Existem exemplos bem-sucedidos de marcas que dialogam com essa restrita audiência e gradualmente se expandem para camadas mais amplas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tomemos como exemplo o Grupo Armani, que faturou US$ 2,4 bilhões em 2019. A companhia italiana começou com a marca Giorgio Armani e criou outras organicamente, até chegar à Armani Exchange, mais acessível e jovial. E, claro, o grupo não vive só de sapatos ou roupas, mas de um portfólio amplo de vestuário e acessórios.  

Extrapolando para o ramo de cosméticos, a francesa L’Oréal também desenvolveu um conglomerado com dezenas de marcas, desde Maybelline, que pode ser comprada em um sem-número de farmácias brasileiras, até a luxuosa Lancôme.

Não precisamos ir longe para encontrar outro exemplo: a brasileiríssima Natura &Co construiu um portfólio de marcas que vai desde Avon até a Aesop, grife mais premium do grupo. Não há problema em ter diversidade na carteira de clientes, desde que cada marca tenha uma identidade definida e um público satisfeito.

Quem sabe por aqui também não surge um grande conglomerado da moda?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diretamente da bacia das almas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia