Bolsa hoje: agenda cheia com volume de serviços por aqui, acompanhado de dados de inflação nos EUA
Além disso, teremos as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ministro da Economia, Paulo Guedes

O dia é relevante para as bolsas lá fora, com a digestão da conclusão de eleição na Europa, na Noruega, e preços ao consumidor em várias economias desenvolvidas.
Em especial, vale ficar de olho no índice de preços ao consumidor dos EUA, a ser divulgado nesta terça-feira (14) e que revelará quanto os preços aumentaram no mês passado – este é o último dados importante entregue antes de o Fed se reunir na próxima semana, na quarta-feira (22), para discutir os planos para reduzir seu estímulo econômico. Curiosamente, a data é a mesma do Copom.
Na Europa, por enquanto, a performance das Bolsas é mista, predominantemente no positivo, após a apresentação dos dados de mercado de trabalho do Reino Unido ter vindo robusta, com revisões positivas dos dados anteriores.
Por outro lado, a desaceleração do crescimento finlandês, em meio a uma menor inflação mensal, deixa dúvidas sobre a recuperação europeia, que vinha forte até então.
Na Ásia, as Bolsas terminam a terça-feira sem um sentido definido, com alta no Japão, mas queda na China e em Hong Kong – a inflação indiana foi menor do que o esperado ontem, o que também coloca dúvidas sobre a velocidade da economia asiática.
A ver...
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Tendendo para um desfecho positivo?
Nesta manhã, o mercado doméstico deverá reagir aos dados de serviços de julho, que podem ajustar as expectativas sobre o ritmo da economia, da inflação e da Selic, a ser definida na semana que vem em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
O relatório Focus de ontem começou a mostrar a mediana das estimativas de mercado rodando em 8% de Selic para o final de 2021 e 2022.
Em dia com falas de várias autoridades, investidores acompanham o desdobrar dos primeiros sinais de paz em Brasília, com a Câmara dos Deputados dando continuidade à votação dos destaques ao projeto de lei que trata do novo Código Eleitoral e sua Comissão de Constituição e Justiça da Câmara votando o parecer da PEC dos Precatórios, ponto importante para a conclusão de 2021.
Enquanto isso, a Comissão Especial da Câmara deve votar o parecer do deputado Arthur Maia (DEM-BA) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da reforma administrativa, em meio a um dia agitado sobre os preços dos combustíveis: em audiência, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, participa de debate no Plenário da Câmara para discutir este tema.
Os preços americanos e os carros usados
Hoje (14), investidores e economistas estarão atentos aos dados mais recentes sobre a inflação nos EUA. O índice de preços ao consumidor de agosto deve mostrar um aumento de 0,4% em relação a julho, consolidando um aumento de 5,3% na comparação anual.
Os dados de núcleo, que tira os componentes de alimentos e energia mais voláteis da cesta, devem aumentar 0,3% no mês e 4,2% no ano.
Os carros usados, assim como no Brasil (o Marea Turbo valoriza quase 20% no ano), seguem sendo destaque de alta da inflação – a inflação de carros usados atingiu seu pico em mais de 45% a.a. em junho, devendo normalizar a partir de agora.
Se confirmadas, as taxas de inflação caíram ligeiramente em relação às leituras de julho (já passamos pelo pico de inflação), ainda que permaneçam em níveis elevados para os padrões da economia dos EUA.
Espera-se que os indicadores desta terça-feira tenham poucas implicações sobre a política do Federal Reserve, podendo afetar apenas as discussões fiscais em Washington.
Sobre o primeiro ponto, de política monetária, as autoridades devem esperar para ver o relatório de empregos de setembro e outubro antes de tomar qualquer decisão de reduzir seus US$ 120 bilhões em compras de títulos.
Vale lembrar que hoje vivemos sob um novo regime de metas de inflação média do Fed, no qual o banco central permite que a inflação ultrapasse sua meta de 2% para compensar as deficiências anteriores.
Já em relação ao segundo, de política fiscal, alguns democratas moderados estão resistindo ao pacote de gastos de US$ 3,5 trilhões do governo Biden por causa do alto valor da proposta e dos níveis crescentes de dívida e inflação. Por outro lado, se o relatório de hoje mostrar uma redução mais significativa da inflação, a conversa pode se voltar para o pico da inflação ter ficado para trás.
Uma olhada no lançamento do novo iPhone
Nesta terça-feira, a Apple realizará seu evento de outono, no qual se espera o lançamento do iPhone 13 (quatro novos modelos de iPhone com câmeras e processadores atualizados, além de maior vida útil da bateria), novos Apple Watches, AirPods e muito mais.
As vendas do iPhone consistentemente representam mais da metade do total da companhia, tendo disparado este ano à medida que o novo iPhone 12 habilitado para 5G alimentou um ciclo de vendas com várias atualizações.
Com o lançamento de hoje, veremos se o iPhone 13 tem as especificações para aumentar novamente a demanda.
Do ponto de vista do investidor, a trajetória do negócio do iPhone no próximo ano tem menos a ver com especificações ou preços e mais a ver com a idade do telefone – no ano passado, por exemplo, estima-se o pool de iPhones com três anos ou mais em 420 milhões. Essa base impulsionará o crescimento da receita do iPhone em 2021 e em 2022 em dois dígitos, em comparação com um ano típico de baixo crescimento.
Note que o evento é considerado o maior dia do ano para hardware, apesar de se esperar um segundo dia de lançamentos em outubro, com os novos modelos anunciados em ambos os eventos respondendo, em média, por cerca de 40% a 50% da receita da empresa nos próximos 12 meses.
No entanto, historicamente, apesar das boas expectativas de vendas, as ações da Apple caíram em média 1% após o lançamento de novos iPhones nos últimos sete anos. Isso porque os detalhes do lançamento de cada ano tendem a vazar bem antes do evento oficial da Apple, o que diminui o entusiasmo no dia da apresentação.
Novidades potenciais incluem tecnologia 5G para iPhones fora dos EUA e possivelmente conectividade de satélite em órbita terrestre baixa para áreas sem cobertura de celular (plataformas de petróleo no oceano e florestas densas, por exemplo).
Anote aí!
O dia é relevante hoje por aqui, com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participando de evento do BTG Pactual, às 9 horas, e com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, às 17 horas.
O dado de destaque na agenda doméstica é o volume de serviços de julho, que deve acelerar 1,1% na comparação mensal, enquanto lá fora acompanhamos dados de inflação nos EUA.
Em solo americano, também contamos com o Índice de Otimismo para Pequenas Empresas e eleições novas na Califórnia – se os democratas perderem o governo do estado, pode ser um abalo forte para as midterms (eleição legislativa no meio do mandato presidencial) do ano que vem.
Muda o que na minha vida?
Ontem, a Noruega realizou uma eleição com grandes implicações para o meio ambiente. Quando se trata de mudança climática, a Noruega é um caso bastante curioso. Trata-se de um dos países com mais visão ambiental do mundo, em grande parte graças a generosos subsídios do governo, o que possibilitou que cerca de 70% de todos os carros novos vendidos fossem elétricos.
Contudo, o petróleo e o gás são a sua indústria mais importante – o setor emprega mais de 5% da força de trabalho do país e é responsável por mais de 40% de suas exportações. Derivado disso, a Noruega também construiu um fundo soberano de US$ 1,4 trilhão, o maior do mundo, graças às suas explorações de combustíveis fósseis.
Resultados prévios apurados nessa madrugada mostraram que o Partido Trabalhista derrubou o governo liderado pelos conservadores após oito anos da gestão de Erna Solberg. A vitória da centro-esquerda indica uma transição da produção de petróleo e gás para outras matrizes, rompendo gradualmente com a indústria que tornou o país tão rico.
Como este movimento é relevante para o mercado de petróleo global, podemos ter repercussões ao redor do mundo inteiro em termos de tendência política para a transição energética que deveremos fazer até 2050.
Fique de olho!
Lembrete: hoje, às 23h59, acaba sua chance de ganhar este bônus
Eu e minha equipe encontramos a empresa com forte potencial de ser o próximo Google, Facebook ou Amazon e a revelou neste vídeo exclusivo.
É o que estamos chamando de A Big Tech dos Bastidores.
Só que a proposta, que inclui três presentes, só pode ser aceita até as 23h59 de hoje, impreterivelmente.
Funciona assim: investindo no fundo Tech Select, o fundo que está comprando a Big Tech dos bastidores, você vai levar:
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Essa é simplesmente a melhor proposta para investir no Tech Select, que por si só já se consagrou como vencedor na busca por ganhos no mercado de tecnologia global… Desde sua criação, em 08/06/2020, até a cota de 10/09/2021, o fundo sobe 65,17%.
Mas vale enfatizar: a chance de pegar esses bônus termina hoje, às 23h59 do horário de Brasília – então você precisa ser ágil aqui.
Quero aproveitar a oportunidade
Certifique-se dos riscos e se o investimento faz sentido para o seu perfil antes de investir. Não há garantia de retorno. Retornos passados não garantem retornos futuros.
Um abraço,
Jojo Wachsmann
FOME RENOVADA
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