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Além disso, no radar ficam o risco fiscal antes da eleição de 2022 e os dados da economia dos Estados Unidos, com destaque para os pedidos de auxílio-desemprego
O último pregão foi o melhor exemplo da frase “ganhou, mas não levou”. Os investidores ficaram animados com os dados dos EUA e do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, mas não o suficiente para fazer a bolsa brasileira fechar no azul. O Ibovespa fechou em queda de 0,96%, aos 115.062 pontos e o dólar à vista refletiu os dados melhores do que o esperado lá fora e recuou 0,38%, a R$ 5,2375.
No cardápio desta quinta-feira (16), temos como plano de fundo nacional a crise política e fiscal, com a PEC dos precatórios em destaque, sem falar no enrolado desenrolar da reforma do Imposto de Renda. No panorama internacional, a desaceleração da economia chinesa e os indícios de cautela antes da reunião do Fed na próxima semana também pesam nos índices. Confira o que movimenta os mercados hoje:
O ministro da Economia, Paulo Guedes, não perdoou alfinetadas em todos os poderes em suas falas de ontem (15). Durante entrevista à Jovem Pan, Guedes afirmou que pediu ajuda ao judiciário para tentar amenizar o rombo de R$ 89 bilhões dos precatórios, dívidas que o governo tem com a justiça.
O chefe da pasta da economia afirmou que os precatórios são um “meteoro” de 2022 que caiu no governo. Por falar no ano que vem, Paulo Guedes ainda considerou que a reeleição é o “maior erro político que já aconteceu no País”, e disse que o mecanismo cria uma “fixação” da classe política. Sem dar maiores detalhes, o ministro ainda afirmou que há pessoas que desejam “derrubar a economia para fazer política”.
Guedes tem atuado como um agente político para encaminhar pautas da Economia, antes que o cessar fogo entre os poderes acabe. Os indicadores fiscais, como as contas públicas e a prévia do PIB, podem ter melhorado, mas o mercado está de olho nas pautas populistas antes da eleição de 2022.
A própria PEC dos Precatórios, por exemplo, se for aprovada, permitirá um parcelamento das dívidas do governo, o que abre um caminho para a aprovação do Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família) de R$ 300. Guedes afirmou que essa é a prioridade do governo e, mesmo sem a aprovação da PEC, o benefício pode chegar a esse valor como auxílio emergencial.
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“Dentro do teto e respeitando o limite fiscal”, reitera o ministro. A PEC precisa ser aprovada até o final de outubro para modificar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).
No radar do investidor internacional, as vendas do varejo em agosto devem guiar os mercados no pregão de hoje. Depois de cair 1,1% em julho, as projeções do mercado indicam que o número deve cair mais 0,8% em agosto.
Além disso, o mercado de trabalho dos Estados Unidos segue no radar há pouco menos de uma semana da reunião do Federal Reserve. Além dos dados da inflação desta semana, o Banco Central americano usa os números do emprego como balizador para tomar decisões sobre sua política monetária.
Ainda no panorama internacional, a Evergrande, empresa do setor imobiliário da China, volta ao noticiário. O ministério de Habitação e Desenvolvimento do país avisou aos bancos que emprestaram dinheiro à incorporadora que a companhia não vai pagar os juros no dia 20 de setembro.
De maneira geral, a retomada econômica é plano de fundo para as duas maiores economias do mundo. Tanto China quanto Estados Unidos estão patinando para conseguir sustentar a volta das atividades e os indicadores mais fracos do que o esperado deixam isso bem claro.
As principais praças da Ásia encerraram o pregão desta quinta-feira em baixa, puxados pelos relatos de que Evergrande, a gigante do setor imobiliário da China, não conseguirá honrar pagamentos de juros na próxima semana. A empresa estava na mira das autoridades chinesas desde o início da semana.
Na Europa, as bolsas buscam recuperação após uma sessão de perdas ontem. Os investidores permanecem de olho em dados locais, mas atentos à divulgação das vendas do varejo nos EUA e pedidos de auxílio-desemprego.
Por fim, os futuros de Nova York operam estáveis agora pela manhã, de olho nos dados locais de vendas do varejo e pedidos de auxílio-desemprego.
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